sexta-feira, 15 de abril de 2011

Heroina

Uma garrafinha de Heroina Bayer's. Entre 1890 e 1910, a heroina era vendida nas farmácias como substituto da morfina e alegavam que não deixava dependente. Anos depois ficou comprovado que causava dependência tanto e quanto a morfina.

Kauan Puga

 
"Se você for me soltar, me 
avisa pra eu fechar os olhos..."

Manoel de Barros


"Quem anda no trilho é trem de 
ferro, sou água que corre entre 
pedras: liberdade caça jeito."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Manoel de Barros

"É pelo beijo que o amor se edifica.
É no calor da boca
Que o alarme de carne grita.
E se abre docemente
Como pêssego de Deus
".

Xingu

Hoje o 'Parque Nacional do Xingu' comemora cinquenta anos de sua criação.

Gerald, a Girafa e Zebedee, a Zebra

Foto: Caters
Uma girafa do zoológico Arca de Noé, em Bristol, na Inglaterra, tomou a iniciativa de fazer “amizade” com uma zebra recém-chegada ao local.
Gerald, uma girafa macho de 5 metros de altura, foi flagrada pelas câmeras fazendo contato com a zebra Zebedee, um dos três animais da mesma espécie que chegaram recentemente ao zoológico.
Will Bradbury, funcionário do local, diz que Gerald é conhecido por interagir com outras espécies.
“Antes da chegada de sua companheira fêmea, no ano passado, a girafa macho já havia feito ‘amizade’ com uma cabra e com uma outra família de zebras.”
Mais informações no IG

quarta-feira, 13 de abril de 2011

William Blake


"Ver um Mundo num Grão de Areia 
E um Céu numa Flor silvestre, 
Ter o Infinito na palma da sua mão 
E a Eternidade numa hora.”

Voltaire


"Aquilo a que chamamos acaso 
não é, não pode deixar de ser, 
senão a causa ignorada 
de um efeito conhecido."

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mara Senna

Partida

Naquele dia,
eu te dei as costas com a naturalidade
de quem partia por pura vontade.
Se olhasse para trás,
teria sido fatal.
Nunca fui a mulher de Lot
pra virar estátua de sal.
in: Luas Novas e Antigas

Gil Elvgreen

Um dos maiores desenhistas do mundo...
 com seus desenhos sensuais e suas modelos libidinosas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bob Marley


"Para que levar a vida tão a sério 
se ela é uma incansável batalha 
da qual jamais sairemos vivos."
                             

Martha Medeiros


"...Felicidade é coisa bem diferente do que ser linda, rica, simpática e aquela coisa toda... Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo..." 

domingo, 10 de abril de 2011

João Guimarães Rosa


"Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes 
da alegria sozinhos...
Essa... a alegria que ele quer."
 

Pat Lau

me dá tua mão
nelas tuas linhas
(pra amarrar às minhas)
me dá tua loucura
toda nua e crua
me dá teu cansaço
de aço e tanto peso
me dá teu amor
imenso exausto belo

me dá tudo que é teu
pra me tornar mais eu
 
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sábado, 9 de abril de 2011

Lao-Tsé


"Conhecer os outros 
é inteligência, 
conhecer-se a si próprio 
é verdadeira sabedoria. 
Controlar os outros 
é força, 
controlar-se a si próprio 
é verdadeiro poder."

A Sorte de Um Amor Tranquilo

Esse é um dos melhores presentes que podemos receber nessa vida, um amor tranquilo.

João Baptista Figueiredo

Essa foto foi um marco no fim do processo da ditadura militar no Brasil. João Baptista Figueiredo, último presidente militar, recebeu a recusa de um aperto de mão em plena praça pública por ocasião do lançamento do carro a álcool, no ano de 1979, em Belo Horizonte.
A menina que cruzou os braços perante o então Presidente do Brasil ficou famosa do dia para a noite. De alguma forma ela materializou a opinião pública que, naquela altura do campeonato, já não aguentava mais os militares.
A foto foi feita por Nicolaevsky, fotógrafo do O Globo, que não públicou a foto na época.

