segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Há 20 anos o Muro Caiu


Essa semana começam as comemorações dos 20 anos da queda do muro de Berlim. No dia 9 de novembro de 1989, depois de 28 anos da sua construção, caiu o muro de Berlim e, com ele, o maior símbolo da Guerra Fria.
O muro foi construído a partir do dia 13 de agosto de 1961 e dividiu a cidade de Berlim, que na época tinha 4 milhões de habitantes. Uma operação ultrassecreta de codinome “Rosa”, comandada pelo Birô Político do lado oriental, levou apenas cinco horas para fechar completamente as fronteiras internas da cidade, proibindo a circulação entre as zonas ocidentais e a área sob influência da União Soviética.
Tudo foi feito sob sigilo, durante a madrugada de um domingo, para que não houvesse reação dos berlinenses ou dos Estados Unidos, maior potência que fazia oposição aos soviéticos. Além dos envolvidos na operação, ninguém foi informado sobre decisão de fechar as fronteiras, e mesmo os que viam a instalação das cercas de arame farpado que mais tarde se tornariam um muro de concreto achavam improvável que o fechamento fosse definitivo.
Às 6h da manhã, enquanto a cidade dormia, era finalizada a primeira parte da operação que bloqueava 81 pontos de cruzamento e 193 ruas que atravessavam a fronteira, bem como os sistemas de transportes públicos. A cidade de 4 milhões de pessoas, que havia sido dividida de forma teórica após a Segunda Guerra Mundial, mas que na prática funcionava até então como um único organismo urbano, acordou cortada ao meio, separando famílias, amigos, casais e afastando trabalhadores dos seus empregos e estudantes de suas escolas. O dia ficou conhecido como “o domingo do arame farpado”.
O governo da República Democrática da Alemanha (RDA, o lado oriental) havia mobilizado 10 mil homens para garantir a segurança e evitar protestos após o fechamento da fronteira. À exceção de pequenos ataques de jovens do lado ocidental e de protestos menores do lado oriental, não chegou a haver confrontos violentos, nenhuma reação radical. Pego igualmente de surpresa, o governo norte-americano preferiu evitar o enfrentamento, permitindo que o lado socialista concluísse sua operação.

Mario Benedetti

Este texto, que publico abaixo, anda rodando na rede num pps bem feitinho. É um texto lindo, bem escrito e muito sincero. Se é do Mario Benedetti eu não consegui comprovar. Achei engraçado, porque na busca de informações do Mario Benedetti para comprovar a autoria do texto, encontrei uma discussão na rede sobre a falta de material deste poeta e escritor Uruguaio de renome internacional. (Veja abaixo o link da Editora Objetiva com mais informações)


Da gente que eu gosto.
Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. Gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Eu gosto de gente com capacidade para assumir as consequências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.
Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom ânimo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Eu gosto de gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato.
Gosto da gente que possui sentido de justiça.
A estes chamo de meus amigos.
Me gosta a gente que sabe a importância da alegria e a pratica.
Da gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor.
Da gente que nunca deixa de ser animada.
Gosto de gente que nos contagia com sua energia.
Gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.
Me encanta a gente de critério, que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.
De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.
Gosto da gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereótipo social, nem como se apresentam.
De gente que não julga, nem deixa que outros julguem.
Gosto de gente que tem personalidade.
Me encanta a gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.
A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranquilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber reviver.
A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.
E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILÉGIO DE PODER EXPERIMENTAR.
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...

domingo, 1 de novembro de 2009

Jogos dos Povos Indígenas


A 10ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que acontece de 31 de outubro a 7 de novembro na cidade de Paragominas, no Pará, deve reunir cerca de 1.300 pessoas, segundo o Ministério dos Esportes. Além de vários grupos indígenas brasileiros, participam delegações do Canadá, Austrália e Guiana Francesa.
A abertura oficial ocorreu às 17h30 de sábado (31), na Arena Círculo Indígena. Um total de 28 ocas compõem a Vila Olímpica que abriga os povos. Até 6.000 pessoas poderão assistir às competições nas arquibancadas.
A arena dos jogos no Parque Ambiental receberá 8 das 10 modalidades. As modalidades tradicionais de arco e flexa, arremesso de lança, cabo de força, canoagem, corrida de 100 metros, corrida de fundo, corrida de tora e natação/travessia serão disputadas no espaço.
Já o futebol, mesmo sendo praticado em todas as aldeias brasileiras e de ter origem não-indígena (jogos ocidentais), será disputado em espaços físicos fora do Parque Ambiental. O parque de Exposição de Paragominas receberá as competições masculinas de futebol, e o Estádio João Gomes, as femininas.
Haverá também os jogos demonstrativos. Serão apresentados aos visitantes atividades como lutas corporais, corrida de tora e zarabatana, entre outras. Os Jogos dos Povos Indígenas são realizados desde 1996.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/01/ult5772u5907.jhtm

