Nature morte au magnolia', de Henri Matisse. (Foto: Sucession H. Matisse) Um belo motivo para ir a São Paulo. Começou ontem na Pinacoteca do Estado a primeira exposição individual do pintor francês Henri Matisse (1869-1954). A mostra "Matisse hoje" faz parte do calendário oficial do ano da França no Brasil e fica em cartaz até o dia 1º de novembro, reúne cerca de 80 obras de importantes coleções públicas e privadas do Brasil e da França, como o Musée National d’Art Moderne – Centre Pompidou (Paris), a Biblioteca Nacional da França e o Musée Matisse (Le Cateau-Cambrésis). Exposição "Matisse hoje" Quando: de 5 de setembro a 1º de novembro (terça a dom, das 10 às 18h) Onde: Pinacoteca do Estado, Praça da Luz, 2, Centro, tel. (11) 3335-4990 Quanto: R$ 6 e R$ 3 (meia) / grátis aos sábados
Outra que aconteceu no Lanches Brasília, só que éramos os personagens.
Vínhamos em cinco pela madruga, não lembro de todos, só do Joel. Quando chegamos lá pelas 5:30 da manhã, no Brasíla , que era a dispersão; quem morava no centro como eu, ficava por ali, quem morava longe tomava o ônibus na Praça Carlos Gomes, a uma quadra do bar.
Paramos e pedimos a “saideira”. O garçon, velho amigo, colocou os copos e em seguida a cerveja. Mas ninguém se servia.
Eu olhava para a garrafa e achava que tinha bebido demais. Mas os outros, não sei porque também não se serviam. E ninguém tocava no assunto, como se não estivéssemos ali para beber e só para jogar conversa fora, até que um desses sábios bêbados de rua, deu uma olhada com cara de espanto:
– Mas que garrafa mais torta!... Alivio geral
– Cê viu?
– Eu já tinha reparado.
– Eu também.
E só ai percebemos que não era delirium tremens de ninguém, mas sim um erro de fabricação que deixou a garrafa mais torta que nós.
Bêbados, felizes e aliviados até o sol raiar.
Texto de Fernando Kaxassa publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07
Este trabalho nasceu no dia em que o Jirges morreu. Eu morava em São Paulo, janeiro de 1984, estava sozinho no meu apartamento porque a minha esposa tinha viajado com as crianças, e fui informado de seu falecimento. O texto é do livro "Guardanapos Escolhidos" que o Jirges havia lançado há pouco tempo, a assinatura eu peguei num texto que ele tinha me enviado e o desenho eu fiz olhando uma foto, que havia sido tirada na chácara em que eu morava em Ribeirão Preto, onde o Jirges ia com muita freqüência. Depois o Luiz Biagi, que também era amigo do Jirges, resolveu fazer uma tiragem do trabalho que foi distribuida entre os amigos e familiares.
Em 1963, com 8 anos de idade, fui à inauguração do Cine Cairo junto com a minha avó Carolina e assistimos ao filme El Cid com Charlton Heston e Sofia Loren. Hoje, às 20 horas, no mesmo lugar, na rua Carlos Chagas, 259, no Jardim Paulista, será inaugurado o Teatro Minaz do grupo com o mesmo nome. Foram 2 anos de reforma nos 650 metros quadrados para criar o primeiro espaço especifico para ópera e música erudita de Ribeirão Preto com capacidade para 280 pessoas. A ópera "Carmina Burana", de Carl Orff, é o espetáculo de inauguração, e hoje e amanhã as sessões serão apenas para convidados. Nos próximos dias 10, 17 e 24 haverá apresentação para o público em geral com ingressos antecipados no valor de R$ 50,00. Parabéns ao Grupo Minaz e à cidade de Ribeirão Preto. http://www.minaz.com.br/pagina/Coral+Minaz
Começa hoje, no Cassino do Lido em Veneza, o 66° Festival de cinema de Veneza. Este é o mais antigo Festival de Cinema do mundo, foi criado em 1932. No ano passado os filmes italianos que participaram do festival não agradaram, espera-se que neste ano os italianos venham com boa novidades.
