sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nietzsche


"a vida sem a música é simplesmente um 
erro, uma tarefa cansativa, um exílio" 
(em carta pra Peter Gast, 1889).

Merda!

Foto: F.L. Piton / A Cidade
Ribeirão Preto ganha hoje mais um teatro, é o 9º teatro em funcionamento na cidade  de Ribeirão e o 21º teatro inaugurado pelo SESI. Um teatro com capacidade para 380 pessoas que promete ter apresentações durante todo o ano, com preços acessíveis.
Parabéns Ribeirão, parabéns ao SESI - Serviço Social da Indústria. 
Leia os detalhes do jornal A Cidade

COISA

A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Se as pessoas foram feitas para serem amadas e as coisas para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".
ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?

Mário Quintana


Quando abro a cada manhã a janela 
do meu quarto. É como se abrisse o 
mesmo livro numa página nova...

Pablo Neruda


"Quando se diz obrigado, se dizem muitas 
coisas mais, que vêm de muito longe e de 
muito perto, de tão longe como a origem 
do indivíduo humano, de tão perto como 
o secreto pulsar do coração."

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais Útil

Certa vez, o Mullá entrou em uma casa de chá proclamando:
- A Lua é mais útil que o sol!
- Por que diz isso, Nasrudin? perguntaram os frequentadores do lugar.
- Porque precisamos mais de luz à noite do que durante o dia. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fragata-comum

Esta belíssima ave provida de um enorme papo é a Fragata-comum. Conhecida também como tesourão, ela pode ser encontrada nas regiões tropicais de diversos países.
Mede cerca de um metro de comprimento, dois de envergadura e pesa somente 1,5kg. Alimenta-se de peixes que são capturados na superfície da água e também molestam outras aves à procura de peixes regurgitados. Essas, para fugir, pousam na água pois sabem que a Fragata não mergulha.
Mais informaçãoes no Rede Ambiente

Jorge Luis Borges


"Todos os caminhos
levam à morte. Perca-se"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nelson Rodrigues


"A liberdade é mais 
importante do que o pão."
Hoje, é aniversário de 99 anos de Nelson Rodrigues

Flora Figueiredo

Foto: Freddy Cerdeira

Visitante rude,
o vento de agosto
faz da gota de orvalho
uma bola de gude.

Manoel de Barros

 
"Meu olhar tem odor de extinção. 
Tenho abandonos por dentro e por fora."

Hermann Hesse


"Só é capaz de se comportar com 
delicadeza quem tem necessidade 
dessa mesma delicadeza."

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Artigo 1


Todas as pessoas nascem livres e iguais em 
dignidade e direitos. São dotadas de razão 
e consciência e devem agir em relação 
umas às outras com espírito de fraternidade.
Declaração Universal dos Direitos Humanos - 10 de dezembro de 1948

domingo, 21 de agosto de 2011

Provérbio Inglês


"Se você quiser ser feliz por um 
tempo curto, fique bêbado. 
Por um tempo longo, apaixone-se. 
Para sempre, faça jardinagem."

sábado, 20 de agosto de 2011

Stendhal


"Quem não sabe calar,
não sabe amar.
"

Khalil Gibran


"A simplicidade é o último
degrau da sabedoria."

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Coquetel e Noite de Autógrafos

Luiz Augusto Michelazzo autografando o seu livro Notícias da Matilha nos Estúdios Kaiser de Cinema, na noite do dia 18 de agosto de 2011.
A noite foi movimentada, muitos amigos e companheiros de longa data compareceram para prestigiar o evento.
O livro Notícias da Matilha já está a venda pelo site: www.editoracoruja.com.br e, a partir de segunda-feira, dia 22, estará nas livrarias.
Você também pode pedir o seu livro direto na Editora Coruja, pelo telefone (16) 3931-3254.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Que Bom!


"Mas eu não ando com loucos", observou Alice. 
"Oh, você não tem como evitar", disse o gato,
"somos todos loucos por aqui."
Do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll 

Clarice Lispector


"Eu tenho essa tendência geral
para exagerar, e resolvi tentar
não exigir dos outros senão o
mínimo. É uma forma de paz."


