sábado, 14 de abril de 2012

William Shakespeare


"Amor é quando você tem
todos os motivos prá desistir
de alguém, e não desiste.
"


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ana Jácomo


"O tempo do medo é feito de controle.
E o controle não solta, não
entrega, não quer deixar fluir,
não sabe dançar sem passo marcado.
"


Cora Coralina


"Mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros.
"


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Richard Bach


"Aquilo a que a lagarta chama fim
do mundo, o homem chama borboleta."


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pelé

O jovem Pelé pela primeira vez com a camisa do Santos, nos idos de 1956 
(foto: Reprodução/Twitter)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sem Palavras


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Oswald de Andrade


"Poesia é a descoberta das
coisas que eu nunca vi "


domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa


RENASCER SEMPRE!

Péricles


"O segredo da felicidade está
na liberdade; o segredo da
liberdade está na coragem.

sábado, 7 de abril de 2012

Tim Maia


"Esse país não pode dar certo. 
Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, 
traficante de vicia e pobre é de direita.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Clarice Lispector


Você pensa que nunca vai equecer, 
e esquece.
Você pensa que essa dor nunca vai passar, 
mas passa.
Você pensa que tudo é eterno, 
mas não é.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Só Pela Beleza

Os Beatles em foto que não sei o autor, mas de uma beleza que vale a pena admirar.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Casey Baugh

"John" charcoal on paper (sold)

terça-feira, 3 de abril de 2012

José Saramago

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mohamed Ali

Copyright © Donald L. Robinson
Um dos momentos mais importantes da história do boxe, captado de maneira magistral. Cassius Marcelos Clay - Mohamed Ali X Sony Liston, no primeiro minuto da luta no dia 25 de maio de 1965.

domingo, 1 de abril de 2012

Hildegard Angel

Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o “31 de Março” e contra a Comissão da Verdade.
Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.
A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como “Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar”. Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou! Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?
Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 – e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.
E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. “Assassino!”, “assassino!”, “torturador!”, gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.
Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.
Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: “Presente!”. Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do “corredor”, manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.
Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: “A senhora quer um copo d’água?”. Na mesma hora o copo d’água veio. O segurança do Clube ofereceu: “A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? “. “Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada”. E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos “sonhos impossíveis” ao destemor idealista dos mais jovens?

Goethe


"Todos os dias devíamos ouvir um
pouco de música, ler uma boa poesia,
ver um quadro bonito e, se possível,
dizer algumas palavras sensatas.
"


sábado, 31 de março de 2012

31 de Março

Acho muito bom não se comemorar o dia de hoje, 31 de março, data em que os militares deram um golpe no país, em 1964, e acabaram com todas as liberdades em pouco mais de 4 anos. Esse pesadelo durou 21 anos e reflete no nosso dia a dia até hoje, por isso, acredito que esse dia deve ser lembrado todos os anos, para que nunca mais se repita tamanha arbitrariedade.

Woody Allen


"Talvez os poetas estejam certos.
Talvez o amor seja a única resposta."


sexta-feira, 30 de março de 2012

Spaghetti Bâle by Pablo Reinoso

A maravilha da arte. Isso prá mim é pura poesia.

Manoel de Barros

"No caminho, as crianças me enriqueceram mais do que Sócrates. Pois minha imaginação não tem estrada. E eu não gosto mesmo de estrada. Gosto de desvio e de desver."

quinta-feira, 29 de março de 2012

Boa Receita!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Millôr Fernandes

Morreu Millôr Fernandes, um dos intelectuais mais completos e eficientes dos últimos 87 anos. Millôr era jornalista, tradutor, desenhista, poeta, dramaturgo, chargista, ilustrador, pensador, e realizava tudo com excesso de qualidade.
Há uma polêmica sobre a data de nascimento de Millôr. A família não sabe ao certo se foi em 16 de agosto de 1923 ou em 27 de maio, mas a carteira de identidade do desenhista aponta como certo o dia 27 de maio de 1924. Nascido no Meier, bairro do Rio de Janeiro, Millôr deveria ter se chamado Milton Viola Fernandes. Porém, por causa de uma caligrafia duvidosa, foi registrado como Millôr – fato só descoberto por ele aos 17 anos.
Em 15 de março de 1938, deu o primeiro passo na carreira de jornalista, assumindo o ofício de repaginador, factótum e contínuo no semanário “O Cruzeiro”. No mesmo período, Millôr ganhou um concurso de contos na revista “A Cigarra” utilizando o pseudônimo Notlim. Posteriormente, ao assumir a direção da publicação, passou a assinar seus artigos, publicados na seção "Poste Escrito", como Vão Gogo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Simples e Belo

Isso sim é arte de rua.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Castro Alves


"Bendito aquele que semeia 
livros e faz o povo pensar."

domingo, 25 de março de 2012

Provérbio Chinês


"Todas as lindas flores e os
suculentos frutos do futuro dependem
das sementes plantadas hoje.
"


sábado, 24 de março de 2012

Morreram Chico Anysio

Arte de Leibholz
O título que usei foi a manchete do Jornal O Dia do Rio de Janeiro. Replico aqui, porque achei perfeita! Chico Anysio era multiplo em tudo que fazia. Acho que viver ao lado dele devia cansar, mas, como artista, foi completo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mário Quintana


"Eu quero o mapa das nuvens
e um barco bem vagaroso."

Vida Inteligente

Em meio a tantas fotos que abusam do Photoshop, fazendo com que as mulheres pareçam ter metade da sua idade, Cate Blanchett não se importou em deixar suas rugas e marcas de expressão à mostra na capa da Intelligent Life, revista bimestral de lifestyle, economia e cultura. A atriz é estrela da última edição da publicação.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fantástico!

O show da vida.