De acordo com matéria publicada no New York Times de hoje, quando começaram a divulgar que estavam fazendo um game vídeo com os Beatles, uma grande parte dos fãs acharam que era uma heresia. Mas, felizmente, Paul MaCartney e Ringo Starr, juntamente com as viúvas de George Harrison e John Lennon, compreenderam que os Beatles não são peça de museu, ao contrário, a banda e sua mensagem permanecem vivas e atuais. Assim, nasceu o The Beatles: Rock Band, o game que já está sendo tratado como um marco cultural, ao reinterpretar um símbolo essencial de uma geração por meio de uma tecnologia de outra. Ainda de acordo com a matéria, o jogo oferece uma experiência de entretenimento transformadora. O lançamento será no dia 9 de setembro, pela MTV Games para o PlayStation3, Wii e Xbox, no mesmo dia do lançamento do catálogo dos Beatles, remasterizado em CD. Fiquei curioso. Dizem que você começa o jogo na formação do grupo, vai progredindo, do Cavern Club para a fase Ed Sullivan; Shea Station; o Budokan, no Japão; Abbey Road, até sua última aparição no telhado da Apple Corps, em 1969.
Para esta paulistana, aqui chegada há 12 anos, Ribeirão tem gosto de céu: céu de sol, céu de estrelas. É que acostumada a viver na grande cidade, movida a concreto e paredes, contente apenas com nesgas de céu, obliterado pela fumaça, era de se esperar que a imensidão e o espaço acima de minha cabeça, causassem maravilhas. E eu vinha menina para as férias. Ficava na casa de tios bem mais velhos, um mar de sabedoria, lá na rua Prudente de Moraes. E eram os passeios de manhã, o sol habitando a pele, e o céu azul de doer, com suas nuvenzinhas cheias de arabescos. O tio a contar estórias, mentiroso, dessa mentira boa a serviço do fascínio. Eu, e meu narizinho pra cima, sempre a contemplar o colorido. E era a Padaria na Sete de Setembro e seu pão aromático e nós dois sentados tio e sobrinha, na praça. À noite eram as estrelas, eu olhando da janela, sentindo, mais do que pensando, a presença de alguém muito superior, que pintava estrelas lá em cima e que trazia a lua, sabe-se lá de onde. E era a feira da Avenida Independência, o feirante a me dizer: menina bonita não paga. E o arremate: também não leva. E o gostoso de comer pêssego sem ser lavado, só esfregado, mal e porcamente, na saia modesta de panos, e lá em cima as nuvens a correr e o azul escancarado a me fitar. E era adolescente, namoradeira, a encontrar os primos. As idas ao cinema. E haja cine Centenário, São Jorge, Pedro II. Intenção: mais a de namorar que de assistir aos filmes. E as andanças pelas ruas até chegar aos cinemas, as mãos nas mãos, uns beijinhos que eu fingia ser roubados, e as estrelas me olhando, eu a olhá-las por sobre os ombros masculinos. Tão cúmplices eram elas! E, na USP, era a cidade bordada de luzes, lá do alto, coberta pelo céu magnífico. E o primo estudante de biologia a fazer pedido de casamento. Ele, já com 27 anos, eu, com 16. Uma emoção enorme, regada a estrelas. E eram os banhos de piscina, na casa da prima Rosarinha, o corpo inteiro que só, o deitar-me a contemplar nuvens, a esperança a meu dispor, um céu inteiro à minha disposição. E era a mulher adulta, casada e com filhos, as visitas esporádicas, os tios velhinhos, os primos indo embora, ainda assim, o oásis do céu, a possibilidade de perder-se no belo, antes de retornar para São Paulo. E era eu, mudando-me para cá, os filhos ainda pequenos. Promessas de sol. Afinal, eles mereciam. Eram as responsabilidades, as correrias. Mas era também o levantar-se a cada manhã e deparar-me, na City Ribeirão, com o verde das árvores, ouvir passarinhos e principalmente olhar o céu e seu esplendor. Bálsamos. Agora, os filhos grandes, prestes a envelhecer, muito chão povoado de passos, muita luta empreendida, muitas das ilusões de outrora modificadas, esta paulistana definitivamente escolheu Ribe - é a forma carinhosa de chamar a cidade - que escolhi para morar e permanecer. A cidade modificada, como tudo: lei que não se mostra diferente para ninguém. Talvez menos paz e tranqüilidade. Tijolos a invadir os verdes. O que não muda mesmo é o céu. Imutável e lindo. Nas noites e nos dias. Céu de sol, céu de estrelas: presente ribeirãopretano com que foi agraciada a paulistana que eu sou.
Texto de Mariza Helena Ribeiro Facci Ruizpublicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Julho 08
Durante o próximo final de semana, na cidade de Ilhabela, no litoral paulista, irá acontecer o evento Caricaturas ao Vivo, que acontece dentro do Festival de Arte, Vinho e Gastronomia. O evento é para comemorar a inauguração do Atelier Altamira, dos artistas Gonzalo Cárcamo e Alexandre Reider. Para completar a festa eles convidaram os amigos Paulo Caruso e Ricardo Soares, dois craques da caricatura e ilustração, para exporem no atelier e, quem estiver por lá a partir do dia 4, ganhará a oportunidade de ser retrato pelos quatro artistas durante o evendo.
