sexta-feira, 31 de julho de 2009

A LEI ANTIFUMO ESTÁ CHEGANDO

Já fui fumante. Deixei de ser fumante há 5 anos. Não sou defensor do fumo ou de qualquer tipo de vício, mas, acho um absurdo essa onda que assolou o mundo e, em especial o Brasil, com relação ao cigarro. É uma campanha, na minha maneira de enxergar, completamente autoritária e violenta.
Colocar limites, cuidar da saúde, proteger as crianças, acho importante e até fundamental. Agora, da maneira que estão fazendo, pode ser que um dia, vamos ver nossos netos e bisnetos fumando cigarro como se fuma crack nas ruas de São Paulo.
No Brasil, qualquer lojinha de 1,99 vende um gorózinho (uma pequena embalagem plástica de pinga), mas nunca vi nenhum comentário, nem dos políticos e nem dos jornalistas. E olha, o número de viciados é muito maior e causa problemas muito mais sério.
Agora, como não sou escritor, transcrevo abaixo o melhor artigo que li sobre o assunto. Foi escrito em maio de 2002 pelo jornalista Jardel Sebba para a Revista Super Interessante - Edição 176. Alguma das coisas que ele previa na época já aconteceram.

SUPER polêmica
Idéias que desafiam o senso comum
LIBERDADE. UM RARO PRAZER

Eu fumo, com muito prazer. Há 12 anos, o cigarro é parte fundamental do meu dia. Minhas pequenas rotinas só estão completas depois de algumas baforadas. Não tenho a menor vontade de parar de fumar. O cigarro me concentra, me acalma, me faz companhia, me consola e alivia a minha tensão. Fumar é um prazer. Um prazer destrutivo, inútil e arriscado, alguém há de apontar. Sim, como só os grandes prazeres da vida podem ser. Como caminhar pela cidade de madrugada ou amar uma mulher. Não existe prazer sem risco.
Eu sustento o meu vício, pago meus impostos e consumo um produto legal, regulamentado e taxado. Mas sou tratado como um cidadão de segunda classe em função de um patrulhamento humilhante e abusivo que avança justamente sobre duas coisas que me são tão caras: o cigarro e, em especial, o direito a uma vida menos chata e sem graça. Nos últimos anos, essa esquadra dos bons hábitos transformou o mundo num lugar insuportável. É proibido fumar no avião. É proibido fumar no restaurante. Os maços de cigarro vêm com aquelas imagens ameaçando: “Se você fumar, eu te pego lá fora”. Basta! Hoje eles proíbem o cigarro, amanhã vão querer banir o açúcar, o café, o doce de coco, a Fanta Uva, o cine prive dos motéis, até o dia em que todo mundo vai acordar tomando açaí na tigela e fazendo 50 abdominais. Viver mais, assim, para quê? Posso ser acusado de ser um idiota sujeito a câncer de boca e de pulmão, mau hálito, perca dos dentes e impotência sexual. Mas alguém que preza, acima de tudo, o direito de ser idiota que quiser ser.
