quinta-feira, 15 de março de 2012

Parabéns Mafalda!

Hoje a Mafalda, personagem do Quino, completa 50 anos. Eu fico muito feliz por ter essa menina esperta e observadora participando da minha geração com as suas opiniões certeiras e verdadeiras.

Uma das Melhores Charges do Ano

Alpino, parabéns!

Clarice Lispector



"Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim. Eu o estaria lendo e de súbito, uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!"

Só Pela Beleza

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia da Poesia

parem 
eu confesso
sou poeta

cada manhã que nasce
me nasce 
uma rosa na face

parem 
eu confesso
sou poeta

só meu é meu deus
eu sou o seu profeta
(Paulo Leminski)

Marxwell Maltz


"A Felicidade é um bem que 
se multiplica ao ser dividido."

terça-feira, 13 de março de 2012

Prá que Falar?

Parece alguém que conheço.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mafalda

Na mosca, como sempre. A Mafalda não erra.

domingo, 11 de março de 2012

Mundo Pós Moderno

Espero que o silêncio seja resgatado ao seu real valor.

sábado, 10 de março de 2012

Incrível

Parabéns ao artista que não sei quem é. Se alguém souber, avise.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Buraco

Nasrudin caminhava em direção à sua casa, quando encontrou um amigo.
- Você me faz um favor, perguntou o Mullá?
- Caro, pode pedir.
- Um homem caiu em um poço logo alí. Estou indo buscar uma corda para salvá-lo. Por favor vá até lá e diga a ele para não ir embora até eu chegar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

Uma homenagem à todas as mulheres do mundo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Rosiska Darcy de Oliveira

Essa Pequena
Chico Buarque
Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la

Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai

Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena 

Um tempo sem nome 
Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida.
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida. 
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora.

terça-feira, 6 de março de 2012

Independentes

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bela Ideia!

domingo, 4 de março de 2012

Revolution

Com amor!

sábado, 3 de março de 2012

Street Art Utopia

Sem palavras.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Charles Darwin


"Não é o mais forte da espécie que 
sobrevive, nem o mais inteligente. 
É aquele que melhor se adapta as mudanças."

Só Pela Beleza

quinta-feira, 1 de março de 2012

João Guimarães Rosa


"O sertão é dentro da gente.
E esse sertão não é feito apenas
de aridez e provocação, mas
também de veredas, de estações
de alívio e beleza em meio à solidão."


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vladimir Maiakovski

Cubram-me
com sorrisos,
que eu, poeta,
com flores,os bordarei
na blusa amarela!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

João Guimarães Rosa


"Quem desconfia
fica sábio."

Monteiro Lobato


"Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê."

Monteiro Lobato (1882-1948) Escritor Paulista 
(Extraído do livro Dicas da Dad, De Dad Squarisi).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Rumi


"Nossa maior força reside na mansidão
e ternura do nosso coração.
"


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Horário de Verão

HOJE A MEIA NOITE,
ATRASE O SEU RELÓGIO
EM 1 (UMA) HORA.
OU ENTÃO, A 1 (UMA)
HORA DE AMANHÃ,
ATRASE O SEU RELÓGIO
EM 1 (UMA) HORA.
DEU PARA ENTENDER?

Confúcio


"Ser ofendido não tem importância
nenhuma, a não ser que nos
continuemos a lembrar disso."
 

O Bicho do Tempo

Belíssima ilustração!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Caio Fernando de Abreu


Sofrer dói. Dói e não é pouco.
Mas faz um bem danado depois que passa!!

Blaise Pascal (1622 - 1662)


"Não tenho vergonha de mudar de ideia, 
porque não tenho vergonha de pensar."
"Eloquência positiva é aquela que 
persuade com doçura, não com violência,
ou seja, como um rei, não como um tirano.
"É o coração que sente Deus e não a razão."

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Café

Viktor Sheleg