Essa aconteceu quando eu tinha uns 10 anos.
Estávamos em férias na cidade de Mongaguá que fica no litoral sul de São Paulo. Um dia, depois do banho de mar, do almoço, saímos para passear de carro e fomos até a Cidade Ocian. Quando estávamos na rua central, uma caminhonete passou correndo e parou numa esquina, buzinando, com pessoas atrás na caçamba, pedindo ajuda, berrando.
Na hora, meu pai encostou o carro e saiu em direção à caminhonete. Minha mãe, que também estava no carro, ficou cuidando da turma, na época já devíamos ser em 6 ou 7 irmãos. Quando seu Giba voltou, ficamos sabendo que era um jovem que tinha se afogado no mar. Meu pai, fez respiração boca a boca, pressão no tórax, enfim, tudo que deveria ser feito, mesmo ele não sendo médico, mas dentista.
Eu me lembro bem das imagens daquele dia, muita gente em volta da caminhonete, meu pai com a face triste, transpirando e contando para a minha mãe sobre a tragédia, acho que o rapaz tinha bebido. Na verdade, até hoje não sei o que aconteceu depois, pois assim que chegou a ambulância, meu pai voltou para o carro e fomos embora. Mas, ficou essa sensação boa de que ele estava sempre pronto pra ajudar o próximo.
Hoje à tarde, em Buenos Aires, na esquina das ruas Chile com Defensa, foi inaugurada a estátua da Mafalda com a participação do seu criador o desenhista Quino. O local foi escolhido porque Quino viveu parte da sua vida na rua Chile e onde ambientou as tiras da Mafalda dos anos 1960.
O momento exato. Um instante único. O gato esta completamente concentrado. Veja os olhos fixos. Quem será que venceu? Se valer as experiências do desenho animado, com certeza foi o rato.
Em torno de 10 mil pessoas participaram da gravação do vídeo " The big ask again" ("A grande pergunta novamente" em inglês) na Bélgica em uma praia na cidade de Oostende, neste sábado.
O vídeo, dirigido pelo cineasta belga Nic Balthazar procura chamar atenção para o problema do aquecimento global, antes da Conferência de Copenhague, em dezembro deste ano. (fotos: Reuters)
Começou hoje o 36º Salão de Humor de Piracicaba. A primeira edição do Festival aconteu em 1974, graças ao desenhista e cartunista Zélio Alves Pinto, irmão do Ziraldo, que convocou todos amigos e o pessoal do Pasquim para dar uma força ao evento. Depois, a cada ano, novos desenhistas, ilustradores, cartunistas, chargistas foram surgindo e o Festival tornou-se internacional. É sempre bom acompanhar, porque todo ano surgem novos e bons artistas com belos trabalhos. http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/
Mandei um e-mail para o Orlandeli e ele respondeu prontamente. Agradeceu aos elogios e informou que é da cidade de São José do Rio Preto. Já públicou seus trabalhos no Pasquim 21, na revista Bundas e no Jornal da Região em Rio Preto por mais de 2 anos consecutivamente. Ah, também informou o seu site: http://blogdoorlandeli.zip.net/, passem por lá, vale a pena.