A fumaça do meu cigarro incomoda. Mas esse não pode ser um argumento definitivo para que o direito alheio prevaleça sobre o meu. Isso não pode servir para justificar a intolerância, porque há uma convivência possível entre as partes que exige apenas um ambiente arejado e boas doses de bom senso. Se o meu cigarro incomoda, há uma série de coisas que também não me agradam muito, como pessoas que falam sem parar, axé music ou mulheres vestidas em desacordo com a sua faixa etária. Mas parto do pressuposto de que somos adultos o suficiente para sermos ridículos cada qual à sua maneira, falando sem parar, requebrando de modo frenético atrás de um trio elétrico, ou se vestindo de forma caricata. Ou fumando.
“Crianças começam fumar ao verem os adultos fumando.” É verdade. Mas crianças também começam agredir quando vêem os adultos agredindo e a beber quando vêem adultos bebendo. Seria o caso de confinar a realidade que não nos agrada num fumódromo do lado de fora? Ou de educar nossos filhos apropriadamente, para que eles olhem o mundo com o devido juízo de valor. A responsabilidade pelo discernimento do que é certo ou errado das crianças que começam a fumar é de seus respectivos pais. Não é minha, nem da Souza Cruz ou da Phillip Morris. Pouco me importa, sim, a compreensão que ele vai ter de valores como a tolerância e o convívio com as diferenças. Tão em falta em hordas antitabagistas.
Nas propagandas de cigarro enganam o consumidor. A lei n 10.167, de dezembro de 2.000, proíbe a propaganda de cigarro, mesmo sendo este um produto legal. Supostamente para evitar a má influência dessas peças publicitárias sobre os mais jovens. Seguindo esse raciocínio brilhante, seria importante prestar alguns esclarecimentos que, espero, não estraguem o dia de ninguém: energético não faz voar, cerveja não atrai mulher bonita e panetone não reata laços familiares rompidos. Se o governo tem problemas com propaganda enganosa, poderia ter começado a resolve-los no próprio quintal há três anos, quando lançou uma propaganda desrespeitosa em que a figura de um traficante estabelecia um paralelo absurdo entre o cigarro e as drogas ilícitas. O tráfico de entorpecentes, até onde eu sei, não gera 5, 5 bilhões de dólares aos cofres públicos por ano em impostos, dinheiro que, ao que parece, não faz mal à saúde financeira de nenhum Estado.
A partir do ano que vem, de acordo com essa mesma lei, eventos culturais patrocinados pela indústria do cigarro também estarão proibidos. Vistos como meras peças publicitárias (bobagem todo mundo sabe que o que menos se fumava no hollywood Rock era cigarro...), festivais relevantes como o Carlton Dance e o Free Jazz estão com os dias contados. Mas festival patrocinado por marca de uísque pode. Há diferença? Claro. No décimo cigarro, você sente um leve pigarro. Na décima dose de uísque, você está sujeito a não ir trabalhar, a bater na mulher, a entrar na contramão... E depois nós, fumantes, é que somos os ignorantes.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Amargo Pesadelo


