quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cauim Revitalizando o Centro

Não raro lembro-me da pequena história do passarinho e do elefante, defrontando-se com um incêndio na floresta. O elefante vendo o pequeno pássaro levando água para jogar nas chamas e se assustando! Como aquele pequeno pássaro, levando quase nada de água, espera apagar um incêndio de grandes proporções. Quando o passarinho com seu pequeno e sábio bico diz: "Sei que posso pouco, você com essa tromba enorme poderia mais e não está fazendo nada, todavia estou fazendo a minha parte".
Falo isso para lembrar que muita gente ainda não vem ao centro da cidade, pois tem receio. Acha perigoso. Sei de muita gente cujos filhos de classe média e alta nunca foram ao centro. Vivem nos condomínios, nos clubes e nos shoppings, protegidos por muros e seguranças. Acham o centro um horror!
Ainda bem que muita gente não acha isso. Adora o centro. Eu moro no centro e adoro este espaço da cidade. Meu filho anda muita bem no centro e sem medo.
Mas voltemos à história do passarinho, pois falo isso para evidenciar que é possível, com ações concretas, dar uma condição melhor de vivência ao nosso querido centro.
Dou o exemplo do Cauim. Entidade que sempre esteve no centro. O Cauim já esteve na rua Lafaiete em dois locais diferentes e agora, com sua sala de cinema no coração do centro, na rua São Sebastião, 920.
No caso do Cauim, daquela sala da São Sebastião, é bom lembrar que com o fechamento do cinema e depois, passando por outra função e em seguida fechando; aquele trecho da rua estava degradado. Escuro e servindo de ponto de consumo de drogas. Era a nossa "cracolândia". Mesmo para o Kaxassa, presidente do Cauim e admirador do centro, aquela era uma rua que à noite ele evitava.
A reabertura da sala de cinema, onde já foi o Cine Bristol, foi uma mudança profunda daquele espaço, pois hoje é bem freqüentado e movimentado. É uma das áreas mais iluminadas do centro da cidade. Mais que isso; com a realização do projeto "A Escola vai ao Cinema" está trazendo todos os alunos da rede pública estadual e municipal, numa parceria incrível com as Secretarias Estadual e Municipal da Educação.
Estão passando por este projeto 132 mil alunos, que com certeza vão ter uma idéia diferente do centro. Um local agradável e prazeroso.
Só se degrada um espaço quando a população o abandona. Com a freqüência das pessoas, são afastados todos os inconvenientes do isolamento.
O Cauim está fazendo sua parte, com a ajuda de diversos parceiros. Hoje a grande parceria para continuidade deste projeto e da revitalização do centro é a participação da população, freqüentando o seu comércio, caminhando pelas suas ruas, freqüentando suas praças, bares e locais de cultura e lazer. Cabe sim a população ocupar este espaço histórico e original do desenvolvimento da cidade. A apropriação deste espaço é fundamental para manter uma qualidade de vida a altura da história da cidade.
Venha ao Cauim, venha ao centro, venha dar sua contribuição, que pode ser pequena, mas você estará fazendo sua parte!
Texto de Odônio dos Anjos publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Natureza, A Mãe, A Vida.

Quando a Sinceridade Fala Primeiro

Certo dia, um juiz perguntou ao mestre Nasrudin:
- Mestre, no caso de você ter de escolher entre a justiça e o dinheiro, o que você escolheria?
- O dinheiro, é claro - respondeu Nasrudin, sem pestanejar.
- O quê! - disse o juiz. Pois eu escolheria a justiça sem pensar duas vezes, porque
a justiça não é fácil de ser encontrada, enquanto o dinheiro, este não é tão raro assim. Podemos encontrá-lo por aí sem grandes dificuldades. Estou sinceramente espantado com a sua opção, Nasrudin. Não o julgava capaz de uma ambição, sendo um mestre!
- Meritíssimo, cada um deseja aquilo que mais lhe falta! - respondeu tranqüilamente o mestre Nasrudin.