No final dos anos 60, um grupo carioca escolheu a região do alto da cidade para implantar ali, tal qual no Rio de Janeiro, o Bairro do Alto da Boa Vista. Sua localização permitia uma exuberante vista da cidade e, ao longe, até dos municípios vizinhos. Foi então que na esquina da avenida Paissandu com a rua Sinhá Junqueira adquiri um terreno onde me dispus a edificar minha casa. Recém-casado com uma carioca de muito bom gosto, escolhemos um projeto arquitetônico no estilo normando, muito comum na região de Petrópolis. Quando começamos a obra, éramos a última casa da cidade, no meio de um enorme descampado, cortado por desertas ruas asfaltadas. Marília e eu havíamos visto e gostado, também, de uma pintura marrom-café que vestia muitas casas da região serrana do Rio. E foi assim que pintamos a nossa casa. De longe, o marrom-café confundia-se com o preto e não tardou muito para que o local ficasse conhecido como o da “Casa Preta”. A curiosidade acabou levando todos os dias muitas pessoas para conhecer a nossa casa. Algumas só olhavam. Outras sentavam na gradinha e se deixavam fotografar. E outras, mais ousadas, pediam para ver por dentro. A romaria virou uma história e muitas outras histórias... Um dia o DAERP instalou na frente da casa a Caixa d’Água do Sumaré. Com essa nova referência, o ponto ficou mais fácil de achar. Como eu trabalhava com cinema, o imaginário popular começou a inventar coisas como “lá mora o cineasta Zé do Caixão”, “as festas são macabras, inenarráveis...” Já se passaram mais de 40 anos, o bairro foi totalmente povoado e a cidade quase alcança Bonfim Paulista, mas as fantasias sobre a Casa Preta perduram. Quando alguém me dá uma carona ou me visita pela primeira vez, não é incomum uma manifestação de surpresa: “Nooosssa! Você mora aí, na Casa Preta! Sempre tive uma vontade enorme de conhecê-la!” Texto de Edgard de Castro publicado no Guia Sul de Ribeirão - Edição Dez 2007
O Templo da Cidadania foi criado em 2002 com o objetivo de reunir a diversidade, promover a cultura e desenvolver a cidadania. O nome foi sugerido por Sérgio Ferreira, um dos “templários” -- pessoas que contribuem mensalmente para a manutenção do espaço e auxiliam no desenvolvimento de diversos projetos. Várias oficinas são realizadas com o apoio do Ministério da Cultura e de diversas empresas, em especial o Banco Ribeirão Preto, Instituto Votorantim, Instituto Cooperforte, Riberball, Smar e Cervejaria Colorado. No calendário permanente do Templo, destacam-se: toda segunda-feira, a Cauim Big Band, formada por músicos profissionais da cidade; na terça-feira é a vez da Banda Cauim, composta por 60 pessoas, na sua maioria jovens que estudam música no Templo; na quarta-feira, realizam-se os ensaios do Coro Cênico Bossa Nossa; nos sábados pela manhã, o Toque da Lata realiza um trabalho de percussão. O espaço também já abrigou os ensaios do Ribeirão Em Cena, reuniões do MST e o projeto Jeca Total. O mês de novembro é dedicado à viola caipira. É lá, também, que é gravado o programa de TV Boca Livre. Em eventos programados para os finais de semana, o Templo recebe artistas nacionais. Pelo espaço já passaram Artur Moreira Lima, Carlinhos Vergueiro, Chico Batera e Moacir Luz, entre outros. Predominam as reuniões musicais, mas o Templo também promove encontros com políticos, escritores, humoristas e esportistas. Amplas ou restritas, essas reuniões são sempre realizadas no alpendre que servia de abrigo para carros e foi transformado em bar – o Colorado do B, irrigado pelo chope da única fábrica de cerveja que ainda utiliza a água do subsolo de Ribeirão Preto. Texto de Odonio dos Anjos publicado no Guia Sul de Ribeirão - Edição Dez 2007
No dia 10 deste mês eu coloquei essa frase do Drummond aqui no blog. Ontem, arrumando as pastas do meu computador achei essa arte que, se não me engano, deve ser de 2004. Por isso, resolvi colocar novamente.
Ele nasceu declamando um choro forte e sem rimas. Foi um menino quieto, às vezes surpreendente. A primeira palavra que falou foi “escaravelho”. Aos oito anos de idade, mandou publicar, sem o consentimento dos pais, uma notícia nos classificados: “Vende-se ou troca-se, por inutilidade de igual valor, o fim de uma história encontrada no podre de uma manga no tempo”. Apanhou e chorou quieto, engolindo as rimas dos palavrões. Mas era um garoto esforçado e estudioso. “Já na faculdade, tentou, através de incontáveis correspondências, introduzir uma nova definição para a palavra “vida” nos dicionários existente”: “Vida: entidade proprietária de danças e paralisias de salão”. Foi motivo de chacota. O pior de tudo é que ele tinha como provar as coisas que pensava, falava ou escrevia, mas ninguém tinha paciência para olhar no fundo dos seus olhos, bem lá no fundo, bem longe, onde o vento e os sentimentos fazem a curva. Formou-se em meteorologia. Como bom profissional que era, foi contratado por uma grande emissora de televisão. Apareceu de terno e gravata, ao vivo, e declarou: “Esta é a previsão do tempo para hoje. É provável que sobre o quarteirão da casinha de dona Margarida, ainda esta tarde, uma garoa fina, bem fina, tente ensinar boa maneiras às tempestades”. Foi despedido. Não chorou. Reuniu os advogados, deixou um testamento: “Hoje estou com vontade de morrer, morrer em versos. Misturar as cores da carne com as do espírito e recolorir o túmulo da falta de imaginação. Deixo, para os leitores desse documento, todas as coisas lindas que existirem, sei que existem, bem ali, um centímetro depois da minha miopia”. Morreu quieto, de madrugada. Com a boca cheia de terra em cima, fez assim sua primeira rima. E não declamou mais nada. Texto do livro: Acaba em Romã de Téo Lopes de Andrade
Vejam que bela peça publicitária! Recebi hoje de uma amiga e fiquei aqui me perguntando porque não sou convidado para trabalhos desde nível. Imagina, que delicia deve ser, testar um novo produto, no caso o Philips Wake-up Ligth (lâmpada para acordar), desta forma que esta equipe fez. Com este comercial, a Philips disparou um concurso de idéias criativas: Quem pode desafiar a Philips? Um canal especial de twitter é dedicado para captar idéias de propostas feitas por usuários. O prêmio é uma TV Philips Cinema Ambight 21:9, widescreen.