Esta é uma das passagens mais linda do cinema americano. O filme Deliverance, com título em português de Amargo Regresso é de 1972, com Jonh Voight, Burt Reynolds, Bobby Trippe, Drew Ballinger e direção de John Boorman. O filme recebeu 3 indicações ao Oscar; de melhor Filme, melhor Direção e melhor Edição. O roteiro é muito bom. São quatro amigos que vão fazer a última viagem de canoa por um rio, numa região que será tomado por uma represa e, depois de varias pessoas tentarem fazer que eles desistissem da aventura por causa do perigo, a decisão é tomada depois que acontece esse duelo de violão com banjo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Postais Especiais Dobrados


Hoje começo a publicar uma nova série de cartões postais, os dobráveis. Acima, você vê a capa. Este tem texto da Marina Lima e do Antonio Cicero, ao abrir você encontra a parte que vem abaixo.
Espero que gostem!

Lista de Preferências

Alegrias, as desmedidas.
Dores, as não curtidas.

Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inexeqüíveis.

Meninas, as veras.
Mulheres, as insinceras.

Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.

Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.

Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.

Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.

Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.

Cores, o rubro.
Meses, outubro.

Elementos, os fogos.
Divindades, os logos.

Vidas, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas.

(Bertolt Brecht)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pousada Casa Milà

O nome é uma homenagem ao artista catalão Antoni Gaudi, feita pelo casal de arquitetos Rafael e Mila. Esse casal saiu da cidade de São Paulo há 12 anos para fazer uma pousada no meio da Mata Atlântica entre Ubatuba e Paraty.
Assim, no primeiro instante, pode parecer coisa de loucos. Mas, no momento em que você enxerga a paisagem que eles vêem todas as manhãs, tudo se explica. Sem dúvida ali é um pedaço do que se instituiu chamar de paraíso. Paraíso em que eles vivem.
Ali a gente tem encontro marcado com passarinhos dos mais diversos, beija-flores, tiê sangues, saíra sete cores. O verde da mata Atlântica se oferece para você em todos os tons que se possa imaginar com formas das mais diversas em meio a figueiras centenárias, e flores, muitas flores coloridas. Tudo isso, fazendo moldura para um mar generoso que varia seus tons entre o verde e o azul e que se encontra no horizonte com um céu cujos movimentos parecem acompanhar no horizonte as ondas do mar.
Depois que você se deixar embriagar por toda a beleza natural, aí você começa a perceber a beleza da arquitetura e da decoração de cada pedacinho do espaço que harmonicamente se integra à natureza: a Pousada Casa Milá.
São 8 chalés, todos do mesmo tamanho, com vista para o mar e com decoração exclusiva e muito original. Tudo de uma simplicidade muito sofisticada. Em alguns momentos, você acha que está num hotel 5 estrelas, mas em tempo descobre que está num local que nasceu estrelado e que proporciona um bem estar impossível de ser traduzido em palavras.
Rafael e Mila não montaram uma pousada com fins meramente comerciais. Eles fizeram uma opção de vida ao eleger aquele lugar para construir sua pousada, espaço em que moram e recebem com prazer, tendo o cuidado de, todos os dias, preparar um café da manhã incomum. Três tipos de frutas escolhidas a dedo. O mesmo acontece com o suco, o café, a coalhada feita em casa, a geléia e os pães, que chegam quentes e variados no momento exato.
Enquanto Rafael prepara o delicioso café da manhã, a Mila serve ou o inverso. Rafael também faz lanches, que Mila avisa já serem famosos e ele, silenciosamente, faz um sinal tentando dizer que é um exagero de companheira. Depois, ao prová-los, você descobre que não foi exagero algum.
Da varanda de qualquer um dos chalés, avista-se o mar, a praia da Almada, que faz parte de Ubatuba. À direita, você encontra a praia do ubatubamirim e a esquerda a praia da fazenda no caminho para Paraty. Agora, andando da praia da Almada para a praia do Engenho, você encontra um caminho que se percorre em 20 minutos, por meio de uma trilha na mata e que vai dar na praia da Almada Brava, uma reserva natural, onde, além dos pescadores e daqueles que se dispõem a fazer a caminhada, ninguém mais chegou.
A Pousada Casa Milà ocupa uma área de 25 000 metros quadrados na encosta de um morro e ali a gente percebe ser possível o ser humano integrar-se culturalmente à natureza sem causar-lhe danos, desfrutando da beleza e do prazer que ela proporciona.
Maiores informações pelo site: www.casamila.com.br

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O sermão de Nasrudin

Certo dia, os moradores do vilarejo quiseram pregar uma peça em Nasrudin. Já que era considerado uma espécie meio indefinível de homem santo, pediram-lhe para fazer um sermão na mesquita. Ele concordou.Chegado o tal dia, Nasrudin subiu ao púlpito e falou:
- Ó fiéis! Sabem o que vou lhes dizer?
- Não, não sabemos.
- Enquanto não saibam, não poderei falar nada. Gente muito ignorante, isso é o que vocês são. Assim não dá para começarmos o que quer que seja - disse o Mulla, profundamente indignado por aquele povo ignorante fazê-lo perder seu tempo.
Desceu do púlpito e foi para casa. Um tanto vexados, seguiram em comissão para, mais uma vez, pedir a Nasrudin fazer um sermão na Sexta-feira seguinte, dia de oração.
Nasrudin começou a pregação com a mesma pergunta de antes. Desta vez, a congregação respondeu numa única voz:
- Sim, sabemos
- Neste caso não há porque prendê-los aqui por mais tempo. Podem ir embora. E voltou para casa.
Por fim, conseguiram persuadi-lo a realizar o sermão da Sexta-feira seguinte, que começou com a mesma pergunta de antes.
- Sabem ou não sabem? A congregação estava preparada.
- Alguns sabem, outros não.
- Excelente - disse Nasrudin - então, aqueles que sabem transmitam seus conhecimento para àqueles que não sabem.
E foi para casa.

