domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães

Escolhi este poema, do Carlos Drummond de Andrade, para homenagear a minha mãe e, todas as mães; amigas, primas, irmãs e queridas pessoas que geraram seus rebentos.
Para Sempre
Por que Deus permite que 
as mães vão se embora?
Mãe não tem limite, 

é tempo sem hora,
luz que não se apaga 

quando sopra o vento
e chuva desaba, 

veludo escondido
na pele enrugada, água pura, 

ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que 

é breve e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça, é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca, 

mãe ficará sempre
junto de seu filho e ele, 

velho embora, será pequenino
feito grão de milho.

sábado, 8 de maio de 2010

Esse TOM!


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Recruta Zero - 60 anos

Se não fosse tão claro que o Zero é um soldado do Exercito Americano, ele poderia ser um brasileiro, argentino ou argelino. O importante é este sorriso, essa posição, isso é o Zero, um personagem agradável, que faz o que quer, do jeito que quer, sempre numa boa, mesmo quando se dá mal. 
Exposição para comemorar os 60 anos de criação, com artes originais, retrospectiva, artes autografadas, fotos históricas e animações inéditas. Atrium. 
SESC Vila Mariana 
De 06/05 a 27/06. 
De terça a sexta, das 10h às 21h30 
e sábados e domingos, das 10h às 18h30

PLANTAREMOS ESTES ARBUSTOS

Plantaremos estes arbustos
que darão flor apenas
daqui a três anos.
Plantaremos estas árvores
que darão fruto um dia,
mas só depois de dez anos.
Não plantaremos jardins de amor,
porque imediatamente
abrem tristeza e saudade.
Não plantaremos lembranças
porque estão desde já e para sempre
carregadas de lágrimas. 

 (Poesias Completas de Cecília Meireles)

Comercial Futebol Clube

Time do Comercial Futebol Clube, na praia do Gonzaga em Santos, 1926.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Feira do Livro de Ribeirão Preto

Vejam quanta gente boa estará presente na 10ª Edição da Feira do Livro de Ribeirão Preto que acontece de 10 a 20 de junho de 2010.  
Já confirmaram presença os autores:
Adriana Lisboa, Alessander Guerra, Ana Paula Maia, Augusto Cury, Carlos Heitor Cony, Carola Saavedra, Celso Antunes, Claúdia Tajes, Clovis Bulcão, Cristina Silveira, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Daniel Pelizari, Fabrício Carpinejar, Fabrício Corsaletti, Gabriel Chalita, Guilherme Davoli, Heloisa Bacelar, Ignácio de Loyloa Brandão, João Silverio Trevisan, Laurentino Gomes, Lola Aybar, Luis Tatit, Marcia Bulcão, Márcia Tiburi, Maria Gessy de Sales, Marina Colassanti, Mário Prata, Mário Sergio Cortela, Moacyr Scliar, Mouzar Benedito, Nelson Schapochnik, Nicole Algranti, Palmério Doria, Pasquale Cipro Neto, Paulo Markum, Pedro Bandeira, Rainhas do Lar com Katita e Faby, Raphael Coutinho, Ricardo Daunt, Ricardo Kotscho, Rubem Alves, Saulo Gomes, Sócrates, Tatiana Levy, Thalita Rebouças, Toni Belotto, Wilson Bueno, Xico Sá e Zuenir Ventura.
Este texto eu copiei do Blog É Mara e colei aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Alto da Cidade

Essa foto é um achado. Em 1951, quando você subia a Rua Álvares Cabral, em direção à Av. 9 de Julho,  ao chegar na esquina da Rua Bernardino de Campos, a sua direita, existia essa chacrinha. A esquerda, já existia o Hospital Beneficência Portuguesa, e na frente, mais a esquerda, era a entrada princípal da Sociedade Recreativa e de Esportes. Seu salão de festas, na época, era a quadra de basquete, que esta lá até hoje. Ao lado, fazendo esquina com a  Álvares Cabral, também já existiam aqueles prédios de 3 ou 4 andares, que estão lá até hoje. Não sei direito, mas lembro que, na minha infância, quando a minha avó materna morava naqueles predinhos, nós brincávamos nessa terra. Preciso conversar com umas pessoas para esclarecer isso.

A Fumaça

A pequena casa entre árvores no lago.
Do telhado sobe fumaça
Sem ela
Quão tristes seriam
Casa, árvores e lago.
 
