quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mia Couto


"As folhas que rabiscara 
eram pedaços de mim 
que espetara no solo. 
Eu me plantara em palavras."

Mais Uma da Regina Rennó

Esse curta metragem "Mulher de Bronze" é mais uma obra de arte da minha amiga Regina Rennó. Já publiquei aqui no Blog os quadros e as ilustrações de livros que a Regina faz com maestria. Ela também faz arte com panos, roupas, móveis, e nos últimos 5 anos começou a estudar e fazer cinema. Esse curta é uma bela amostra do olhar da Regina Rennó.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

José Saramago


"Consuma, sem consumir o 
mundo em que vivemos!
Nem a juventude sabe o que pode, 
nem a velhice pode o que sabe."

Megan Berkheiser

Vejam a beleza do trabalho dessa americana natural da Pensilvânia. Megan cresceu fazendo marionetes e acabou se especializando em ilustrações tridimensionais. Hoje ela é professora no Departamento de Ilustração do Savannah College of Art & Design e presta serviços como ilustradora para clientes do porte das revistas Time e Readers Digest, dos jornais The New York Times e The Wal Street Journal e muito mais.
Conheça mais sobre o trabalho de Megan.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fernando Pessoa


Dei-lhe um beijo ao pé da boca
Por a boca se esquivar.
A idéia talvez foi louca,
O mal foi não acertar.

Se o sino dobra a finados
Há-de deixar de dobrar
Dá-me os teus olhos fitados
E deixa a vida matar!

Tome lá, minha menina,
O ramalhete que fiz.
Cada flor é pequenina,
Mas tudo é feliz.

Pat Lau


somos grandes
quando enfim
somo pequenos

Visite o blog da Pat

Banksy

É sempre um prazer ver os grafites do Banksy

Manoel de Barros

Pedra sendo
Eu tenho gosto de jazer no chão.
Só privo com lagarto e borboletas.
...Certas conchas se abrigam em mim.
De meus interstícios crescem musgos.
Passarinhos me usam para afiar seus bicos.
Às vezes uma garça me ocupa de dia.
Fico louvoso.
Há outros privilégios de ser pedra:
a - Eu irrito o silêncio dos insetos.
b - Sou batido de luar nas solitudes.
c - Tomo banho de orvalho de manhã.
d - E o sol me cumprimenta por primeiro

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Vida Brotando em Música

Um vídeo delicado e bonito, que recebi da minha amiga Ornella, para começar bem a semana.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Dom Quixote

Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.
Ilustração de Quinho Ravelli.

Quinho Ravelli

Quinho é mineiro e tem um trabalho consistente e consagrado. Conheça a sua história e veja seus trabalhos na revista Ilustrar edição 20.
Conheça o Blog do Quinho.

Gordo & Magro

Recebi hoje do meu amigo Jorge Rinhel essa maravilha de filme do Gordo & Magro editado com música do Santana.

Victor Hugo


"A vida não passa de uma
oportunidade de encontro...
os corpos têm o abraço;
as almas, o enlace."

Chico Buarque


"Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa."


Rubem Alves


"Cartas de amor são escritas não para 
dar notícias, não para contar nada,
mas para que mãos separadas se toquem 
ao tocarem a mesma folha de papel."

Goethe


"Tudo os Deuses dão, os infinitos,
A quem amam, por inteiro:
Todos os prazeres, infinitos,
Todos pesares, infinitos, por inteiro."

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pat Lau


no ritmo enfim
andando um metro
atrás de mim

Regina Rennó

Regina Rennó é uma artista que nunca me cansa, ao contrário, sempre me encanta. Esse é um trabalho atual da Regina, uma série intitulada "paisagens urbanas".
Esse também é um trabalho atual da Regina. Essa é a capa do livro Terra Mãe, que é feito só com ilustrações e tem acabamento em capa dura. É lindo!
Esse quadro também é atual e faz parte da série "paissagens urbanas".
E hoje, 29 de janeiro, a Regina Rennó está fazendo aniversário. 
Parabéns Regina!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Isso É Dignidade!