Sem Poesia, Mas Profundo!



domingo, 26 de julho de 2009

Um Sonho


Este é um comercial da Honda que encanta pela perfeição das vozes e da edição. Já é antigo, mas é sempre atualissimo, uma verdadeira obra de arte.

Brasil, Brasil, Brasil

Coco Gelado Brasil

Gato de Bode

Gato de Óculos

Estou abrindo este espaço no Blog porque, ao longo dos anos, fiz muitas artes para camisetas. Algumas tornaram-se camisetas e rodaram pelas ruas, outras, a grande maioria, nunca foram impressas. Quem sabe, aparece alguém para colocá-las em circulação.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Meu Pai, Meu Herói!

Oração de Santo Agostinho
A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Porque eu estaria fora de teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Gilberto Alves Baptista - 23/12/23 - 20/07/09

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A bunda por Carlos Drummond de Andrade

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A vida era alegre, naquele tempo


A gente chegou a Ribeirão Preto e desceu na estação da Mogiana com o coração batendo. A estação era imensa e bonita, lotada de gente desconhecida.
Com a mala de papelão sem fecho, amarrada com uma cordinha de sisal, a gente desembarcou da segunda classe de bancos duros de madeira e seguimos a recomendação dos mais velhos: não conversar com ninguém e olhar só para a frente. Atravessamos o rio e passamos por dentro do Mercado Municipal que ficava bem defronte e tinha frutas brilhantes e cheirosas -- maçãs de doente de hospital, uvas, peras, bananas, mamões...
Aí, passada a tentação, subimos rumo à pensão já encomendada na rua Tibiriçá, passando pela rua General Osório com suas lojas repletas de novidades: chapéus, galochas, guarda-chuva, capas de chuva, canivetes e roupas de todo tipo. A pensão era igual a todas as pensões e fomos acostumando, trabalhar de dia e estudar de noite.
De tarde, a gente tomava chope no Pingüim, pardais chilreando e o consumo marcado pelas "bolachas" deixadas pelo garçom. Dali se via o Hotel Umuarama, o prédio mais alto da região que mostrava caracóis verdes e vermelhos no alto, novidade do néon importado e que garantia a segurança dos aviões. Cinema era no Pedro Segundo; no moderno Cine Centenário, no centro da cidade, ou nos bairros -- cada bairro tinha um cinema.
Depois do cinema, sanduíche de pernil no Urubatan, na Álvares Cabral, regado a molho generoso de tomate. Lá para baixo, na rua José Bonifácio, as putas acenavam das janelas oferecendo amor, gonorréia e outras doenças, castigo para o coração e pinto juvenis, tudo curado a ferro e fogo. Com o tempo, a gente descobriu as putas da rua São Paulo e da Vila Carvalho. Pegava um táxi "Biriba" na Amador Bueno, esquina da Drogasil, e todos para a vida alegre de mulheres competentes e doces implorando "paga um Cuba, meu beimr?", mostrando pernas e seios apetitosos para nossa insaciedade juvenil. Depois de horas de amor, rumo ao "Três Garçons" na avenida Saudade para comer ensopado de cascudo ou uma feijoada com as meninas, naquela hora puras e simples, sentadinhas e comportadas à mesa, repuxando os vestidos e recordando mães e irmãs que deixaram em Minas, dando beijos na boca da gente e jurando um amor eterno que nunca passou daquele fim de noite...
Na outra noite a gente voltava. Ribeirão era o centro do mundo naquele tempo. E era muito bom...
Texto de Victor Cervi publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