Como esquecer aqueles caminhos íngremes que nos levam para o paraíso da dicotomia? Na região da vida dura, das meninas e mulheres que labutam à margem, não só do córrego e das palmeiras, a intelectualidade ronda as esquinas, mancha páginas e roda as oficinas. Um, dois, três jornais incluindo o que nunca saiu da memória. A lembrança do velho e bom Diário da Manhã até hoje nos embriaga de saudade. Tempo da linotipo, dos dedos calejados pela datilografia, do lambe-lambe na praça, do apito da cervejaria, dos operários, da antiga fábrica que trouxe renda e fama para a cidade. Como esquecer a lenda da serpentina subterrânea? Até hoje dizem que era por ela que passava o chopp de Ribeirão Preto. Saía da fábrica, subia a ladeira e chegava ao Pingüim através da serpentina. Feito na hora, na temperatura certa. Eis o motivo da fama. Eta região das sensações avassaladoras! Como esquecer as deliciosas manhãs, tardes, noites e madrugadas por ali vividas? Mas é pela Baixada que rolam as lágrimas quando se sai de ônibus de Ribeirão em busca de novos horizontes. Tudo bem. É por ali também que o pranto se acalma, quando o mesmo ônibus traz de volta os filhos da cidade. Tem ainda os visitantes que por ela chegam. E não é preciso andar muito para se deparar com encantos da região. Um bar de Porta Aberta para as noites sem fim, um mercado de boas surpresas e quinquilharias, caldo de mocotó para repor as energias, um dedo de prosa com as meninas, escola de qualidade e filosofia de botequim, batom e casas vermelhas, casarões que marcam época, casas de baianos e da Bahia, brechós, armarinhos, móveis usados, um pronto socorro, uma locomotiva, gente chegando, gente partindo, gente pedindo, gente sorrindo. A Baixada pulsa. Sem perder a validade, sem perder a identidade. É nobre, é única. É o coração da cidade delineado por palmeirasimperiais. Texto de Eliana Pugapublicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07
Por intermédio de uma amiga conheci os trabalhos desse artista chamado Orlandeli. Este é um dos seus personagens, o GRUMP. Mas Orlandeli faz também belas ilustrações e muitos outros quadrinhos. Vale a pena conhecer, muito bom! http://blogdoorlandeli.zip.net/
Estou inaugurando a Minha Galeria. Nela, vou colocar fotos de familiares, amigos, companheiros, escritores, poetas, pintores, enfim, pessoas que, por algum motivo, foram importante ao longo da minha caminhada.
Gilberto Alves Baptista - GIBA 23/12/1923 - 20/07/2009
Meu pai, meu amigo, meu herói. Seu Gilberto me ensinou a amar a vida e respeitar a todos indistintamente.
Francisca Maria Aparecida Mauro Baptista - Mariinha 08/10/1922 - 04/08/2006
Minha mãe, uma católica praticante. Foi quem me ensinou a levantar, todos os dias, e agradecer a Deus.
Rosa Alves Baptista - Dona Rosinha 27/05/1891 - 06/05/1985
Minha avó paterna, a melhor contadora de estórias do mundo. E fazia um café com leite delicioso.
José Bento Renato Monteiro Lobato 18/04/1882 - 04 /07/1948
Com o livro Reinações de Narizinho descobri o prazer de ler e com Monteiro Lobato aprendi a sonhar.
PABLO PICASSO 25/11/1881 - 08/04/1973
Quando vi o quadro Guernica, pela primeira vez, senti o que é arte e gostei pra sempre!
Stan Laurel - 16/06/1890 - 23/02/1965 & Oliver Hardy - 18/01/1892 - 07/08/1957
Porque rir do que é engraçado faz bem e é bom a vida toda!