Bertolt Brechet

Mario Quintana

 
“Os verdadeiros analfabetos 
são os que aprenderam 
a ler e não lêem.”
 

Olha o Quinzinho Aí, Gente!

Apareceu a primeira foto do seu Joaquim Teixeira da Silva, o famoso Quinzinho. Espero que apareça uma foto melhor ainda.

A Mídia Alternativa

No dia 14 de maio, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Rua Genebra, 25, próximo à Câmara Municipal de São Paulo), ocorrerá o lançamento do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. A nova entidade, que reúne em seu conselho jornalistas progressistas e lutadores sociais, tem como objetivos principais contribuir na luta pela democratização da comunicação, fortalecer a mídia alternativa e comunitária, promover estudos sobre a estratégica frente midiática e investir na formação dos novos comunicadores.
Uma Justa Homenagem
O nome “Barão de Itararé” é uma justa homenagem ao jornalista Aparício Torelli (1895-1971), considerado um dos criadores da imprensa alternativa no país e o “pai do humorismo brasileiro”, segundo a biografia elaborada pelo filósofo Leandro Konder. Criador dos jornais “A Manha” e “Almanhaque”, ele ironizou as elites, criticou a exploração e enfrentou os governos autoritários. Preso várias vezes, nunca perdeu o seu humor. Itararé é o nome da batalha que não houve entre a oligarquia cafeeira e as forças vitoriosas da Revolução de 1930.
Frasista genial, ele cunhou várias pérolas. Cansado de apanhar da polícia secreta do Estado Novo, colocou na porta do seu escritório uma placa com a hoje famosa frase “entre sem bater”. Político sagaz, ele percebeu a guinada nacionalista de Getúlio Vargas e respondeu aos críticos udenistas: “Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar”. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), Apparício foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro em 1946 com o lema “mais leite, mais água e menos água no leite” – denunciando fraudes da indústria leiteira.
Entidade ampla e plural
A criação da nova entidade, que atuará em parceria com várias outras que já priorizam a luta pela democratização da comunicação, empolgou jornalistas e lutadores sociais. Entre outros, integram seu conselho os jornalistas Luis Nassif, Leandro Fortes, Luiz Carlos Azenha, Maria Inês Nassif, Rodrigo Vianna, Beto Almeida, Gilberto Maringoni; os professores Venício A. de Lima, Marcos Dantas, Dênis de Moraes, Laurindo Lalo Leal Filho, Gilson Caroni, Igor Fuser, Sérgio Amadeu.
Visando fortalecer a mídia alternativa já existente, também participam os responsáveis de vários veículos progressistas – Breno Altman (Opera Mundi), Carlos Lopes (Hora do Povo), Ermanno Allegri (Adital), Wagner Nabuco (Caros Amigos), Joaquim Palhares (Carta Maior), Eduardo Guimarães (Cidadania), Renato Rovai (Fórum), Nilton Viana (Brasil de Fato), Paulo Salvador (Revista do Brasil), Oswaldo Colibri (Rádio Brasil Atual), José Reinaldo Carvalho (Vermelho).
O conselho reúne ainda lideranças dos movimentos sociais, dirigentes de entidades vinculadas à comunicação pública e comunitária – Edivaldo Farias (Abccom), Regina Lima (Abepec), José Sóter (Abraço), Orlando Guilhon (Arpub) – e integrantes de instituições engajadas na luta pela democratização da mídia – João Brant (Intervozes), João Franzin (Agência Sindical), Sérgio Gomes (Oboré), Vito Giannotti (NPC), Rita Freire (Ciranda).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Leopoldo Lima