Lau Siqueira

berimbau de lua

antes que tudo

fuja aos meus pés

vou caminhando


isento das alegrias

fúteis e das tristezas
dispensáveis

vou como um bárbaro

mirando a lua

viajante do tempo


na beira de um açude

de coisas ocultas

caminho como quem

sabe das bifurcações
e dos disfarces

com medo do que

não amendronta
mais

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luísa

Essa menina de sorriso maroto e muito charmosa é a minha neta Luísa. Foto de 07-04-11.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Adélia Prado

"Eu só quero o que existe,
por isso erijo este sonho,
concreto como o que mais concreto pode ser,
vivo como minha mão escrevendo

Eu te amo,
não em português.
Em língua nenhuma,
em diabolês,
que quer dizer também

Eu te odeio,
Me deixa em paz,
não exija de mim tanta coragem."

70 Anos

Esse personagem de sorriso fácil, se estivesse vivo completaria hoje 70 anos. Mussum, como era chamado o seu personagem, morreu com 53 anos, em 1994, depois de ter feito um transplante de coração. 
Lembrando agora do personagem, que era querido por crianças e adultos, vejo que os caminhos da vida são perfeitos. Se o Mussum estivesse vivo, não poderia mais trabalhar na televisão ou no cinema brasileiro. 
Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, era um negão abusado, irreverente, que adorava, de forma declarada, um "mé" e se auto-intitulava pretão da cor do urubu.
Agora, me digam sinceramente, onde um personagem com esse perfil iria trabalhar no mundo careta e regido pelo politicamente correto em que vivemos?
Parabéns Mussum, valeu!

Quem Faz a Diferença!

Pat Lau

o silêncio de dentro do poema
me lembra
escrever, escrever,
escrever, retirar, retirar
...retirar até o essencial.
como na pintura
na musica
na cena

até a imobilidade.
até
o silêncio total.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Monja Coen

JAPÃO: COMPORTAMENTO ANTE A TRAGÉDIA
Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro. Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência. Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar a serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz  de suportar dificuldades e superá-las.
Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo  de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área.  As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.
Não furaram as  filas para assistência médica - quantas pessoas necessitando de remédios perdidos? - mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica,  alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água. 
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte. Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.  Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave.  Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelas minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.  O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de  resgate e delicadamente transportadas quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que somos um só povo e um só país.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo. Aprendemos com essa tragédia  o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória,  nada é seguro neste mundo,  tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo  está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida.  Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos.  O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar. Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer:  todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.
Mãos em prece (gassho).

Eduardo White


"Voar é um fervoroso recolhimento.
E no que é quase a medida elementar do 
esquecimento a escrita navega
num estuário de silêncio"

(poeta moçambicano)


terça-feira, 5 de abril de 2011

Uma Bela Homenagem

O José Márcio Castro Alves acabou de fazer um Blog com objetivo de homenagear o seu amigo e irmão Mário Féres e partilhar com o mundo a música e a vida desse grande artísta.
A partir de agora, quando você tiver saudade do Mário, basta entrar no Blog e curtir.

Lucas 6:38


Dai, e ser-vos-á dado.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

George Bernard Shaw


"Usamos os espelhos para ver o
rosto e a arte para ver a alma."


Edmund Burke


“Ninguém comete erro 
maior do que não fazer nada 
porque só pode fazer pouco.”

domingo, 3 de abril de 2011

Elizabeth Taylor Nua

Após a morte de Elizabeth Taylor, um colecionador decidiu divulgar, pela primeira vez, uma foto em que a atriz posa nua aos 24 anos. De acordo com o site Daily Mail, o retrato seria um presente para seu terceiro marido Michael Todd, que morreu tragicamente 13 meses após o casamento dos dois, em um acidente de avião.
A foto foi tirada pelo amigo de Liz Taylor, o ator e fotógrafo Roddy McDowall. Ele a convenceu a posar nua, prometendo que seria um bom trabalho e com bom gosto.
Material da Virgula - uol