domingo, 13 de setembro de 2009

Corujando


Praça 7

Praça é uma palavra curiosa, cheia de significados.
No jargão militar, é masculina - sem patente.
No financeiro, uma comunidade inteira. Os inadimplentes ficam com o nome sujo na praça. Gente boa já foi "boa praça", mas como a vida, a língua é dinâmica. Expressões se tornam ultrapassadas, caem em desuso e até no esquecimento.
No entanto, as mudanças não conseguiram ainda tirar o encanto da mais democrática das praças - a praça pública. A gente logo associa a jardim, área livre. Ninguém precisa pagar para fazer hora na praça, ler, namorar ou caminhar por ela.
Quando ganham nome e sobrenome - Praça Camões, Praça XV de Novembro, Praça 7 de Setembro - passam a ser endereço, adquirem personalidade. Quando conheci a Praça 7, tinha 8 anos. Descobri o coreto, a mais espaçosa e agradável casa de boneca. E que ainda virava palco para apresentação da banda, aos domingos.
A praça 7 me parecia enorme. Hoje vejo que é mesmo. E com árvores frondosas. Tem até Pau-Brasil. Com o passar do tempo, as praças vão acumulando histórias e algumas entram pra história da gente. Na perpendicular, a praça 7 era atalho perfeito entre a Campos Sales e a Florêncio de Abreu. De vez em quando, eu encompridava o caminho até o Otoniel Mota só para passar por ela e começar o dia ouvindo passarinhos. Mais tarde, várias vezes cabulei , na praça, a primeira aula do cursinho só pra não chegar atrasada e ter que enfrentar o coro malicioso dos rapazes.
Longe de Ribeirão, não a freqüento faz tempo. Andei perguntando por ela. Todo mundo reconhece que a praça 7 é um clássico, linda!
Soube que aos domingos tem feira de arte e artesanato. E uma vez por mês, serenata. Muita gente ainda faz caminhada por lá, lê jornal, namora, vê a vida passar de um banco da praça...Mas, também ouvi opiniões desabonadoras. Há quem diga que a praça 7 está degradada e conforme o horário, perigosa.
Seria a praça que mudou? Ou fomos nós - sociedade em busca ...do quê mesmo? Do progresso? Do crescimento econômico? Do avanço tecnológico? Das descobertas científicas? Que tal nos empenharmos também em resgatar a convivência civilizada na praça, espaço público simbólico - e como a própria palavra, cheio de significado.
Texto de Luciana Bistane publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mark Twain


Não abandone suas ilusões.
Quando elas partem você
pode continuar existindo,
porem deixou de viver.

O Tamanho da Fonte

Não sei o que fazer com essa questão do tamanho das fontes dos títulos da barra lateral e das datas das postagens. Ontem, quando coloquei a última postagem, apareceu essas fontes em tamanho grande. Já tentei de tudo para fazer a fonte voltar ao normal, mas não consegui nada. É uma sensação horrível, porque não tenho a quem recorrer. Se por acaso algum blogueiro, ler esta mensagem e, souber o que devo fazer, me avise. Obrigado!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Primavera dos Livros


Começa hoje no Centro Cultural São Paulo a 14ª edição da Primavera dos Livros. Organizada pela LIBRE - Liga Brasileira de Editoras, a mostra traz mais de sete mil títulos a preços acessíveis, com descontos de 10% a 40%. Nesta edição, traz 56 expositores, tendo como tema as diferentes formas de ler o mundo, a arte e a literatura em todos os seus gêneros e expressividades. Durante o evento, haverá uma programação especial para crianças, com contação de histórias, desenho, confecção de brinquedos de papel, entre outras. Além disso, serão lançados 13 livros. Entre eles, a obra "O curso das ideias - A história do pensamento político no Brasil e no mundo", de autoria de Saturnino Braga, ex-prefeito e ex-senador do Rio de Janeiro. 14ª edição da Primavera dos Livros - De 10 a 13 de setembro
Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000
De quinta a domingo, das 10h às 22h
Mais informações pelos telefonse 11/ 3397-4002 e 3397-4001 ou pelo site www.libre.org.br
Entrada gratuita