O Lanches Paulista, restaurante que ficava localizado onde hoje é o Pinguim, ao lado do Theatro Pedro II, tinha no fundo, ao lado do seu salão princípal, um balcão grande, onde eram servidos os pratos rápidos, ou pratos do dia. Foi ali, almoçando no balcãozinho do LP, que eu vi, pela primeira vez, o Leopoldo Lima. Meu pai, fez questão de chamá-lo, me apresentar e mostrar os seus quadros. Eu fiquei olhando aquele homem com cara e jeito de artista. Alto, olhos bem claros, cabelos sem pentear, meio avermelhado, pele clara queimada de sol e uma barba serrada, completamente sem cuidado. Depois fiquei encantado com seus quadros e os admirei por um bom tempo.
Estou com 55 anos, este encontro aconteceu, eu tevia ter 12 anos. Nestes 43 anos, nunca vi um trabalho nem parecido com o do Leopoldo. A grande maioria dos trabalhos que vejo em madeira, tanto de escultores, como de pessoas que trabalham com pirógrafo, não têm a profundidade, perspectiva, ou textura que Leopoldo deixou nas suas obras. Além disso, os trabalhos do Leopoldo Lima, até hoje, são extremamente sensíveis e críticos com a realidade brasileira, por isso, obras muito vivas.
Na praça XV, Leopoldo chegava, esticava um varal e pendurava seus quadros. Ele fazia o trabalho de arte, que envolvia desenhos, entalhes com pedaços de vidro, formão, lixas e pirógrafo. Depois fazia a moldura e por fim, escrevia no verso poemas e textos que nunca eram bem compreendidos pelas autoridades da época. Volta e meia, Leopoldo era obrigado a desmontar sua exposição, ou então, era levado preso.
Como toda personalidade forte e marcante, Leopoldo tinha grandes amigos e grandes inimigos. Era difícil você encontrar alguém que fosse indiferente ao Leopoldo, suas possições e trabalho. Ele ficou famoso naquela época por não vender seus quadros. Só na última hora, quando sua mulher, a Cleusa, ficava muito brava, porque estavam passando necessidades, aí ele vendia uma obra. Varias residências chiques de Ribeirão Preto possuem uma obra do Leopoldo comprado numa dessas horas.
Uma vez, depois de terem amolado muito o Leopoldo para vender uma obra a um interessado, ele ficou revoltado e quebrou a arte inteira. Outra vez, ele fez uma fogueira com varias obras, por estar indignado com algum acontecimento na cidade. Fora isso, Leopoldo deixou um filho sem nome. Em casa, todos o chamavam de Oi, e a explicação era que ele iria escolher o nome quando tivesse idade e entendimento. Fiquei sabendo agora, que o nome escolhido foi Fernando.
Fui na casa dele por umas 3, 4 vezes. Ele gostava do meu pai e sempre me recebia muito bem. Eu ficava lá feito bobo, olhava um quadro, viajava por outro, fazia perguntas e via aquela loucura toda como um outro mundo, outro universo. Cheguei até a comprar um pirógrafo e fiz alguns trabalhos, mas percebi que para chegar perto do trabalho do Leopoldo, iria ser necessário estudar muito.
Os anos foram passando, Leopoldo nunca foi reconhecido por sua arte. Durante um período Leopoldo foi trabalhar em Osasco, acabou voltando pra Ribeirão onde andava muito pelas ruas, passava pela casa dos amigos, mas tornou-se um folclore. Acabou falecendo triste e quase esquecido.
Acho que Leopoldo Lima ainda será descoberto, porque a sua obra é muito mais rica do que imaginamos.
Estes quadros são parte do acervo que é mantido pela Cleusa, sua companheira de uma vida.

Liga Mesmo

Essa é mais uma das imagens fantásticas que correm pela net. Arte pura, mensagem curta e grossa. Como sempre digo, se alguém souber o autor me avise.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Olha a Inteligência

Uma filhote de gorila nascida há nove dias descansa no zoológico de Praga, na República Checa Filip Singer/EFE