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Michelazzo no Caderno C

O Jornal A Cidade publicou no domingo uma bela entrevista com Luiz Augusto Michelazzo, que estará lançamento amanhã, o livro Notícias da Matilha, às 20 horas, nos Estúdios Kaiser de Cinema, na rua Mariana Junqueira, 33. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Jornal da Vila

Ribeirão Preto não para de crescer. Ano após ano a cidade vem se espalhando para todos os lados, os bairros nascem e logo já estão lotados de casas, com comércio eficiente e serviços de todos os tipos. 
O Jornal da Vila é um desses sinais do crescimento da cidade. Esse tablóide com cara e personalidade de gente grande, já tem 6 anos de existência e, assim como a cidade, não para de crescer em número de páginas e qualidade editorial.
Se você quer falar com o público da Vila Tibério e Vila Virginia, o caminho certo é o Jornal da Vila.
Por fim, não posso deixar de falar do Fernando Braga, o proprietário, diagramador, editor, fotógrafo e pessoa da mais alta qualidade. Fernandão faz jornal sério, fala e debate os assuntos do bairro e, quando necessário, entra na briga para defender melhorias em tudo que está relacionado à cidade e a esses bairros.
Parabéns Fernando, parabéns ao jornal da Vila.

Walt Withman


“Seja você quem for, receio que você esteja 
trilhando as trilhas das ilusões: receio 
que essas supostas realidades venham a 
derreter-se debaixo de seus pés e suas mãos”

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Lia Luft


"Há gente que, em vez de destruir, constrói;
em lugar de invejar, presenteia;
em vez de envenenar, embeleza;
em lugar de dilacerar, reúne e agrega."

domingo, 14 de agosto de 2011

A Beleza da Poesia e da Música

Algumas músicas nos marcam para sempre. Essa é uma delas, uma homenagem ao poeta de um outro poeta na voz de Gal.

Patricia Laura Figueiredo


sábio é derramar
nas engrenagens da amizade
o óleo da delicadeza

Visite o Blog de Pat Lau

Otto Lara Resende


"Como pai, me considero, modéstia
à parte, uma mãe exemplar
"


sábado, 13 de agosto de 2011

65 anos da Feijoada do Bolinha

O restaurante do Bolinha nasceu em 1946, quando o então motorista de taxi Affonso Paulillo comprou um pequeno bar nos jardins, onde está até hoje. 
No início a casa funcionava como pizzaria e servia pratos à la carte, até que em 1952, o  Affonso Paulillo, o Bolinha, serviu uma feijoada aos amigos para comemorar a vitória do seu time de futebol. O sucesso foi tão grande que o prato foi incluído no cardápio das quartas e sábados, e a partir de 1976 passou a ser servido diariamente.
A feijoada que tornou a casa conhecida até no exterior tem os seus segredos para tanto sucesso. É feita à moda tradicional, no mesmo fogão a lenha desde a inauguração, servida em 2 versões, Tradicional e Magra, com 10 tipos de acompanhamentos, é reconhecida como a melhor feijoada do Brasil e premiada por isso.
O restaurante tem a direção dos irmãos, José Orlando e Paulo Paulillo, que aprenderam a arte de receber com fidalguia à sua clientela com o seu Affonso Paulillo, o Bolinha.
Bolinha - Av. Cidade Jardim, 53 - Jardim Europa - São Paulo - SP

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cora Coralina


"Procuro semear otimismo e
plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
“Eu me esforço para ser cada dia melhor,
pois bondade também se aprende!”


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lagarta Wooly Bearess

Este animal faz parte de uma das mais incríveis mutações que podemos encontrar na natureza. De nome científico Pyrrharctia Isabella, ele é popularmente conhecido como lagarta Wooly Bearess.
De longas e grossas cerdas, ela pode ser encontrada em diversos lugares da América do Norte. Na fase larval, sua cor é preto nas laterais e vermelho acobreado no meio, já adulta (mariposa) é amarelo com pintas pretas.
Durante o outono ela emerge do ovo e vive em forma de lagarta ao longo do inverno. Não apresenta nenhum risco ao ser humano, pois não possui veneno. Mas caso você tenha a pele sensível, ao encostar-se no animal pode adquirir uma leve irritação. Além disso, ele irá se fingir de morto para tentar escapar posteriormente.
Mais informações no site Rede Ambiente

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

José Saramago


"Se podes olhar, vê. 
Se podes ver, repara."
(Haiti - 2011)