quarta-feira, 14 de abril de 2010

Chico Buarque

Acima, a capa do cartão fechado. Ao abrir...
A arte é minha.

Goethe

Só quem conhece a saudade
conhece o meu sofrimento !
No amargor da soledade,
eu fico a todo momento
olhando com olhar triste
o caminho que seguiste.

E penso: aquela que me ama
vagueia distante agora!...
E estranha candente chama
as entranhas me devora.
Só quem conhece a saudade
conhece a minha ansiedade.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Marlene Dietrich

Cena do filme Expresso de Shanghai
(Shanghai Express, 1932), de Josef von Sternberg. O filme que transformou Marlene em mito sexual hollywoodiano conta a história de Shanghai Lily (Marlene Dietrich), uma elegante mulher que atravessa o Oriente a bordo de um trem com uma antiga paixão, o capitão Donald Harvey. O figurino é luxuoso e brilhante.

Leminski


O que o amanhã não sabe, 
o ontem não soube, 
nada que não seja hoje, 
jamais houve.

Grande Quino!!!

 
Para ver, dê dois cliques na imagem.
Quando for cortada a última árvore, 
o último rio estiver poluído  
e for pescado o último peixe, 
você vai perceber que o dinheiro 
não se pode comer.  
A terra não é uma herança de nossos pais, 
mas um presente para os nossos filhos. 
Por isso, cuidemos da Terra.
Quino
Veja mais sobre o Quino aqui.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Meu amigo Jirges

Este é um dos guardanapos escolhidos, do livro com o mesmo nome, de Jirges Ristum.

Desenhos do Mestre Fellini

O próprio Fellini, feito com canetas hidrográficas
Federico Fellini, um dos maiores diretores da história do cinema mundial, antes de ser cineasta era um aficcionado por desenhos e quadrinhos. Com traços definidos e uma visão perfeita do que desejava para seus filmes, Federico, em qualquer papel, desenhava os detalhes dos personagens que ia criando.
Muitos desses desenhos foram feitos no Marriot Grand Hotel Flora, em Roma, que agora são lembrados em uma exposição, que acontece no próprio hotel, em razão dos 50 anos da estreia do filme "La Dolce Vita" e Fellini, seu criador. A exposição vai até o dia 30 de maio, e serão exibidos 25 dos desenhos feitos pelo cineasta no local, que foi como sua segunda casa durante anos.

 A gorda inesquecível do Amarcord

domingo, 11 de abril de 2010

Quadras de Fernando Pessoa

Só com um jeito de corpo
Feito sem dares por isso
Fazes mais mal que o demônio
Em dias de grande enguiço.

Esse xaile que arranjaste,
Com que pareces mais alta
Dá ao teu corpo esse brio
Que à minha coragem falta.

sábado, 10 de abril de 2010

Imperdível

Esta acontecendo na Biblioteca do SESC, em Ribeirão Preto, até o dia 13 maio, uma Mostra sobre a vida e obra de Will Eisner. Para quem não conhece, aqui vai um pouco da história que você poderá acompanhar na Mostra, deste que é, sem dúvida alguma, um dos maiores artista do quadrinho mundial.
Em 1940, com o advento da Segunda Guerra e com o sucesso do super-homem (publicado em 1938) os Comics norte-americanos entraram na chamada era de ouro. Todos os heróis criados nessa fase tinham superpoderes e por isso passaram a ser chamados de super-heróis. Indo contra a tendência (como sempre), Will Eisner criou The Spirit, uma das maiores obras dos quadrinhos. Spirit era um herói. Não possuía nenhuma força sobre-humana. Também não tinha nenhuma mente superdedutiva. Tampouco possuía apetrechos tecnológicos capazes de feitos inacreditáveis. Era só um detetive dado como morto em um acidente. Aproveitou-se de seu falso óbito para andar incógnito pelo submundo do crime. E foi assim que passou a protagonizar suas histórias. Para agir, usava uma pequena máscara, que mais tarde Eisner confessou ter sido uma exigência dos editores de seu syndicate (espécie de agência americana que comercializa as tiras em quadrinhos publicadas nos jornais) com a qual nunca se adaptou. Achava essa máscara ridícula e preferia ter feito seu personagem sem ela.
Eisner escreveu as histórias de Spirit até 1942, quando o deixou na mão de ghost writers para dedicar-se a material de propaganda americana na Segunda Guerra (na verdade, escreveu um sem-número de manuais técnicos para os soldados). Voltou a trabalhar em Spirit em 1945. Há uma nítida mudança entre as duas fases do herói. Permaneceu com ele até 1952.
O trabalho de Spirit rendeu a Eisner a alcunha de Orson Wells dos quadrinhos. É que tal qual a revolução que Wells fez no cinema com a obra Cidadão Kene, Eisner fez nos quadrinhos com Spirit. O trabalho de luz e sombra e os enquadramentos cinematográficos feitos nas histórias do personagem são incríveis mesmo para os tempos atuais. E não foi só a arte que Eisner revolucionou, a própria narrativa concebida pelo autor no modo de desenvolver os roteiros também o distinguia de tudo que havia sido feito até então. Talvez só Al Capp tivesse chegado a tamanha revolução (com o personagem Ferdinando).
O nome de Eisner e seu personagem estão imortalizados nas histórias da HQ. O autor manteve uma relação afetiva e profissional com diversos países, entre eles o Brasil. Essa relação iniciou-se em 1951, quando Álvaro de Moya e outros organizaram o primeiro evento internacional de quadrinhos e pediram alguns originais de Eisner para exposição. Depois disso, Eisner esteve aqui em mais de uma oportunidade, sempre ajudando no desenvolvimento da arte seqüencial, trabalho para o qual escreveu uma das melhores obras de todos os temos (a narrativa da arte seqüencial). Faleceu no início de 2005, quando seu nome já havia sido dado ao maior prêmio de Quadrinhos norte-americano (quiçá mundial): O Eisner Award.
Texto de Bruno Cruz