Navegar é lição de sempre

Devo confessar que nasci em Olímpia e sou neta de Ulisses. Vem daí meu gosto por viagens, dentro e fora de mim.
Na minha meninice havia no quintal da minha casa, de terra natural, cajueiro, jabuticabeira, pé de jambo que me acolhiam em minhas leituras, horas a fio sem que o sonhar acordado fosse interrompido por outros sons que não fossem de passarinhos. Ali  viajei muito, da minha Ítaca para terras distantes, conheci pessoas de outras eras que faziam parar os relógios e ensinavam que a ficção é de sempre, presente a cada olhar para a folha de papel.
Mas outras “grandes” viagens se fizeram na adolescência. Um grupo de meninas ousadas elegia Ribeirão Preto como centro de referência. E, vindas de ônibus, escolhíamos um dia das férias para a grande viagem, não mais pelo Mediterrâneo, mas para outro rio que, ainda não sabia, seria o novo “rio da minha aldeia”.
Chegar era uma festa e dentro de mim, de nós, estávamos no centro do mundo. Andávamos pelas ruas e o pouco dinheiro que tínhamos era suficiente para os desejos de consumo àquela época. Havia uma Rosifini para nossos pés, uma Matriz para o alto, onde cabiam três pedidos, promessas válidas só para o momento de elevação. Mas o grande momento era a Praça XV com seus prédios “modernos”, compatíveis com as ilustrações de livros, a própria praça, seu verde e músicos tocando.
As Lojas Americanas anunciavam novos tempos e fascinavam pela exposição tão próxima  de nós. Aparentemente era possível tocar sem comprar, como se tudo estivesse ali gratuitamente, despertando o desejo de ter. O almoço, no mesmo espaço, era regado a suco, hamburguer, de formatos variados, hula-hula, e aquele serviço já indicava, sem que déssemos conta, que, em qualquer medida, um novo modo de ser entrava por todos os poros.
Ao final do dia, o regresso a Ítaca ia pontuado de sonhos sonhados, acordada. Aquela música da cidade, a fisionomia urbana eram o
grande “recado do morro”, “a cidade invisível” a qual Ítalo Calvino, ao traduzir sua memória, empresta-me em busca da palavra para nomear. Ali eu instalaria minha alma definitivamente e, para sempre, ribeirãopretana.
Voltei e tornei a voltar e a voltar para viagens “de longo alcance”, até o dia em que minha família, por opções de trabalho, veio de “mala e cuia” para minha “matria”, minha nova pátria-mãe. Não abandonei Ítaca, mas, como Ulisses, meu destino é navegar. Aportei no rio da minha aldeia, meu Ribeirão, e entre pessoas, junto a Pessoa, o contradigo, sabendo que negar é também um modo de afirmar: “Que graça ter trazido o passado roubado na algibeira!”
Texto de Marisa Giannecchini G. de Souza publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Jun 2008

Estação Ferroviária

A atual Estação Ferroviária de Ribeirão Preto, localizada na Av. Mogiana, 2.307, que foi inaugurada em 01 de Junho de 1965, na época, fora da cidade. Foto de 1985 - Hermano Teixeira Machado.

Baptistão

Eduardo Baptistão é um ilustrador reconhecido por ter um trabalho constante e maduro. Baptistão nasceu em 1966, formou-se na Casper Libero em 1988 e trabalha no Estadão desde 1991, na Revista Carta Capital desde 1995 e no Jornal da Tarde desde 2003. Durante todo este período, Eduardo ganhou muitos e muitos prêmios. Não vou enumerar, mas posso afirmar que são mais de 20 e os princípais dentro da área de ilustrações.

Botafogo F.C.

Foto Jornal "A Cidade"
O Botafogo Futebol Clube, de Ribeirão Preto, sagrou-se campeão do Interior do Campeonato Paulista de 2010, ao vencer o São Caetano por 1 x 0, no seu estádio, o Santa Cruz, no sábado, dia 1 de Maio. Na classificação final, o Botafogo terminou em sétimo lugar.
Parabéns Botafogo!
Eu cresci botafoguense, apesar do meu pai, que foi jogador profissional do Botafogo, como ponta direita, ter passado a vida torcendo para o Comercial. Naquela época, os meninos, com 8, 9, 10 anos, iam ao campo de futebol em turmas, não existiam perigos e os preços dos ingressos eram bem acessíveis.
Nos Campeonatos Paulista dos anos 1960, com dois turnos, jogos de ida e volta, com pontos corridos, não existia jogo ruim. Qualquer jogo, de quarta-feira a noite ou aos domingos a tarde, o resultado era 3 x 0, 4 x 2, enfim, os jogos eram sempre muito disputados.
Pelé, Zito, Coutinho, Pepe, Gilmar, alegravam a torcida do Santos e encantavam as adversárias. Mas, o São Paulo tinha Bellini, Dário Pereira, Paraná, Gerson;  no Palmeiras, Leão, Djalma Santos, Dudu, Ademir da Guia, Cesar, e no Corinthians, Rivelino, Ado, Zé Maria, Flávio e muitos outros craques.
Geralmente, os craques passavam a vida no seu Clube. Era dificil um grande jogador que ficava mudando de clube. O maior exemplo é o Pelé, que nasceu, cresceu e terminou sua carreira no Santos. Sua ida para os Estados Unidos foi depois de encerrar a carreira no Brasil.
Com o tempo, os campeonatos foram mudando, os dois principais times de Ribeirão, foram caindo pelas tabelas, o ingresso ficou caro e a TV facilitou ficar em casa.
Assim, afastei-me dos campos e do futebol. Hoje em dia, assisto aos principais jogos da Copa do Mundo de 4 em 4 anos e vejo um bom jogo, geralmente nas finais.