sábado, 31 de outubro de 2009

KeRoL de Maria Sanz Martins

Gente, mais um pouco de Maria Sanz Martins. A Foto e o texto foram tirados do Blog  de Maria Sans, e o endereço do Blog você encontra no final do texto. Conheça essa menina, porque ela é muito competente e vai longe.

Disse “thank you”, ajeitou a roupa, deu com as costas e saiu andando. Tentava esconder o sorriso – o que, na verdade, era bastante difícil por que suas bochechas largas lhe transbordavam a cara.
Rir de si mesma foi uma lição que Carolina aprendeu tarde, mas que agora exercitava com maestria. Por mais constrangedora que fosse a situação, Carol não deixava de se sentir tranqüila, nem de sorrir dos próprios tropeços com desafetação.
Havia acabado de descobrir, pela voz de uma doce senhorinha que estava na fila para usar o orelhão, que estava à mostra sua calcinha – *sim, acontece nas melhores famílias: a moça vai ao toalete apressada e quando sai, não se dá conta de que está exposta por que, acidentalmente, a barra da saia ficou presa no elástico da roupa íntima.
Já fazia mais de meia hora desde que Carol havia usado o banheiro, o que significava que todo o percurso pelo saguão do aeroporto, desde o check-in, passando pelo balcão da cafeteria, até o telefonema no orelhão, havia sido feito com a saia daquele jeito – ok, ficar com o derrière de fora não é nenhuma tragédia, mas é certamente uma branca humilhação. Ria ela, sozinha, de si mesma, então.
Esperava o vôo que a levaria de volta ao seu país. Há anos Carol não via seus pais ou seus amigos. Nos quatro anos em que passou morando fora, Carol engordou seis quilos, amou dois homens, fez três tatuagens e deixou a profissão de dentista para ser baixista de um grupo de jazz que se apresentava cinco vezes por semana.
Seus olhos ainda eram castanhos esverdeados e seu signo ainda era escorpião, mas, de resto, muita coisa havia mudado. Já não era mais a menina que todos chamavam de Carolina. Estava acostumada a ser chamada de Kerol – (mais ou menos como os americanos pronunciavam Carol).
Era agora uma mulher que carregava em si a marca da certeza de que não queria ser perfeita.
Carolina sempre fora uma princesinha. Desde pequena, muito simpática, falante e bonita. E, ainda na escola, aprendeu a manejar o truque de enfeitiçar a todos com seu inato carisma. Era popular, inteligente, tinha cara de boneca e olhos densos, num verde escuro estilo bola de gude.
Era, sobretudo, uma menina competitiva e não admitia perder sequer um par-ou-impar. Não media esforços para manter o título de melhor da turma, do time e da rua. E não tinha mesmo pra ninguém. Ela tirava as melhores notas da sala, era artilheira nos campeonatos de handball e a inveterada campeã do concurso anual de rainha da primavera da rua onde morava.
Ficou mal acostumada com o gosto da vitória e da admiração que causava. Seus pais, que não viam qualquer problema em seu comportamento, sem querer incentivavam na menina um certo bafo de perfeição. E, assim, cresceu atada à idéia de ser a melhor, a mais querida e a mais bonita.
Mas, os anos se passaram e ela logo entendeu que ser ‘uma simpatia’, a melhor tenista do clube, dentista de primeira e muito bonita, não era nenhuma garantia. Ao contrário, Carolina sentia sobre os ombros um peso que já não queria. Rasgou inteira a fantasia de princesa, comprou uma passagem de avião e voou para longe.
Queria reinventar a identidade que sua memória lhe oferecia. E mesmo sob o risco de sentir-se desprevenida, parou de tentar se achar todos os dias, e escolheu Nova York para perder de vez as perguntas e respostas que já conhecia.
Agora, puxando a mala de mão vermelha para embarcar de volta no avião, lá vai Kerol - ex-dentista, ex-modelo-de-beleza, ex-menina perfeita. Feliz e muito mais sabida. Aprendeu a graça de ser imperfeita e a tirar de letra as pequenas armadilhas da vida.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Chaminé Cultural de Sampa


