quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mostra Design Brasil - 101 Anos

Veja a beleza desses móveis, todos premiados no Brasil e no exterior.
Espreguiçadeira de Oscar Niemeyer, considerada uma obra de arte do arquiteto criada na década de 70. 
 
Cama Patente é considerada um marco da história do mobiliário brasileiro, foi projetada por Celso Martínez Carrera.
 
Luminária Bossa, criada em 2005 por Fernando Prado e produzida pela Lumini, primeiro lugar no prêmio Design da Casa Brasileira em 2005. 
 
Cadeira Peg Lev de Michel Arnoult, francês que veio com 22 anos ao Brasil para ter aulas com Oscar Niemeyer.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Tempo Não Pára

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão
Hoje, 07/07/10, faz duas décadas que Cazuza morreu.

12 Milhões de Anos Luz

Com ajuda do telescópio VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO) e do Chandra, da Nasa, astrônomos encontraram os jatos mais potentes já vistos no espaço, saindo de um buraco negro. O objeto, a 12 milhões de anos luz de distância da Terra, expele uma bolha de gás aquecido que tem o diâmetro de 1.000 anos-luz.

Hodding Carter


"Os dois maiores presentes 
que podemos dar aos 
filhos são raízes e asas"

terça-feira, 6 de julho de 2010

Paulo Leminski

 "Não discuto
com o destino
O que pintar
...

eu assino..."

Sigmund Freud


“Seja qual for o caminho que 
eu escolher, um poeta já passou 
por ele antes de mim.” 

Parabéns!

Hoje, rendo homenagens sinceras ao Dalai Lama que completa 75 anos. Podemos concordar ou não com as crenças e teorias desse homem, mas ele tem comprovado, dia a dia, nos últimos 75 anos, que a sua vida é uma homenagem a paz entre todos os homens.
Seu nome de batismo é Lhamo Dhondup e ele nasceu no dia 6 de julho de 1935, na província Amdo, situada no nordeste do Tibet, numa família de camponeses da pequena vila de Taktser.
Quando completou dois anos de idade, foi reconhecido como sendo a reencarnação de seu predecessor o 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso.
Dalai Lama é um monge budista Tibetano. O atual Dalai Lama é Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama e é ao mesmo tempo líder temporal e espiritual do povo tibetano. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1989.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Luísa, Minha Neta

Vovô, você falou que 
vinha hoje, mas veio amanhã.

domingo, 4 de julho de 2010

José Cardoso

Alfama - Acrílico s/ tela - 40 x 50cm - 2006 - Adquirido por Coleção particular
José Cardoso nasceu em Lisboa em 1945, é formado em arquitetura e frequentou até o  3º ano do curso de pintura da ESBAL. Eu tive o grande prazer de conhecê-lo por intermédio do Facebook e, quando vi seus primeiros trabalhos, fiquei encantado.
Artista plástico, fotógrafo, publicitário e designer, com especialização em design gráfico, realizou muitas ilustrações para livros, cartazes, campanhas publicitárias, stands para feiras nacionais e internacionais, exposições e livros promocionais e institucionais e desenhou diversos selos para os CTT - Correios de Portugal, Unicef e Nações Unidas, tendo sido ganhador de diversos prêmios e mensões honrosas nacionais e internacionais.
http://www.ipv.pt/galeria/cardoso.htm
Azul, Amarelo, Vermelho - Acrílico s/ tela - 60 x 80cm - 2006 - 
Adquirido por Coleção particular
Pétalas ao Vento - Acrílico s/ tela - 60 x 80cm - 2007 - 
Adquirido por Coleção particular
Fogo - Aquarela e Pastel s/ papel - 40 x 30cm - 2006 - Disponível sob consulta

Redonda Cultural

Ontem, sábado, dia 3 de julho, tive o prazer de participar da Redonda Integração Cultural. Dione, querida amiga, viúva do nosso artista e escultor Eurico Rezende, junto com Paló, parceiro de Eurico nas artes e no espaço da rua Marcondes Salgado, 1840, na esquina da Praça do Sol,  lançaram o Projeto Redonda Integração Cultural, que tem por objetivo reunir artístas locais, promover cursos, aulas, palestras, encontros e exposições de artistas que nascem todos os dias em Ribeirão Preto e Região.
O evento foi um sucesso, uma verdadeira confraternização de velhos e jovens artistas, com música de primeira qualidade, chopp Lund (Uma nova fabricação ribeirão-pretana) e paçoca salgada do Macalé.
Parabéns aos idealizadores e  muito sucesso.
Merda!