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O PAPAGAIO

Um vendedor possuía um papagaio cuja voz era agradável e sua fala divertida. Não somente guardava a loja, como também distraía a clientela com sua tagarelice. Pois falava como um ser humano e sabia cantar... como um papagaio.
Um dia, o vendedor o deixou na loja e foi até sua casa. Logo o gato do vendedor enxergou um rato e bruscamente começou a persegui-lo. O papagaio se assustou tanto que perdeu a razão. Começou a voar para todos os lados e acabou derrubando uma garrafa de óleo de rosas.
Quando voltou, o vendedor, percebendo a desordem que reinava em sua loja e vendo a garrafa quebrada, ficou encolerizado. Compreendendo que seu papagaio era a causa de tudo aquilo, lhe acertou uns bons golpes na cabeça, fazendo-o perder numerosas plumas. Em conseqüência deste incidente, o papagaio deixou imediatamente de falar.
O vendedor então ficou penalizado. Arrancou seu cabelo e barba. Ofereceu esmolas aos pobres para que seu papagaio recuperasse a palavra. Suas lágrimas não deixaram de correr durante três dias e três noites. Se lamentava dizendo:
"Uma nuvem veio obscurecer o sol da minha subsistência." No terceiro dia, entrou na loja um homem calvo cujo crâneo reluzia como um escudo. O papagaio, ao vê-lo, exclamou:
"Oh, pobre desdito! Pobre cabeça ferida! De onde te vem a calvície? Pareces triste, como se houvera derrubado uma garrafa de óleo de rosas!"
E toda a clientela explodiu em gargalhadas.
Tradução livre do espanhol a partir de "150 Cuentos Sufís"
Al Din Rumi Yalal - texto original disponibilizado por Carlos Martín Perez

O Que Você Acha?


Acho que não existe número cabalístico. Na verdade, acho que tudo foi inventado pelos homens e tanto faz se hoje é 09/09/09. Mas, que é gostoso imaginar que uma data, um número, uma coincidência podem ter uma mágica incluída, ah, isso é! Tentei hoje, o dia todo, inventar algo significativo para o 090909 e confesso que não consegui. Prá mim, é uma data, só isso.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Melhor Vídeo do Ano


Não sei de onde veio este vídeo. Tenho uma pasta onde coloco os vídeos que recebo ou acho na internet. Muitas vezes, quando vou salvar na pasta, coloco um nome novo para que fique mais fácil identificar. Este vídeo estava com o nome de “O melhor vídeo do ano”. Não sei se eu que identifiquei assim ou se ele recebeu algum prêmio mesmo. Se alguém souber, por favor, me informe. Agora, o que sei, sem medo de errar, é que este vídeo é demais. A mensagem é quase banal, mas de uma verdade irrefutável, as imagens são perfeitas, a música é linda e o “time” de edição fecha tudo com chave de ouro.
Crianças vêem, Crianças fazem!

Pequeno Polegar


A equipe da BBC de Londres conseguiu filmar pela primeira vez os menores papagaios do mundo no seu hábitat natural na Papua Nova Guiné, uma ilha no sul do Pacífico, ao norte da Austrália.
Os pequenos pássaros, mais ou menos do tamanho de um dedo polegar, são menores que muitos insetos que vivem na mesma floresta tropical.
Os papagaiso pigmeus (micropsitta pusio) não comem frutas mas sim fungos, mas ainda se sabe muito pouco sobre as aves.

Carlos Drummond de Andrade


”Sou uma pessoa terrivelmente
corajosa, porque não
espero nada de coisa nenhuma”.


Meu pai morou em Santos por muitos anos. Logo que mudamos para lá, ele montou o seu consultório no bairro Vicente de Carvalho, que fica ali, logo quando você sai da balsa em direção ao Guarujá. Todos os dias, ele atravessava a entrada do porto de Santos nas balsas, que existem até hoje, no período da manhã indo para o consultório e entre 19 e 21 horas voltava, dependendo dos atendimentos na sua Clinica Dentária.
Uma noite, chovia muito, estava frio e quando chegamos a Santos, tinha muita gente, os ônibus estavam lotados, não tinha táxi e tivemos que ficar ali na espera, loucos para chegar em casa. Nós nos acolhemos na marquise de um bar e ficamos observando aquela multidão. Meu pai saiu de perto e quando vejo, ele estava tirando a sua jaqueta e dando para uma pessoa que estava ali na rua ensopado.
Eu fiquei atordoado. Poxa, meu pai, um senhor, ali tomando chuva, passando frio e, o bêbado que já estava ensopado se aquecendo na jaqueta nova dele.
Com toda minha sabedoria, cheguei perto dele, numa mistura de condoído pela friagem que passava e, ao mesmo tempo, indignado com aquela atitude, e falei:
– Pai, se o senhor quer fazer uma boa ação, traga um casaco velho ou uma jaqueta e dê para esses bêbados que estão todos os dias por aí. Falei incomodado, meio como um conselheiro, tentando dizer que não precisava estar passando frio, correndo o risco de pegar uma gripe e etc.
Ele passou a mão nos braços que estavam molhados, sorriu como se estivesse gostando de tomar chuva e passar frio e falou:
– Meu filho, já, já vou chegar em casa, tomar um banho quente, uma bela sopa e dormir debaixo de um cobertor bem gostoso, abraçado na sua mãe. Agora, eu senti vontade de dar o casaco e dei, só isso. É bom, experimente, quando você sentir vontade de dar o seu casaco, dê! E, completou: Ah, me lembra de ver com a sua mãe se tem alguns cobertores ou casacos pra trazer amanhã.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Millôr Fernandes