domingo, 2 de maio de 2010

Dalai-Lama

O vazio deveria ser entendido no contexto de uma "emergência dependente" e evocar um senso de plenitude, de coisas criadas a partir de causas e de condições. 
Não deveríamos pensar que o "eu" é algo presente na origem e eliminado no decorrer da meditação; é, na verdade, algo que jamais preexisitiu.

sábado, 1 de maio de 2010

Revista Ilustrar Novamente

Com a precisão da seriedade do trabalho, hoje, primeiro dia de mês ímpar, uma nova edição da Revista Ilustrar chega fresquinha para baixarmos e saborearmos.
Parabéns novamente a toda a equipe.
As ilustrações são do Luis Trimano, argentino radicado no Brasil há mais de 40 anos e um craque da arte de ilustrar, pintar, retratar e, muito mais, é um dos artistas que estão na 16 ª edição da Revistra Ilustrar..

Dia 1º de Maio

Eu trocaria, sem qualquer dúvida, todos os dias comemorados durante todo o ano, por um único dia. Seria o Dia da Dignidade. Neste dia, sem qualquer distinção, todas as pessoas deveriam refletir sobre a DIGNIDADE por apenas 1 hora.
Quanto ao trabalho, fico com o Millôr Fernandes: "O Trabalho, Dignifica o Trabalhador e Enriquece o Patrão."

Millôr Fernandes


"A Academia Brasileira 
de Letras é formada por 
39 membros e 1 morto rotativo"

Provérbio iídiche


"Se você vai fazer alguma
coisa errada, aproveite"

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sociedade Recreativa e de Esportes

Essa é uma foto de 1985, feita por Hermano Teixeira Machado, da fachada original, projetada pelo arquiteto Dr. Ijair Cunha, que é uma beleza da arquitetura moderna dos anos 1950/1960 da cidade de Ribeirão Preto. Infelizmente, nos últimos 20 anos, fizaram alterações na estrutura original, mudando detalhes que acabaram maculando o projeto. A Recra, como é conhecido o clube, tem mais de 100 anos e o seu primeiro endereço foi no centro da cidade, no prédio onde hoje esta localizado o MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto, na esquina das ruas Barão do Amazonas com Duque de Caxias.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Artes

A sua Santidade o Papa, na frente de uma capela na Itália. Essa é mais uma foto do artista britânico, conhecido apenas como Slinkachu, de 31 anos, que iníciou em 2006 o projeto "Little People", espalhando pelas ruas de Londres, miniaturas que ele monta em locais escolhidos para homenagear a população e as cidades. A instalação é fotografada e deixada ali. A partir de então, ele já foi para outras cidades da Grã Betanha e também, Itália, Noruega, Espanha e Holanda.
Este caramujo, faz parte de outro trabalho, ele aplica as miniaturas, fotografa e deixa o feliz trabalhador continuar sua caminhada.
O Super Homem, senta para descansar. Será que estes trabalhos são encontrados por pessoas que o apreciam? O autor dos trabalhos disse que voltou varias vezes e nunca encontrou nem sinal.

Quem Sabe Faz

Arte é arte. Leonardo Della Fuente e Anderson Augusto, são dois artistas que fazem arte, pelas ruas da cidade de São Paulo, utilizando como suporte os bueiros, tampas de esgotos e qualquer outro objeto urbano que os estimule. Eles criaram um projeto com nome de 6emeia, que cria arte nos lugares desprezados, de uma forma geral, pela população da cidade. 
Com isso, a população ficou mais leve e feliz e os artistas já foram reconhecidos, estão pintando para construtoras e já foram mostrar seu trabalho fora do Brasil.