Um Pouco Mais de Pat Lau

Escondido no bolso
sem nenhum esforço
um nariz de palhaço
que toco para me imuni...zar
que coloco para me fantasiar
que guardo como um segredo
um privilégio, um amuleto.
correndo atrás da magia
sobre cordas bambas..

"feito os bêbados
como os equilibristas."

http://www.patlaura.blogspot.com/

Nasrudin e a Verdade

Perguntaram, certa vez, ao Mullá:
- O que é a verdade?
Ele respondeu:
- Algo que eu nunca falei e jamais falarei.
http://nasrudin-humor.blogspot.com/

A Felicidade Não Está Onde se Procura

Nasrudin encontrou um homem desconsolado sentado à beira do caminho e perguntou-lhe os motivos de tanta aflição.
- Não há nada na vida que interesse, irmão. Tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e estou nesta viagem só para procurar algo mais interessante do que a vida que levo em casa. Até agora, eu nada encontrei.
Sem mais palavra, Nasrudin arrancou-lhe a mochila e fugiu com ela estrada abaixo, correndo feito uma lebre. Como conhecia a região, foi capaz de tomar uma boa distância. A estrada fazia uma curva e Nasrudin foi cortando o caminho por vários atalhos, até que retornou à mesma estrada, muito à frente do homem que havia roubado. Colocou a mochila bem do lado da estrada e escondeu-se à espera do outro. Logo apareceu o miserável viajante, caminhando pela estrada tortuosa, mais infeliz do que nunca pela perda da mochila. Assim que viu sua propriedade bem ali, à mão, correu para pegá-la, dando gritos de alegria.
- Essa é uma maneira de se produzir felicidade - disse Nasrudin.
http://nasrudin-humor.blogspot.com/

sábado, 3 de julho de 2010

Millôr Fernandes

Viver é desenhar sem borracha.

E a Argentina Perdeu

Para alegria dos alemães e, principalmente, dos brasileiros, a Argentina caiu de quatro. É muito engraçado essa rivalidade que existe entre brasileiros e argentinos, pois chega as raias da imbecilidade, hoje, depois dos dois times serem eliminados, todos estão felizes. Ontem os argentinos comemoraram a derrota do Brasil com buzinaço e grandes manchetes na imprensa, menosprezando o time brasileiro. Hoje, é a vez do Brasil, já soltamos rojões, buzinamos nas ruas e, agora, comparamos as derrotas e ficamos todos felizes.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

E o Brasil Perdeu

O jogo de hoje, que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, contra a Holanda, prá mim, é a prova cabal que futebol é sempre uma caixinha de surpresas. Quando o primeiro tempo terminou, eu, todos os comentaristas esportivos do país e mais 190 milhões de brasileiros, tinhamos certeza que o Brasil ganharia o jogo. O Brasil jogou um primeiro tempo perfeito, trocas de passes, domínio da bola, defesa serena, tudo como manda as regras de um time campeão. No segundo tempo, tudo virou de ponta cabeça. A Holanda voltou concentrada, trocando bola, defendendo e, o Brasil, parecia outra equipe. Em questão de 15 minutos, o Júlio Cesar, que é uma unanimidade mundial, falhou e, o time do Brasil, desmontou.
Prá mim, isso é o que faz do futebol o maior espetáculo da terra. No Brasil, com certeza, irão buscar justificativas, explicações das mais simples até as mais absurdas. O Dunga será julgado e condenado novamente, mas o que aconteceu foi só futebol.
Parabéns a Holanda e a todos os nossos jogadores.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mario Bag

A Revista Ilutrar, como faz, pontualmente, de dois em dois meses, sempre no mês impar, já está a disposição para ser feito o download. E, nesta a 17ª , o destaque do item "15 perguntas para:" é, este grande ilustrador, Mario Bag.
Carioca da Tijuca, nascido em 1956, o veterano Mario Bag desenha desde criança, mas queria ser músico de rock, o que não aconteceu. Em vez disso, se dedicou à ilustração, vindo a ilustrar em várias revistas, campanhas publicitárias e capas de discos, sempre como freelancer, e mais recentemente se dedicando também à ilustração infantil através da revista Ciência Hoje das Crianças.
É autor dos livros ABC & outros Bichos; 1,2,3 & Outras Coisas; 13 Lendas Brasileiras; Papa-figo e outras Lendas do Brasil; Histórias Aumentadas e Mentiras Caipiras, onde tem ilustrado seus livros, principalmente com uma técnica que simula as ilustrações de literatura de cordel, que tanto aprecia.
Rio de janeiro
mariobag@infolink.com.br
http://mariobag.blogspot.com

Fotos da Agência AP "Associated Press"

Zona rural de Rustenburgo na África do Sul.
O jogo continua em Soweto.
A bola cresce no subúrbio de Pretória.
Para as crianças, aqui ou na África, não existe hora para parar.