A VIDA É PERTO

domingo, 6 de setembro de 2009

Henri Matisse

Nature morte au magnolia', de Henri Matisse. (Foto: Sucession H. Matisse)
Um belo motivo para ir a São Paulo. Começou ontem na Pinacoteca do Estado a primeira exposição individual do pintor francês Henri Matisse (1869-1954). A mostra "Matisse hoje" faz parte do calendário oficial do ano da França no Brasil e fica em cartaz até o dia 1º de novembro, reúne cerca de 80 obras de importantes coleções públicas e privadas do Brasil e da França, como o Musée National d’Art Moderne – Centre Pompidou (Paris), a Biblioteca Nacional da França e o Musée Matisse (Le Cateau-Cambrésis).
Exposição "Matisse hoje"
Quando: de 5 de setembro a 1º de novembro (terça a dom, das 10 às 18h)
Onde: Pinacoteca do Estado, Praça da Luz, 2, Centro, tel. (11) 3335-4990
Quanto: R$ 6 e R$ 3 (meia) / grátis aos sábados

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“A Saideira”

Outra que aconteceu no Lanches Brasília, só que éramos os personagens.
Vínhamos em cinco pela madruga, não lembro de todos, só do Joel. Quando chegamos lá pelas 5:30 da manhã, no Brasíla , que era a dispersão; quem morava no centro como eu, ficava por ali, quem morava longe tomava o ônibus na Praça Carlos Gomes, a uma quadra do bar.
Paramos e pedimos a “saideira”. O garçon, velho amigo, colocou os copos e em seguida a cerveja. Mas ninguém se servia.
Eu olhava para a garrafa e achava que tinha bebido demais. Mas os outros, não sei porque também não se serviam. E ninguém tocava no assunto, como se não estivéssemos ali para beber e só para jogar conversa fora, até que um desses sábios bêbados de rua, deu uma olhada com cara de espanto:
– Mas que garrafa mais torta!... Alivio geral
– Cê viu?
– Eu já tinha reparado.
– Eu também.
E só ai percebemos que não era delirium tremens de ninguém, mas sim um erro de fabricação que deixou a garrafa mais torta que nós.
Bêbados, felizes e aliviados até o sol raiar.
Texto de Fernando Kaxassa publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

JIRGES RISTUM


Este trabalho nasceu no dia em que o Jirges morreu. Eu morava em São Paulo, janeiro de 1984, estava sozinho no meu apartamento porque a minha esposa tinha viajado com as crianças, e fui informado de seu falecimento.
O texto é do livro "Guardanapos Escolhidos" que o Jirges havia lançado há pouco tempo, a assinatura eu peguei num texto que ele tinha me enviado e o desenho eu fiz olhando uma foto, que havia sido tirada na chácara em que eu morava em Ribeirão Preto, onde o Jirges ia com muita freqüência.
Depois o Luiz Biagi, que também era amigo do Jirges, resolveu fazer uma tiragem do trabalho que foi distribuida entre os amigos e familiares.