O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, mais conhecido simplesmente por MASP, é fruto de uma aventura de duas pessoas, coadjuvadas por Edmundo Monteiro, com visão revolucionária para sua época, e apoiados por um grupo de amigos.
O MASP foi inaugurado em 2 de outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários e Emissoras Associados e pelo professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália, recém chegado ao Brasil.
Uma história de alma, talento e força tornou possível a existência do MASP, cuja coleção, a mais importante do hemisfério sul, é considerada tesouro da humanidade. O feliz encontro de Assis Chateaubriand e de Pietro Maria Bardi alinhou o Brasil com os países de primeiro mundo no universo das artes.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ambiente é o Meio


Foi lançado no último dia 13, o DVD-ROM do programa AMBIENTE É O MEIO, produzido pela Rádio USP Ribeirão em parceria com o USP Recicla e o Prof. José Marcelino de Rezende Pinto, da Faculdade de Filosofia (FFCLRP). Foram confeccionados 500 exemplares do DVD-ROM que traz uma coletânea de 70 programas exibidos desde a criação do programa, em 1996, até 2008. 
O material será distribuído em escolas e organizações não governamentais como material didático para discussão e reflexão sobre questões ambientais de Ribeirão Preto, da região e do planeta. 
Para adquirir gratuitamente o DVD-ROM, os interessados devem ligar para  (16) 3602-4904. Após o lançamento foi realizado um debate com o promotor Marcelo Goulart, o professor Marcelo Pereira de Souza (FFCLRP) e o ambientalista Manuel Tavares, com mediação do jornalista Luís Ribeiro, apresentador do programa.

Dia Nacional do Livro


O livro digital se tornou realidade. Depois de muitas conversas, debates, discussões acaloradas e até vaticínios, neste ano de 2009, o livro digital, ou e-book como foi denominado, chegou e, pelo jeito, para ficar.
Eu, como um apaixonado pelos livros, não tenho dúvida alguma de que o e-book chegou para ficar e também que o livro de papel nunca vai acabar. E, fico feliz, porque a função do livro, que é a mais importante, existe nos dois modelos. A transmissão de conhecimentos através da beleza da linguagem.
O dia 29 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Livro em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 1810. Só a partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil. O primeiro livro publicado aqui foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga, mas nessa época, a imprensa sofria a censura do Imperador. Só na década de 1930 houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato, em outubro de 1925.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Maria Sanz Martins

Recebi hoje, via e-mail, da minha prima Carmen Cagno, um texto daqueles que além de gostarmos, gostaríamos de ter escrito. Na sabedoria de uma avó, essa escritora Maria Sanz Martins, coloca todos os conselhos para se viver os dias que nos cabem sobre a face da terra.
Não resisti, fui ao google e descobri o Blog desta escritora de Vitória - ES, que certamente vamos conhecer mais e mais. Passem por lá e saboreiem o texto que tanto me encantou.
http://www.noprovador.com.br/
Da minha precoce nostalgia
Por Maria Sanz Martins
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.
Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."
Tenha uma vida rica de vida.
Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque assim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no
olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia.
Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

ACERTAR-A-MOSCA

Era índio-moço/ambição e quis se tornar grande arqueiro. Busca/procura mestre-arqueiro, que lhe diz - primeira coisa é aprender não-bater-mais-cílios. Que a vida lhe seja farta/fértil, agradece, s´inclina/toca-peito, coração.

Por tres anos se exercita esse moço/homem. As pálpebras tinham se esquecido, já, do instintito/músculo de fechar-se, abertas até-mesmo-ao-dormir, quando agora-homem se apresenta, de novo, ao mestre. E, logo confirma - deve aprender a OLHAR; se conseguir ENXERGAR uma coisa minúscula, do tamanho de uma montanha, volte a-mim.

O homem amarra com fio-de-cabelo/mosca e se posta diante a fixar só/fixa/mente: ela. Passados tres dias era ainda a mosca. Porém, depois, tres semanas após, estava grande como borboleta/flor/gafanhoto. Final do terceiro ano, ele via a mosca tão-maior - um tapir. "Consegui", pensou o homem, (sentiu-se) iniciado.