Por favor, pare, aguarde o tempo do filme carregar e começar, depois tenha paciência, pois bispo dom Manuel Edmilson Cruz tem 86 anos e alguma dificuldade para ler. 
Quando você ouvir a mensagem que ele falou no Congresso Nacional em Brasília, recusando-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, tenho certeza de que será recompensado por toda a sua atenção.
Digo mais, passe a mensagem para os amigos, divulgue, porque a imprensa não deu o valor necessário a esse brasileiro de Limoeiro do Norte (CE).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Luiz Fernando Veríssimo

BIG BROTHER BRASIL
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.

Adélia Prado

ÍCARO
..."Caminho sobre o planeta
como os equilibristas em suas bolas gigantes,
não se sai do lugar.
de si mesmo não se pode sair.
Aviões, dirigíveis, saltos de alta montanha
confrangem o coração.
O voo aborta sempre.
Ainda que em chão de lua,
todo destino é o chão."

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mundo Moderno

A famosa foto do beijo de 1945 foi colorizada. O que vocês acham? Eu acho bom, agora, além da original e chique em P&B, temos essa colorida. Podemos escolher qual ver de acordo com nosso astral.

Alinhamento das Nuvens

Achei essa foto no facebook na página da Renata Tucci. Não resisti, copiei e colei aqui. Será que as nuvens se alinharam só pela beleza ou estão aprontando alguma?

Solidão Contente

O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas
Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.
Texto de Ivan Martins (Editor Executivo da Revista Época)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Parabéns São Paulo!

Lembro como se fosse hoje a impressão que eu tinha quando ia para São Paulo na infância. Ficava olhando admirado todos aqueles edifícios enormes e não conseguia entender como que todas aquelas pessoas não se perdiam. Depois, no início da adolescência, fui morar em São Bernardo do Campo e ia, sempre que podia, para São Paulo. O medo de me perder continuava existindo, lembro que pegava um ônibus que ia até a Vila Mariana. De lá, eu ia andando pela Av. Vergueiro, depois pela Av. Paulista até a Rua Peixoto Gomide onde morava a minha madrinha, pois não queria correr o risco de pegar um ônibus e me perder.
Depois, não lembro quando, comprei um mapa da cidade e aí virei um explorador dos bairros e lugares interessantes que abundam naquela terra. Teatros, museus, cinemas, restaurantes, parques, lojas, bibliotecas e muito, muito mais. Isso me proporcionava  um enorme prazer pessoal, mas rendia também um status, pois naquela época era chique entre os amigos conhecer as novidades de Sampa.
O tempo passou, morei e trabalhei em São Paulo por mais de uma vez. Fui e voltei, mas uma coisa nunca mudou: quando chego em São Paulo sinto-me em casa. São Paulo é uma das maiores megalopoles do mundo e vive com todos os problemas que conhecemos tão bem, mas também é ali que tudo de bom acontece.
Parabéns, São Paulo pelos seus 457 anos.

Domenico De Masi


"Se você chegar a um beco 
sem saída, entre nele."

Gilberto Freire


"Se dependesse de mim, eu não 
seria jamais maduro: nem nas idéias, 
nem no estilo. Seria sempre verde, 
incompleto, experimental."

Alberto Lins Caldas

● se perdeu ● de vista ●
● no azul ●

...● as mãos ● o riso ●
● o olhar ●

● longe so ● a teia ●
● niilista ●

● o deserto ● a loucura ●
● o mar ●

● cada passo ● faço eu ●
● sem conquista ●

● levado ● pelo vento ●
●!nadadura ●

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Somos Todos Iguais

Gilberto de Nucci tem uma exelente imagem a respeito de nosso comportamento. Segundo ele os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantesmos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele – sem preceber que a pessoa que está andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa ao nosso respeito.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eclesiastes 7,8


Mais vale o fim de uma 
coisa do que seu começo,
mais vale a paciência 
do que a pretensão.