Teatro Minaz


A diretora musical do grupo MInaz, Gisele Ganade.
Em 1963, com 8 anos de idade, fui à inauguração do Cine Cairo junto com a minha avó Carolina e assistimos ao filme El Cid com Charlton Heston e Sofia Loren.
Hoje, às 20 horas, no mesmo lugar, na rua Carlos Chagas, 259, no Jardim Paulista, será inaugurado o Teatro Minaz do grupo com o mesmo nome.
Foram 2 anos de reforma nos 650 metros quadrados para criar o primeiro espaço especifico para ópera e música erudita de Ribeirão Preto com capacidade para 280 pessoas.
A ópera "Carmina Burana", de Carl Orff, é o espetáculo de inauguração, e hoje e amanhã as sessões serão apenas para convidados. Nos próximos dias 10, 17 e 24 haverá apresentação para o público em geral com ingressos antecipados no valor de R$ 50,00.
Parabéns ao Grupo Minaz e à cidade de Ribeirão Preto.
http://www.minaz.com.br/pagina/Coral+Minaz

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

66° Festival de Cinema de Veneza


Começa hoje, no Cassino do Lido em Veneza, o 66° Festival de cinema de Veneza. Este é o mais antigo Festival de Cinema do mundo, foi criado em 1932. No ano passado os filmes italianos que participaram do festival não agradaram, espera-se que neste ano os italianos venham com boa novidades.

Beatles em Game

De acordo com matéria publicada no New York Times de hoje, quando começaram a divulgar que estavam fazendo um game vídeo com os Beatles, uma grande parte dos fãs acharam que era uma heresia. Mas, felizmente, Paul MaCartney e Ringo Starr, juntamente com as viúvas de George Harrison e John Lennon, compreenderam que os Beatles não são peça de museu, ao contrário, a banda e sua mensagem permanecem vivas e atuais.
Assim, nasceu o The Beatles: Rock Band, o game que já está sendo tratado como um marco cultural, ao reinterpretar um símbolo essencial de uma geração por meio de uma tecnologia de outra. Ainda de acordo com a matéria, o jogo oferece uma experiência de entretenimento transformadora.
O lançamento será no dia 9 de setembro, pela MTV Games para o PlayStation3, Wii e Xbox, no mesmo dia do lançamento do catálogo dos Beatles, remasterizado em CD.
Fiquei curioso. Dizem que você começa o jogo na formação do grupo, vai progredindo, do Cavern Club para a fase Ed Sullivan; Shea Station; o Budokan, no Japão; Abbey Road, até sua última aparição no telhado da Apple Corps, em 1969.

Um Olhar Paulistano Sob o Céu de Ribe

Para esta paulistana, aqui chegada há 12 anos, Ribeirão tem gosto de céu: céu de sol, céu de estrelas. É que acostumada a viver na grande cidade, movida a concreto e paredes, contente apenas com nesgas de céu, obliterado pela fumaça, era de se esperar que a imensidão e o espaço acima de minha cabeça, causassem maravilhas.
E eu vinha menina para as férias. Ficava na casa de tios bem mais velhos, um mar de sabedoria, lá na rua Prudente de Moraes. E eram os passeios de manhã, o sol habitando a pele, e o céu azul de doer, com suas nuvenzinhas cheias de arabescos. O tio a contar estórias, mentiroso, dessa mentira boa a serviço do fascínio. Eu, e meu narizinho pra cima, sempre a contemplar o colorido. E era a Padaria na Sete de Setembro e seu pão aromático e nós dois sentados tio e sobrinha, na praça. À noite eram as estrelas, eu olhando da janela, sentindo, mais do que pensando, a presença de alguém muito superior, que pintava estrelas lá em cima e que trazia a lua, sabe-se lá de onde. E era a feira da Avenida Independência, o feirante a me dizer: menina bonita não paga. E o arremate: também não leva. E o gostoso de comer pêssego sem ser lavado, só esfregado, mal e porcamente, na saia modesta de panos, e lá em cima as nuvens a correr e o azul escancarado a me fitar.
E era adolescente, namoradeira, a encontrar os primos. As idas ao cinema. E haja cine Centenário, São Jorge, Pedro II. Intenção: mais a de namorar que de assistir aos filmes. E as andanças pelas ruas até chegar aos cinemas, as mãos nas mãos, uns beijinhos que eu fingia ser roubados, e as estrelas me olhando, eu a olhá-las por sobre os ombros masculinos. Tão cúmplices eram elas! E, na USP, era a cidade bordada de luzes, lá do alto, coberta pelo céu magnífico. E o primo estudante de biologia a fazer pedido de casamento. Ele, já com 27 anos, eu, com 16. Uma emoção enorme, regada a estrelas. E eram os banhos de piscina, na casa da prima Rosarinha, o corpo inteiro que só, o deitar-me a contemplar nuvens, a esperança a meu dispor, um céu inteiro à minha disposição.
E era a mulher adulta, casada e com filhos, as visitas esporádicas, os tios velhinhos, os primos indo embora, ainda assim, o oásis do céu, a possibilidade de perder-se no belo, antes de retornar para São Paulo.
E era eu, mudando-me para cá, os filhos ainda pequenos. Promessas de sol. Afinal, eles mereciam. Eram as responsabilidades, as correrias. Mas era também o levantar-se a cada manhã e deparar-me, na City Ribeirão, com o verde das árvores, ouvir passarinhos e principalmente olhar o céu e seu esplendor. Bálsamos.
Agora, os filhos grandes, prestes a envelhecer, muito chão povoado de passos, muita luta empreendida, muitas das ilusões de outrora modificadas, esta paulistana definitivamente escolheu Ribe - é a forma carinhosa de chamar a cidade - que escolhi para morar e permanecer. A cidade modificada, como tudo: lei que não se mostra diferente para ninguém. Talvez menos paz e tranqüilidade. Tijolos a invadir os verdes. O que não muda mesmo é o céu. Imutável e lindo. Nas noites e nos dias. Céu de sol, céu de estrelas: presente ribeirãopretano com que foi agraciada a paulistana que eu sou.
Texto de Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Julho 08