Saiu/seguiu-caminho e as pessoas lhe pareciam árvores, as capivaras colinas, as antas serras. Assim treinou/esmerou muitobem seu olho que podia centrar qualquer alvo. Mais: acertar/colocar uma segunda flecha no término da primeira, uma terceira na extremidade da segunda, e daí-afora, até que entre o alvo e o arco se formasse uma linha-compacta de flechas enfiadas umasnasoutras. Ponto àquele chegado, pens-consciente, duvida... Para vir-a-ser o maior arqueiro, mestre-arqueiro-de-todos, deveria eliminar o próprio (seu) mestre/guia.

N´uma tarde, luz oblíqua tange/tinge, estando pelo prado/periferia da aldeia, notou o antigo mestre vindo em-para-si. Rapidíssimo, desperta/arco/levanta e o tomou na mira.

Percebendo (pré-sabendo) o movimento, por sua vez, o mestre empunha/embraça o arco para responder/revide.

Duelo-de-morte: a precisão do tiro é tal, de parte e outra, que as duas flechas se encontram no-meio da trajetória. NO AR. E caíram (ambas) por terra. "Como?" Somos tantos os grandes arqueiros, neste mundo!, e o (já) então grande arqueiro virá-a-saber de um mestre ainda-melhor que o primeiro. Velho/indio-iluminado. Santo/sábio/supremo, era O-perfeito.

Encontrá-lo em seu hermo/solidão, alto de um monte, é tarefa-que-pede tres anos, luas-contadas. Selva-rios-distância. Pacientespera. Sacrifício/vontade/certeza.

Se apresenta atirando n´uma revoada de pássaros espantandos/espalhados que revoam, atravessa/matando sete deles, única flecha, um tiro apenas. Aos-pés dos dois. O velho contempla sorrí. Generoso/generumano, compreende.

Voa/passa uma garçaltíssima, o mestre põe uma flecha invisível n´um arco também invisível/inexistente e a alcança/abate/derruba, inexorável chão. Espanto-de-clamar! Completa/comenta, língua de boca-que-não-fala/transmite: enquanto depender arco/flecha para atingir o alvo (e) usar olho para VER, não será preciso, nunca será arqueiro, na verdade nem será.

Age em-neste-tanto; com o dito, feito/findo. Deciso - seguro - o velho mestre assume de força das mãos do recém-chegado, o arco (ora não-jamais necessário) e o rompe/destrói, mandando pedaços quase-brutal ao precipício-não-vejo-fundo, lá, alma/âmago do mundo.

Indica mesmo gesto, completo O-sublime, lugar-único que ocupou/possuiu/serviu por tantas estações/gerações, quantas? E da vida se ausenta afastando-se/adentrando destinos misteriosos sagrados/segrêdos novos-novos da floresta. Natureza só com ele íntima, na razão de abrir passagem afastar galhos, índio-velho, imperioso/intima/ensina real-posto onde estivera sempre, longe dos homens para melhor entender sua poucamente fraqueza/banal angústia, a meditar/consolação (se há) nesta visão infinita de verde verde verde, águas grandes, gritos cantos urros, morte e vida. Putrefato nascimento: até o fim, até quando o próprio SOL, à espera dos-que-virão, um dia, quem sabe (êle mesmo), não comece a se apagar/envelhecer.

(Cine/conto-zen para Sebastião e Michelangelo) de Jirges Ristum

sábado, 24 de outubro de 2009

Solitário, 1925


Imagem de Oswaldo Goeldi - Solitário, 1925
Descobri Oswaldo Goeldi visitanto o Blog Clareira da Existência  onde, além da gravura acima, tinha a seguinte frase: Expressão mais verdadeira de nossa humana condição? Achei tão bonito que fui conhecer o artista e aí, fiquei mais encantado ainda. Vale a pena, passe por lá: http://www.centrovirtualgoeldi.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Asterix & Obelix


Como já percebemos, a grande explosão dos quadrinhos aconteceu nos anos 1950, isto é, logo após o fim da segunda guerra mundial.
Agora, quem completa 50 anos de sua primeira publicação é o Asterix, um herói baixinho e com um grande bigode que anda sempre acompanhado de seu amigo Obelix e juntos eles resistem às investidas do Império Romano contra a Gália.
Asterix e os demais soldados tomam uma poção mágica que os torna um exército invencível. Só o Obelix não pode tomar a poção, porque quando pequeno ele caiu dentro do caldeirão onde ela é feita e ficou poderoso para sempre.
Criados pela dupla de amigos Albert Uderzo e René Goscinny., Asterix apareceu pela primeira vez em uma história em quadrinhos na revista francesa Pilote, no dia 29 de outubro de 1959.
Hoje, os heróis continuam fazendo sucesso lutando contra os romanos, mas há mais 30 anos a criação é exclusiva de Uderzo, já que Goscinny, que escrevia as histórias, morreu em 1977.
Para comemorar os 50 anos do personagem, foi lançado na França uma revista inédita do herói. Para muitos fãs, a dupla de gauleses simboliza em muitos aspectos o espírito francês.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Super Arno


Nos anos 1950 chegaram os ventiladores modernos. Alias, como podem ler no anúncio, Ventilador - Circulador Super Arno.  O consumo chegou como uma maravilha. Produtos, novidades, nada melhor para movimentar a roda do mundo capitalista – a compra.