Casa de Cristo

Sentados, Diô (Dionísio) Lu (Luiz Otávio Bauso) Toninho (Antonio Achê Sobrinho), no chão, José Carlos Faciolli, Rosana Zaidan e Vera Helena Conrado. Na parede, no centro, o quadro do palhaço, foi feito por mim e doado à Casa.
Essa foto é um belo documento, sobre a famosa Casa de Cristo, no ano de 1972, há exatos 38 anos.
Localizada na Rua Álvaro Costa Couto, antiga Rua das Paineiras e, por uns 10 anos, a rua da Casa de Cristo. Ali, um grupo de jovens que se intitulavam cristãos, na sua grande e expressiva maioria, menores de 18 anos, eram liderados por Dirceu Biason, que na época havia deixado a Igreja Batista Livre, se não me engano. Dirceu também um jovem, com no máximo 24, 25 anos, e com idéias interessantes sobre a Fé, Esperança e Novidade de Vida, uniu-se a esses jovens para criar uma igreja de acordo com a época.
O mundo fervia com os hippies, as comunidades onde moravam homens, mulheres e crianças. Projetos alternativos eram a moda em todos as áreas. Nos EUA já existiam grupos como os Jesus People, que moravam em comunidade, vestiam-se como hippies e pregavam a palavra de Jesus Cristo como a única saída.
A casa, foi alugada com ajuda do pai de um dos garotos e de um médico evangélico. Logo, o pequeno grupo fez um jantar com ajuda de outra família e, com o dinheiro arrecadado, foram feito sofás com caixas de bacalhau (onde estão sentados o pessoal da foto), com almofadas, confeccionadas pelas moças. Alguns trouxeram quadros, posters, cadeiras velhas, mesas, colchão, enfim, em pouco tempo a casa foi tomando forma e identidade.
A frente da casa tinha uma pequena grade baixa, com um jardim curtinho e uma grande vidraça, que devassava toda a sala, o principal lugar onde todos ficavam. As portas eram abertas para os convidados, religiosos, ateus, curiosos, pensadores, professores, pais, filhos, alunos e desocupados.
Ali, num espaço de 6 meses, aconteceu uma das ações mais interessantes que acompanhei na minha vida. O Dirceu casou com a Adélia, e os dois foram de lua de mel para os Estados Unidos.
Nesse período, sem lideres, sem conhecimento, sem formas, regras, ou o que você quiser pensar, um bando, de no máximo 30 jovens, os mais velhos com 18 anos, tornaram-se 300.
Eram jovens inteligentes, que liam a bíblia e queriam mudar o mundo pela pregação da palavra. Na sua grande maioria eram bons estudantes, filhos de família de classe média, sem grandes preocupações.
Em pouco tempo, nasceu um grupo de músicos, outro de teatro e assim, as pessoas iam surgindo de todos os cantos e eles iam se multiplicando.
A casa fervia desde cedo. E já existiam grupos que ajudavam nas favelas, cadeia pública, hospitais, creches e etc. Para poderem se locomover e levar comida e remédios para quem precisava, eles trabalhavam, entregando jornal, lavando carro ou fazendo jardim.
Em pouco tempo, aos domingos, as reuniões ficavam tão cheias, que as pessoas precisavam ficar na calçada para acompanhar.
Hoje, quase 40 anos depois, o pessoal da Casa de Cristo ainda é identificado e, entre eles, existem juízes, advogados, médicos, jornalistas, arquitetos, engenheiros, empresários, músicos e muita gente boa.
Lau Baptista

Tim Burton

Essa é uma homenagem que faço ao meu amigo e artista, Cleido Vasconcelos, que, com certeza, deve gostar dos trabalhos artísticos de Tim Burton, este diretor de cinema que faz arte com tudo que passa pela frente. "O menino com prego nos olhos" que faz parte da exposição do MoMa - Museu de Arte Moderna de Nova York, sobre o Tim Burton.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Só o Amor Faz O Bobo


Este texto da Clarice Lispector, declamado por Aracy Balabanian, é de uma verdade assustadora. E, por mais claro que fique, ainda caimos na ignorância de achar que vale a pena ser esperto. Acredito que isso, no Brasil, é o resultado da divulgação dessa máxima por muitos e muitos anos, como uma grande verdade, por politicos e poderosos.
Já tivemos uma propaganda de cigarro, com um dos princípais jogadores da seleção brasileira de futebol, dizendo, em alto e bom som, que o legal era levar vantagem em tudo. Hoje em dia, a seleção nacional inteirinha garante que a cerveja TAL é a TAL e Não Faz Mal.
Então, por tudo isso, este texto é uma homenagem a sabedoria, algo que tem tudo a ver com o rei Salomão, autor da frase que deu título a este Blog.

Mais Uma Bienal