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Provérbio Beduíno


"No deserto a verdade é 
a melhor camuflagem, 
porque ninguém acredita nela"
(difundido por Amyra El Khalili)

Recebi este provérbio do meu amigo Geraldo Hasse, grande jornalista que hoje mora em Osório, no RGS.

Um Novo Museu na Capital

Barco do artista Zé das Véia
A partir de domingo, 11 horas, o público poderá conhecer o mais novo Museu de São Paulo – O Pavilhão das Culturas Brasileiras, localizado no Parque do Ibirapuera. Como o próprio nome diz, o Museu é uma aposta na mescla de peças de arte popular, arte indígena e trabalhos contemporâneos de todos os estados brasileiros.
Com a inauguração de mais este Museu, o parque passa a ser um dos principais polos de cultura da cidade, já que o MAM-SP, o Pavilhão da Bienal, a Oca e, ainda neste ano, o MAC-USP, vão dividir espaços no parque, que é um dos locais de lazer do paulistano.
 Obra dos irmãos Campana

Rumi

Sua dança me tomou hoje
e subitamente comecei a girar.
Todos os reinos giraram em meu redor
em uma celebração infinita.
Minha alma perdeu seu controle
meu corpo derrama sua fadiga
ouvindo suas mãos batendo
e o som do seu tambor ressoando
eu flutuo em direção aos céus.

O Planeta no Pecado Original

Não sei quem fez, mas achei demais. A internet têm muito disso, imagens, textos, desenhos, que correm pelos blogs, e-mails e pps, sem autoria. É um sucesso que só o autor curte.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um Vento Me Leva

A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo está convidando para o lançamento do livro JIRGES RISTUM - Um Vento Me Leva, organizado por Ivan Negro Isola com colaboração de André Ristum, no dia 19 de Abril, segunda-feira, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, na Av. Paulista, 37, Cerqueira Cesar, São Paulo, SP.

Nada de Novo Debaixo do Sol

Woodstock de Novo
O ano passado, cheguei a comentar aqui no Blog, sobre a edição do novo Woodstock que iriam realizar, em Nova York e Berlim, para comemorar os 40 anos do Festival Paz & Amor mais conhecido da história do Rock.
Apesar de toda divulgação e da força do nome Woodstock, os organizadores não conseguiram dinheiro suficiente de patrocínios para realizar o Festival.
Agora, corre na net notícias que o novo Woodstock irá acontecer aqui em terras brasileiras. O organizador é o Sr. Eduardo Fischer, ex sócio do apresentador de programas, cantor e públicitario Roberto Justus. Dizem que será em Itú, interior de São Paulo, nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2010.
Pelo twitter Eduardo Fisher diz: "Faltam 30 dias pra você saber de tudo sobre o maior evento de conscientização da sustentabilidade #WOODSTOCK E VC JUNTOS AJUDANDO O PLANETA"

Leminski

    rio do mistério
que seria de mim
    se me levassem a sério?
 

[do livro Distraídos Venceremos]

Um Belo Cenário

Vejam que beleza este posto de gasolina em Ribeirão Preto. Com certeza, nos olhos de um bom fotógrafo de cinema, este posto poderia estar numa cidade do interior, no início do século XX, em qualquer lugar do mundo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nietzsche

"Somente onde há 
sepulturas há 
também ressurreições."

Mais Duas Quadras

Meia volta, toda a volta,
Muitas voltas de dançar...
Quem tem sonhos por escolta
Não é capaz de parar.