Caricaturas na Ilhabela

Cartaz da exposição.
Durante o próximo final de semana, na cidade de Ilhabela, no litoral paulista, irá acontecer o evento Caricaturas ao Vivo, que acontece dentro do Festival de Arte, Vinho e Gastronomia.
O evento é para comemorar a inauguração do Atelier Altamira, dos artistas Gonzalo Cárcamo e Alexandre Reider. Para completar a festa eles convidaram os amigos Paulo Caruso e Ricardo Soares, dois craques da caricatura e ilustração, para exporem no atelier e, quem estiver por lá a partir do dia 4, ganhará a oportunidade de ser retrato pelos quatro artistas durante o evendo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Melhor Trabalho do Salão de Humor de Piracicaba


Charge de Alberto Ribeiro Palmieri foi escolhido o melhor trabalho da edição deste ano do evento de humor.

Melhor Caricatura no Salão de Humor de Piracicaba


Caricatura feita por Gonzalo Rodriguez, de Porto Alegre.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fiódor Dostoiévski


a alma é curada

ao
estar com crianças

Cidade Ocian


Essa aconteceu quando eu tinha uns 10 anos.
Estávamos em férias na cidade de Mongaguá que fica no litoral sul de São Paulo. Um dia, depois do banho de mar, do almoço, saímos para passear de carro e fomos até a Cidade Ocian. Quando estávamos na rua central, uma caminhonete passou correndo e parou numa esquina, buzinando, com pessoas atrás na caçamba, pedindo ajuda, berrando.
Na hora, meu pai encostou o carro e saiu em direção à caminhonete. Minha mãe, que também estava no carro, ficou cuidando da turma, na época já devíamos ser em 6 ou 7 irmãos. Quando seu Giba voltou, ficamos sabendo que era um jovem que tinha se afogado no mar. Meu pai, fez respiração boca a boca, pressão no tórax, enfim, tudo que deveria ser feito, mesmo ele não sendo médico, mas dentista.
Eu me lembro bem das imagens daquele dia, muita gente em volta da caminhonete, meu pai com a face triste, transpirando e contando para a minha mãe sobre a tragédia, acho que o rapaz tinha bebido. Na verdade, até hoje não sei o que aconteceu depois, pois assim que chegou a ambulância, meu pai voltou para o carro e fomos embora. Mas, ficou essa sensação boa de que ele estava sempre pronto pra ajudar o próximo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Quino na Inauguração da Estátua da Mafalda


Hoje à tarde, em Buenos Aires, na esquina das ruas Chile com Defensa, foi inaugurada a estátua da Mafalda com a participação do seu criador o desenhista Quino. O local foi escolhido porque Quino viveu parte da sua vida na rua Chile e onde ambientou as tiras da Mafalda dos anos 1960.

Tom & Jerry


O momento exato. Um instante único. O gato esta completamente concentrado. Veja os olhos fixos. Quem será que venceu? Se valer as experiências do desenho animado, com certeza foi o rato.

Vaidade das Vaidades


Em 1920, no Rio de Janeiro, capital federal, as primeiras propagandas já vendiam glamour e toda vaidade.