domingo, 19 de julho de 2009

O Homem na Lua Há 40 anos

"É um pequeno passo para um homem, mas um
gigantesco salto para a Humanidade":
Neil Armonstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969
EU VI! Em 20 de julho de 1969, exatamente às 23 horas, 56 minutos e 20 segundos de Brasília, o astronauta americano Neil Armstrong, 38 anos, entrando para a história como o primeiro homem a pisar na Lua e avistar a Terra de lá. Eu estava em Santos, assisti numa televisão pequena em preto e branco. A bordo da nave Apolo XI, estavam 3 astronautas, Neil Armstrong, Edwin Aldrin, conhecido como "Buzz" (zumbido) e Michael Collins.
Nós sabíamos tudo da vida deles, pois a imprensa vinha nos bombardeando há alguns meses com o fato que acabou acontecendo naquela noite, eles aterrissaram na Lua após levantarem vôo nos EUA 4 dias antes, em 16 de julho.
Essa missão, a Apolo11, colocava definitivamente, após 12 anos, os Estados Unidos, na frente da corrida espacial. Desde 1957, quando os russos puseram em órbita o primeiro satélite da Terra fabricado pelo homem: o Sputnik, os EUA vinham sempre correndo atrás.
Eu me lembro do meu pai me avisando. Ele falava de maneira entusiasmada, tomado pela propaganda americana.
O pai de meu amigo, onde eu estava hospedado, naquele dia, na cidade de Santos, passando as férias, nos intimou a ficar acordados para assistir ao fato, ao vivo e em preto e branco.
Os astronautas voltaram à Terra no dia 24 de julho de 1969, chegando com 30 segundos de atraso, e foram recebidos como heróis. Desde então, os satélites têm revolucionado os sistemas de comunicação e há naves não tripuladas viajando para além dos limites do sistema solar.

sábado, 18 de julho de 2009

Estas Intectuais são do Barulho!

Nelinha, Semi, Silvia, Vera, Carmen, Naiá, Vanete, Silvia, Aglair e Silvia fazendo pose na pousada Casa Milá, na praia da Almada, pertinho de Paraty.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Billie Holiday uma Diva Eterna

Eleanora Fagan Gough, conhecida no mundo como Billie Holiday, morreu no dia 17 de julho de 1959, há exatos 50 anos, com 44 anos de idade. Seu estilo de cantar é único, foi ela quem deu interpretação às letras das músicas como ninguém antes. Sua voz e sua interpretação são inconfundíveis, basta ouvir uma vez para nunca mais esquecer.
Billie teve uma vida muito louca. Todos seus relacionamentos foram muitos conturbados, abusou muito das drogas e viveu períodos de depressão horríveis. Mas, apesar de tudo isso e da morte precoce, Billie Holiday fez performances cantando que são consideradas as melhores de toda a história do jazz.

Jornal Alumiar

O jornal Alumiar é uma boa luz sobre Ribeirão. Com a poetisa Mariza Helena Ruiz como redatora o jornal traz todos os meses informações culturais, sobre saúde e terapias alternativas. Vale a pena ler.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Uma Mensagem da Disney


Os desenhos Disney quase todo mundo conhece. Essa mensagem acredito que poucos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pedro II, Pingüim I