Fui passear no jardim
Sem saber se tinha flores
Assim passeia na vida
Quem tem ou não tem amores.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Teatro Carlos Gomes

Ribeirão Preto é uma cidade onde alguns acontecimentos nunca ficam claros para a população. Um desses fatos é a demolição do Teatro Carlos Gomes que aconteceu entre os anos de 1944 e 1946.
Durante este período, ocuparam a prefeitura de Ribeirão Preto três prefeitos interventores,  o Sr. Fábio Barreto até 1944, e os Senhores Alcides de Araujo Sampaio e Luiz Augusto Gomes de Mattos, entre os anos de 1945 e 1946. 
O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado, em 1897, com a apresentação da ópera “O Guarani” de Carlos Gomes. O teatro foi construído a partir de um consórcio entre os maiores fazendeiros da época, entre eles: Cel. Francisco Schmidt, Joaquim da Silva Gusmão, Francisco Augusto Sacramento, Virgílio da Fonseca Nogueira e Luís Pereira Barreto. O projeto arquitetônico foi de autoria de Ramos de Azevedo, em estilo neoclássico de influência italiana.
Os ribeirão-pretanos que conheceram o Teatro Carlos Gomes o descreviam como uma obra de arte da arquitetura, com riquíssimos detalhes de acabamento; como um lustre de cristal da Bohemia que ficava no salão de entrada, tinha muito acabamento em marmore importado da itália e pinturas de afrescos em todos os ambientes.
Imaginem, que em pleno período da segunda guerra mundial, Ribeirão Preto possuia num espaço de 4 quadras, 2 teatros de grande porte, quase um de frente ao outro.
Se alguém souber mais sobre a demolição do Teatro, por favor, envie as informações.

domingo, 4 de abril de 2010

Nascer, Crescer, Morrer, Renascer

Um dia, Jesus nasceu.
Viveu 33 anos como humano e nunca traiu um amigo, nem mudou de opinião e, muito menos, se omitiu em qualquer situação ou assunto, mesmo na presença da maior autoridade.
Pregou o AMOR na sua plenitude, sugerindo que devemos preferir ao próximo a nós mesmos.
Nunca mentiu. Usou parábolas, mas nunca teve meias palavras.
Tinha uma postura radical quanto aos fariseus, qualificou-os de raça de víboras e hipócritas.
Também era radical quanto ao possuir. Deixou claro que tudo deveria ser partilhado, nada deveria ser guardado.
Apoiava e defendia todas as minorias a ponto de interferir em favor de prostitutas, doentes, famintos, enfim, de todos os necessitados, sem se importar com raça, cor, religião.
Morreu traído por um amigo de turma, pelos fariseus e até pelo povo.
Antes de morrer, ouviu o seu melhor amigo negá-lo por três vezes.
Três dias depois, Jesus renasceu.
E, assim, renasceu a esperança.
A esperança de renascer.
A morte morreu.
João, que foi muito amigo de Jesus, era um homem doce e afável, e quando Jesus se foi, ele disse: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez  e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda assim o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.”
Meus amigos, independentemente de religião, crença ou mesmo de fé, acredito que a história acima é motivo de orgulho, honra e desejo de ser amigo desse Jesus, só por seus princípios e atitudes como homem. Pense bem, nos dias de hoje, como seria bom ter uma sociedade que respeitasse princípios tão básicos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Catedral

Na época em que estava sendo contruida.

Praça 13 de Maio

Atual Praça das Bandeiras, onde está a Catedral

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Painel no MAM em Sampa

Como parte das comemorações do Dia Nacional do Grafite (27 de março), a dupla de irmãos grafiteiros Otávio (esq.) e Gustavo Pandolfo, 36 anos, conhecida como osgemeos, pintou a fachada do prédio do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), no Parque Ibirapuera. Imagem mostra processo de "making of" do trabalho. Onde: Parque do Ibirapuera, portão 3, s/nº, São Paulo-SP; terça a domingo e feriados das 10h às 18h (fechado às segundas). Grátis. Inf.: 11-5085-1300.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dom de Iludir - Caetano Veloso


Cada um sabe a dor 
E a delícia 
De ser o que é...

terça-feira, 30 de março de 2010

O Bafo Chique

Arquibancada do Comercial Futebol Clube em 1923. Vejam que o terno era uma vestimenta comum.

Dom Hélder Câmara


"Não há penitência melhor 
do que aquela que Deus coloca 
em nosso caminho todos os dias."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Armando Nogueira - 14/01/1929 - 29/03/2010

A palavra sempre foi o melhor de Armando Nogueira. Hoje, dia de sua morte, já li elogios de todos os tipos, artigos belíssimos, mas prá mim, o Armando Nogueira era o jornalista que sabia fazer poesia com qualquer assunto, e com especialidade, sobre a bola e o futebol.
Este texto na voz de Paulo José é uma verdadeira oração.

63º Festival de Cannes

Juliette Binoche é a imagem da 63ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá de 12 a 23 de maio. O poster, com a foto, feita pela fotógrafa Brigitte Lacombe, mostra Binoche iluminada, com dois pinceis de luz nas mãos e o simbolo oficial do festival com a data do evendo.
Uma obra simples que foi muito elogiada pelos artista gráficos.
Juliette Binoche, ganhou um Oscar ("O Paciente Inglês") e é, sem dúvida, uma das maiores artistas francesas. Bela homenagem.

domingo, 28 de março de 2010

Lêmures

Lêmures da cauda listrada se amontoam uns sobre os outros no zoológico de Haifa em Israel. Baz Ratner/ Reuters