Página Inteira na Revista O Cruzeiro nos Anos 1950



Veja que anúncio bem feito. Ousado podemos dizer, afinal, nos anos 1950 as mulheres usavam saias abaixo do joelho e decotes só em festas fechadas. Mas, a diagramação, a idéia, com certeza viraria novamente uma bela peça publicitária das toalhas Artex.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Drummond Novamente

"Fácil é julgar pessoas que estão 
sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre 

os seus erros, ou tentar fazer diferente 
algo que já fez muito errado.
E é assim que perdemos pessoas especiais."

Millôr Fernandes


É na simplicidade que tá a beleza das idéias do Millôr.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ribeirão dos Sonhos

Tua majestade, Ribeirão Preto,
Agasalha e encanta,
Seduz e prende
O olhar do poeta.
Extasiado, contemplo,
Teu desenho e porte:
Ruas, prédios,
Escolas, fábricas,
Cinemas, teatros,
Ensino e trabalho,
Ciência e arte.
Teu suor e gozo,
No riacho escuro
Dos meus sonhos
De cidade
Te vejo, límpida,
A iluminar meus passos.
Te sinto quente,
A estender-me os braços.
Texto de Jucelino Pernambuco publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

domingo, 18 de outubro de 2009

50 anos de Bidu


Eu conheci o Bidu no caderno Infantil da Folha da Manhã, que o meu padrinho trazia de São Paulo, capital, quando vinha visitar a família em Ribeirão Preto. Eu adorava aqueles pequenos jornais e curtia o Bidu que ocupava a última página, que depois foi ocupada por muitos anos pelo Horácio. Agora, fico sabendo que o Bidu tá completando 50 anos e foi o primeiro personagem fixo do Maurício de Souza, publicado pela Editora Continental em 1960.
Foi produzido um livro com capa dura e 22 histórias de diferentes momentos do cachorrinho azul: de quando foi criado até os dias atuais. A última narrativa foi feita em mangá. (Panini, 160 págs., R$ 39,90).

Olha a Capa da Playboy de Novembro


Vazou a notícia na internet pelo Twitter do próprio dono da Playboy, Hugh Hefner. Não demorou e acabou aparecendo a capa. Marge Simpson acabou cedendo aos insistentes convites da maior revista de nu feminino do mundo, a revista Playboy., a original, a Americana. 
Será uma edição só para colecionadores e, com certeza, daqui há alguns anos valerá ouro.  A explicação é que estão comemorando os 20 anos do desenho com a primeira publicação de um ensaio com uma artista dos quadrinhos. 
Mas, ha quem diga que o motivo real foi a crise e que o maior objetivo é conquistar os jovens, que não acham nenhuma graça na revista Playboy.
Como faz com todas as artistas que posam para a revista, Playboy entrevistou Marge, que afirmou entre outras coisas, que todo o dinheiro ganho com o ensaio será doado para caridade.
 

sábado, 17 de outubro de 2009

Um Logo Objetivo!


Este logo já completou 10 anos. Continua em atividade e mantém o objetivo. É da empresa do meu amigo Ivan Lemes de Sant´ana, sócio da Análise, que fica localizada na rua Garibadi esquina com Eliseu Guilherme.

BioooooooTOnico Fontouuuuuura


Quem não lembra da música do Biotonico Fontoura. Sangue, Músculos, Nervos, estampados no rótulo da poção mágica. Um xarope que faz todo mundo ficar mais saudável. A criança não come? Dê Biotonico Fontoura. A criança come muito? Dê Biotonico Fontoura! Olha, adulto também pode tomar. Biotonico Fontoura é um fortificante para toda a família. E assim, o farmacêutico Cândido Fontoura, que formou-se em 1905 na Faculdade de Farmácia, montou o Laboratório Fontoura & Serpe e tornou-se um dos primeiros industriais brasileiro dessa que é a maior indústria do século XXI, a de drogas oficializadas.
Diz a história que ele estudou para desenvolver este fortificante porque sua esposa tinha uma saúde muito frágil. Em pouco tempo tomando o xarope, sua mulher ficou tão boa que outras pessoas começaram a pedir daquela fórmula maravilhosa. Por sugestão do seu amigo, Monteiro Lobato, o xarope foi batizado com o nome Biotonico Fontoura. Depois, vieram campanhas nacionais sobre o Jeca Tatu, aquele brasileiro que tinha vermes porque não usava sapato e comia mal. E assim, já, varias e varias gerações, tomaram e tomam o Biotonico Fontoura. 