Durante o dia, o centro é um mafuá de pombos. Não me refiro às aves e seus dejetos, mas à agitação que faz de meu labirinto uma roda gigante. Aliás, se pombo fosse, cuidaria de freqüentar o local à noite, quando o centro ganha os ares europeus pelos quais nossos barões tanto investiram. Sem a sanha dos passantes e ambulantes, a praça abdica do povo para dar lugar ao sonho de uma Paris tropical, com todas as diferenças que a analogia possa suscitar.
Particularmente aos sábados, nos diletos dias de sinfônica, tenho naquele espaço o que esta cidade produz de melhor para meu gosto e sensibilidade: o concerto no Pedro II. Testemunhei o teatrão ser chamuscado, acompanhei a novela de sua reconstrução e, por isso, julgo que tenho hoje o direito de usufruí-lo. Portanto, evite as poltronas um e três da fileira C na platéia: elas têm donos virtuais (sim, a patroa me acompanha na empreita) e é de onde vamos ouvir as apresentações.
Caipira de Franca, foi ali que estreei meu primeiro concerto, com susto pela abertura de O Guarani, que costuma surpreender os desavisados com seus pratos e tímpanos. Foi ali também que conheci muita gente boa, como Schumann, Tchaikovsky e Guerra Peixe. E, por conclusão, descobri também que o mundo ainda tem jeito. Tudo isso por módicos dez reais, quando muito. Dez reais pela qualidade de uma diversão que não há dinheiro que pague.
Melhor! Sobra mais para, ao final do espetáculo, correr menos do que alguns metros para garantir uma mesa no Pingüim. Com sorte e tempo bom, ficamos no mezanino de fora, com total visão dos garçons, da praça e da galera da orquestra. Estes últimos (realmente o são, porque chegam sempre depois) trazem suas caixas imensas, seus paramentos desconstruídos e aquelas caras de santos, como se não houvessem feito uma arte daquelas.
À mesa, temos ainda companhia. Rachmaninoff, Mozart e Bach continuam a tagarelar suas notas. Após o terceiro chope, gelado e necessário, porém não derradeiro, proponho um brinde à vida, ao prazer e à música. E metido a besta como um jacu que se supõe no Deux Magots, aproveito o tilintar das tulipas para arriscar um palpite:
- Escuta! Os copos soam em si bemol, como o zumbido das cigarras!
Ainda bem que nessa hora os pombos estão dormindo.
Texto de Hamilton de Andrade Lemos publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

terça-feira, 14 de julho de 2009

As Grandes Musas do Cinema Mundial



Recebi hoje da minha amiga Silvia, que é super antenada e acompanha tudo que está rolando, esse curta que homenageia, de maneira belíssima, essas mulheres maravilhosas que fazem tanto sucesso.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Guimarães Rosa

domingo, 12 de julho de 2009

Uma Homenagem Universal

Só numa época como esta em que estamos vivendo para acontecer uma homenagem tão criativa. São os fãs do mundo inteiro se manifestando publicamente. Vale a pena ver!
http://www.eternalmoonwalk.com/

sábado, 11 de julho de 2009

Clarice Lispector

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Costa Rica é o Lugar Mais Feliz e Verde do Mundo