Cintia Oliveira

Esse banco e mais três, que ficam no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, mais precisamente, ao longo da pista de cooper, fazem parte de uma instalação poética da Cintia Oliveira, que foi inaugurada hoje. Lince, como é conhecida Cintia Oliveira, está lançando o seu primeiro livro, pela Editora Arte PauBrasil, com edição de arte de, nada menos que, Antonio Peticov, que diz sobre o trabalho de Cintia o seguinte:  “seu caráter indomável e audaz, seu olhar profundo e sensual, sua marcante feminilidade, trouxeram-me à memória a figura elegante do lince, que ela incorporou ao assinar seus poemas (...) Quando sua obra começou a tomar forma os 36 artistas convidados responderam com carinho e interesse, curiosos por ver um livro reunindo suas poesias”.. Além disso, o livro conta com 36 outros artistas, que aceitaram o convite de Cintia para ilustrar seus textos.
Sobre a autora:
Cintia Oliveira, Lince, é formada em Letras pela UNIP. Participou da mostra anual da Academia Latino Americana de Arte em 2008 e 40ª Chapel Art Show, em 2009, com suas fotografias. Mostra Entrepanos Asia Arte em 2006, 2007 e 2009. Poemas no Artestudio Mauro Chaves, abril de 2009. Painel, em cerâmica, com um de seus poemas instalado na parede frontal do cemitério São Paulo. Projeto de instalação poética, em andamento, para o parque do Ibirapuera, em São Paulo. Textos publicados em diversas revistas especializadas. Escreve, atualmente, uma peça teatral intitulada “Os Impressionantes”.
Título: Lince: poesias - vol. I
Autora:Cintia Oliveira (Lince)
Apresentação e projeto gráfico: Antonio Peticov
Introdução: José Roberto Aguilar
Gênero: Literatura brasileira/Poesia
Páginas: 112
Ilustração (acima): Erika Harsch
Editora Arte Paubrasil

Depois

Esse quadro é do Antonio Peticov e se chama "orgasmo"
"Depois de algum tempo você aprende a 
diferença, a sutil diferença entre dar a 
mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se.
E que companhia nem sempre significa segurança.
Começa a aprender que beijos não são contratos 
e que presentes não são promessas..."
Autor desconhecido

Esse é o Homem do Café

Dr. Luís Pereira Barreto, médico e cientista que trouxe o café para Riberião Preto, em 1876.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Provérbio Espanhol

Não é necessário dizer
tudo o que pensa.
Mas é necessário pensar
em tudo o que se diz.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Clarice Lispector


"Sou como você me vê.. 
Posso ser leve como uma 
brisa, ou forte como uma 
ventania depende de quando, 
e como você me vê passar!"

Pat Lau

Parada
na frente de um
portão trancado
o cordão umbilical
nada mais é
que um fio que liga o
sentimentalismo primitivo
ao ocidentalizado

é um fio de cetim
todo arranhado.
Pat Lau é uma poetisa brasileira, nascida em São Paulo e hoje mora em Paris. Esse poema foi escrito quando ela tinha 18 anos, na Nigéria, onde estava visitando a sua mãe, que morava lá e estava casada pela segunda vez. Passe pelo Blog de Pat Lau - Poemas Sem Nome -  e conheça mais sobre a sua pena afiada e certeira.
http://www.patlaura.blogspot.com

São Pedro

O apóstolo Pedro era pescador, um homem simples que negou Jesus por três vezes para se proteger, mesmo tendo discordado de Jesus, quando, dias antes, Jesus afirmou que Pedro o iria negar.
Para a Igreja Católica, Pedro foi o fundador da Igreja, seu primeiro Papa. Para o povo, Pedro é considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. Além disso, ele é o portador das chaves do céu e é responsável pelas chuvas.
Quando era criança, uma das coisas mais comum quando chovia, era ouvir dos mais velhos que o céu estava sendo lavado. Quando se ouvia um trovão, diziam que eram São Pedro roncando ou que mudava seus móveis de lugar.
Hoje, dia 29, comemora-se o Dia de São Pedro. E, acontece pelo mundo a fora, grandes procissões. No Brasil, principalmente no nordeste, existem belíssimas procissões marítimas. E, na grande maioria das cidades do Brasil, essa é a última grande Festa Junina, com fogos, pau-de-sebo, mastro, doces, salgados, danças folclóricas e muito quentão.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fotos Nanométricas