Horário de Verão


Hoje, às 24 horas, vamos entrar pela 39º vez, no horário de Verão. Por mais um ano vai começar aquela mesma conversa sobre as vantagens e desvantagens do novo horário. Em alguns bares isso vira  tema de  grandes debates que podem até acabar em ofensas. Mas, de fato e de verdade, o Horário de Verão já virou uma marca registrada. É um aviso de que o final do ano está chegando. A partir de agora vamos começar a ver bolas de natal, papai noel e muitas promoções pelas lojas da cidade. As tardes ficam mais compridas, os botecos mais cheios e aqueles que se guiam pela luz acabam chegando mais tarde em casa.  Os relógios, na grande maioria, como celulares, computadores e até relógios de pulso digitais, já acertam o horário sozinhos, então, resta aproveitar o dia de hoje, 17 de outubro, porque teremos 1 hora a menos. Quando chegar  a meia noite, vamos pular para 1 hora do dia 18 de outubro e no dia 21 de fevereiro de 2010, ganharemos a nossa 1 hora de volta.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Henry David Thoreau


A Riqueza de Um 
Homem Se Mede Pelas 
Coisas Que É Capaz 
de Deixar Para Trás.

Maiores informações sobre o Thoreau você encontra no item informações deste Blog, com o título: A Desobediência Civil, que é o tema de um dos seus livros.

Presente de Sexta-Feira


"A maior saudade – a que 
dói mais 
fundo – é a saudade 
que sentimos 
de nós mesmos..."
(Mario Quintana) 

80 anos de Vida e Arte


Parabéns a nossa Dama do Teatro. Parabéns a Arlette Pinheiro Esteves da Silva que nasceu em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Parabéns a Fernanda Montenegro.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lei número 12055


No dia 9 de outubro foi aprovada a lei que institui o dia 05 de Junho como o Dia Nacional da Reciclagem. Foi escolhido este dia, porque há 37 anos, nesta data, aconteceu a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, na cidade de Estocolmo na Suécia e,  tornou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente.
A reciclagem é considerada a melhor forma de manter a capacidade do meio ambiente se regenerar e, é também um meio prático de evitar desgaste dos recursos naturais promovendo  a geração de empregos e renda.

Homenagem


Quanto mais eu vivo, mais tenho certeza que a única mudança verdadeira, em qualquer sociedade, é feita pela EDUCAÇÃO. Quando os professores forem bem remunerados e tratados com respeito e dignidade, podem se preparar, porque o país ira mudar de forma irreversível. Até lá, não se preocupem com as propagandas dos políticos, pois nada acontece.

Foto na Austrália


Na frente de combate ao terrível incêndio que devastou a Austrália, vemos uma beleza como essa. Os gestos humanos em alguns momentos falam mais que toda a história.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Jacek Yerka


Jacek Yerka é um Polonês nascido em 1952 que fez faculdade de artes e pinta  as paisagens  do seu mundo de maneira linda e surreal. Suas obras rodam pela internet e são comercializadas em sites brasileiros. Coloque o nome dele no google e aprecie a arte deste polaco porque vale a pena.

Nos Anos 1970 Isso Fazia Sentido


Cora Coralina Visita o Museu da Língua Portuguesa

 
No ano que Aninha (Cora Coralina) completaria 120 anos o Museu da Língua Portuguesa presta uma linda homenagem a grande poetisa. Com cenográfia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, foi feito um coreto estilizado, todo branco, com poemas bordados em ponto de cruz em linho e visores de vidro com cadernos originais, matérias e livros publicados de Cora, tudo sobre toalhinhas de crochê, deram ao espaço um aconchego com a cara dos textos e da própria Cora Coralina.
Este Museu é um grande presente para toda a população. Nestes três anos de existência têm mantido um cuidado especial com cada exposição e os números de visitantes provam que o bom é sempre muito bem-vindo.