Costa Rica, um país com menos de 5 milhões de habitantes, ensanduichado entre o Panamá e a Nicarágua, ficou no topo do ranking global de combinação de vida longa e feliz com limitada degradação ambiental. O país mistura um belo interior, uma grande diversidade de espécies e há muito tempo se livrou de seu exército.
A fusão de seus ministérios da energia e meio ambiente reverteu o desmatamento e ajudou o país a produzir 99% de sua energia a partir de fontes renováveis. Ela também apresentou altas notas, em relação a outros países em desenvolvimento, nas pesquisas sobre pobreza, liberdade de imprensa e democracia.
O Índice Planeta Feliz ("Por que uma boa vida não precisa custar o planeta?") publicado na sexta-feira pela New Economics Foundation, com sede no Reino Unido, combina medições de expectativa de vida, felicidade e pegada ecológica para avaliar a sustentabilidade do crescimento em 143 países. O fato de os 10 mais da lista dos países "mais verdes e mais felizes" ser dominado pela América Latina pode gerar alguma desconfiança, já que a região é mais conhecida na imaginação ocidental por suas favelas, desigualdade e golpes de Estado. O Zimbábue ficou em último lugar, juntamente com uma dúzia de outros países do sul, leste e centro da África.
Mas os latino-americanos marcam muitos pontos, sugere o relatório, devido a aspirações não-materiais e forte capital social entre amigos e parentes. O desempenho ruim do mundo desenvolvido também pode levar alguns ocidentais a duvidar do valor do relatório. Entre os países ricos, o mais bem colocado é a Holanda - mas apenas em 43º lugar.
O Reino Unido fica na metade inferior do ranking - em 74º, atrás da Alemanha, Itália e França, mas à frente do Japão e da Irlanda. Os Estados Unidos se saem particularmente mal, em 114º lugar. Os países ocidentais apresentam longa expectativa de vida e as pessoas são razoavelmente felizes, mas os países sofrem no ranking devido à sua fraqueza ecológica, refletindo o nível elevado de consumo. O desafio para o Ocidente, diz o relatório, não é continuar elevando a renda, mas buscar vidas mais significativas e laços sociais mais fortes. Essa pode ser uma meta distante a curto prazo, mas o índice está sendo divulgado em um momento em que os autores de políticas ambientais estão explorando medições mais amplas de progresso em vez de um desejo de apenas promover o crescimento.
A "Comissão para Medição do Desempenho Econômico e Progresso Social" do presidente da França, Nicolas Sarkozy, deverá apresentar seu relatório em breve. Os críticos dessas medições e índices dizem que são baseados em cálculos e dados arbitrários, mas a maioria aprecia sua contribuição para o debate das políticas.
"O Índice Planeta Feliz é uma das várias tentativas de 'ir além do PIB' e chamar atenção para aspectos importantes de nossa vida", disse Enrico Giovannini, estatístico chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde). Mas, ele acrescentou, "é impossível capturar em um único indicador a complexidade de nossa sociedade".
Texto de Simon Briscoe / Londres (Reino Unido) publicado no Financial Times

Tradução: George El Khouri Andolfato

Começa Hoje o Anima Mundi 2009

Começa hoje no Rio de Janeiro (10 a 19 de julho) a 17ª edição do Festival Internacional de Animação do Brasil, o popular Anima Mundi 2009. Como todos os anos, os principais centros culturais da cidade exibirão centenas de curtas e longas metragens de todos os gêneros de animação. O evento acontece em locais como CCBB, Centro Cultural dos Correios, Cine Odeon, Casa França-Brasil, Estação Botafogo, Praça Animada e Oi futuro.
Nos dias 22 a 26 de julho o Festival transfere-se para São Paulo.
http://www.animamundi.com.br/fest_home.asp

Hoje é o Dia da Pizza


Hoje, dia 10 de julho, é comemorado o dia da pizza no Estado de São Paulo. O dia foi instituído em 1985 quando aconteceu um grande concurso realizado na capital do estado. Na época, 100 pizzarias aderiram ao projeto dando descontos promocionais. Hoje, São Paulo tem quase 6 mil pizzarias.
Para completar as comemorações, a Associação das Pizzarias Unidas do Estado de São Paulo, promete fazer a maior pizza do Brasil ao ar livre, na rua Catarina Braida, no bairro da Mooca, durante o Sampa Pizza.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Há mais luz por aqui

Alguém viu Nasrudin procurando alguma coisa no chão.
"O que é que você perdeu, Mullá?", perguntou-lhe:
– "Minha chave", respondeu o Mullá.
Então, os dois se ajoelharam para procurá-la. Um pouco depois, o sujeito perguntou:
– "Onde foi exatamente que você perdeu esta chave?"
"Na minha casa."
"Então por que você está procurando por aqui?"
"Porque aqui tem mais luz."

Uma Mensagem Sempre Atual



Este comercial indiano traz uma mensagem das mais batidas em qualquer lugar do mundo – a união faz a força. A diferença é que a mensagem foi renovada com imagens muito bonitas, editadas num "time" perfeito com uma música envolvente e o mote da união é uma criança sonhando.