Essas fotos incríveis do interior do corpo humano, tiradas com um super microscópio andam circulando pela internet. O tamanho dos detalhes varia de 1 a 5 nanômetros. O nanômetro é igual a UM BILIONÉSIMO DE MILÍMETRO.
Essa imagem linda é um óvulo humano sobre a cabeça de um alfinete.
Esses sãos os alvéolos de um pulmão. 
Esses são os neurônios humanos.
E nesta foto vemos um feto humano de seis dias, se alojando na parede do útero.

domingo, 27 de junho de 2010

Miniaturas

Hoje eu começo a públicar a minha mais nova descoberta. Existem neste mundão, varias pessoas, lojas e sites especializados em miniaturas. Já tinha visto em Campos do Jordão uma loja de miniaturas, com móveis, loças, talheres. Sabia também, que em São Paulo, existe uma loja de duas irmãs que são anãs, com miniaturas. Mas, confesso que não tinha noção  de que isso é uma arte, uma profissão e, de que a quantidade e qualidade dos trabalhos fossem tão bons. 
Esses trabalhos são da arquiteta francesa Stéphanie Kilgast, que tem 24 anos e transformou o seu hobby na sua profissão. Ela diz: "É isso que faço em tempo integral. Esculpir versões de comida em miniatura para colecionadores e para serem usadas como joias."
Utilizando facas, lâminas, bisturis e palitos de dente para modelar suas criações de polímero e argila, Stéphanie leva em média três horas para fazer uma miniatura.
As miniaturas são 12 vezes menores do que o tamanho original e a artista estima que nos últimos três anos ela tenha produzido cerca de 600 itens entre bolos, carnes, refeições e  doces.
Olha a perfeição e o tamanho dos croissants.
É, é isso mesmo, a tábua que você observa, é menor que um palito de fósforo.
 Seu trabalho de tão bom, já ganhou novas vertentes, transformou-se em bijuteria.

sábado, 26 de junho de 2010

Luísa 4 anos

Essa é Luísa a minha querida neta. Hoje, dia 26, ela completa 4 anos. Essa foto foi tirada no restaurante Tenda Árabe, onde fomos comemorar o seu aniversário.
Como vocês podem perceber, ela faz pose todas as vezes que dirijo a câmera a ela. É demais, não é?
Luísa, o vovô te ama e fica muito feliz de poder comemorar o seu aniversário com você. Parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida. 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

8º Festival de Cinema de Ribeirão Preto

Começa hoje, a 8ª edição do Festival de Cinema de Ribeirão Preto, promovido pela São Paulo Film Commission, mantenedora dos Estúdios Kaiser de Cinema. Ao todo, sete curtas e sete longas metragens serão exibidos nas salas do Cinemark, no Novo Shopping. As sessões  acontecem até quinta-feira (1º de julho), às 19h e às 22h.
Entre os destaques estão o último filme do diretor Woody Allen, “Tudo Pode Dar Certo”; o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O Segredo dos seus Olhos”, do espanhol Juan Jose Campanella; “A Fita Branca”, de Michael Haneke; o filme mexicano “O Estudante”, de Roberto Girault; e o nacional vencedor do Festival de Paulínia, “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo.
O Festival de Cinema de Ribeirão Preto foi criado em 2003 e, desde a sua fundação exibiu 130 filmes entre longas-metragens nacionais e estrangeiros, e curtas-metragens brasileiros.
O Novo Shopping fica na Avenida Presidente Kennedy, 1.500. Mais informações pelo telefone (16) 3617-6300.

Feche a Boca e Abra os Braços

Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.
Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez.
Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer isso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela.
Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço – com alguma frequência – quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços."
Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.
Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto.
Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido – e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia. Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.
Kim correu para eles dizendo:
– Desculpa... Desculpa – repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.
– Eu também sinto muito, Kim – disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. - Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou.
Felizmente, ela me perdoou. O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.
Quando meus filhos eram adolescentes – todos os cinco ao mesmo tempo – me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação.
Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, algumas vezes, ruidosa e unilateral.
Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis.
É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação por trás dela quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.
Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma.
Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, apesar de tudo. Dava para trabalharmos com "o que você acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi que a gente veio parar aqui?"
Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..."
Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira.
Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
– Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.
Diane C. Perrone
Histórias para aquecer o coração das mães
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros
Editora Sextante