sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carnaval

A Colombina está solta no salão...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Correio


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Aristóteles


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Só Pela Beleza!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Só Pela Beleza!


Guimarães Rosa


"Quieto; muito quieto é que a 
gente chama o amor: como em 
quieto as coisas chamam a gente."

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sam Carlo

É a lua que você quer amor?

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Adriana Falcão

Boletim de Ocorrência
Venho, por meio desta, registrar uma série de furtos dos quais estou sendo vítima nas últimas décadas. 
Não mencionarei o fato de terem levado o principal, meus 17 anos, visto que naquela ocasião eu julgava aprovar a perda, na ansiedade de me tornar adulta. A denúncia em questão, portanto, se limitará às subtrações alheias à minha vontade e consciência, ou seja, aquilo que realmente constitui furto, roubo, extorsão, e, em conseqüência, crime. 
Levaram-me muitas afirmações e negações, muitas interrogações, muitas exclamações, minha capacidade de me surpreender todos os dias.
Tiraram-me o privilégio de não saber dar respostas exatas. 
Levaram-me a tranqüilidade de comer batatas fritas.
Levaram minha ambição de brincar de pique-bandeira.
Levaram-me a satisfação de receber cartas pelos Correios, com letras azuis manuscritas pertencentes aos seus remetentes, meus entes queridos.
Levaram meu bel-prazer de usar tranças e meu direito de usar minissaia, em troca de mais autocrítica.
Levaram meu pai, levaram minha mãe, levaram minha permissão de chorar por qualquer motivo que eu julgasse conveniente.
Levaram os bebês que eu tive e me devolveram filhos em idade adulta.
Levaram minha urgência. Minha leviandade. Minha imprudência. Parte considerável da minha saudável ignorância. 
Substituíram a minha aflição brutal por outra, mais sutil e complicada.
Foram levando, um a um, minha vitrola, meu gravador de rolo, meu walkman, meu aparelho de VHS e meu CD player, rebaixando meus discos e fitas à condição de entulho, e, não contentes com isso, carregaram meu orgulho de ser uma pessoa up-to-date.
Levaram minha possibilidade de dirigir um jipe sem capota por aí pela cidade.
Levaram-me a faculdade de ler livro, jornal, ou revista, sem um par de óculos na cara.
Levaram minha certidão de nascimento e, em seu lugar, deixaram um papel amarelado caindo aos pedaços.
Levaram-me um grande número de crenças.
Levaram minha coragem de me alucinar madrugada adentro. 
Recorrentemente estão me levando todos os dias seguintes às minhas poucas noites de farra.
Extorquiram meu sossego de flanar, pela rua ou pela mente.
Surrupiaram parte do meu fôlego, dos meus ímpetos, do meu fogo.
Levaram minha licença de ficar de bobeira.
O prejuízo já se tornou incalculável, o que, por si só, já justificaria a queixa pública, mas parece ser também irrecuperável. O principal objetivo desse relato, portanto, é o desabafo.
Não vou negar que me presentearam com diversas coisas novas, entre elas uma boa dose de paciência. Não gostei de algumas destas, deste saudosismo, por exemplo. Não incrimino alguém em especial pelos roubos, nem o tempo, nem a vida, e até agradeço à morte pelo favor de não ter chegado ainda, permitindo assim que tudo isso acontecesse. 
Também não solicito indenização. 
Só queria tudo de novo.

Luiz Fernando Veríssimo

ERA UMA VEZ...
Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... 
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. 
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. 
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. 
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... 
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: 
- Eu, hein?... nem morta!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Manoel de Barros


Você vai encher os vazios com as 
suas peraltagens e algumas pessoas 
vão te amar por seus despropósitos.

Só Pela Beleza!


Banded Kingfisher (Lacedo pulchella) ♣ Martin-chasseur mignon

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Só Pela Beleza


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Só Pela Beleza!


Mário de Andrade

Pra mim, basta o essencial!
"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. 
Tenho muito mais passado do que futuro. 
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados....
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares talentos e sorte. 
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. 
As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... 
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. 
Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, o essencial faz a vida valer a pena. 
E para mim, basta o essencial!"
Mário de Andrade (1893-1945)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ler, ler, ler


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Clarice Lispector


"Você pensa que nunca 
vai esquecer, e esquece.
Você pensa que essa dor nunca 
vai passar, mas passa.
Você pensa que tudo é eterno, 
mas não é."

Só Pela Beleza


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Leitura

A ilustração é linda, não sei o autor, peguei no Facebook. Pensem o que quiserem.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Albert Guasch

Portrait with Fly, 2012. Acrylic on belgian linen canvas, 116 x 89 cm.

Ilustração Viktor Sheleg


sábado, 26 de janeiro de 2013

Só Pela Beleza!


Sandra Lavandeira


Sam Carlo

http://samcarlo.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Castro Alves


"Bendito, bendito é aquele que semeia livros,
livros a mão cheia e manda o povo pensar;
o livro caindo na alma,
é germe que faz a palma,
é chuva que faz o mar."


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Albert Einstein


"Criatividade é a 
inteligência se divertindo"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Caio F. Abreu

Arte de DrawntoStitch
"Que sopre esse vento que deve 
levar embora memórias e cansaços."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Justa Homenagem!

Produtor de filmes notórios como "O Bacalhau", Edgar Castro é fundador do Núcleo de Cinema de Ribeirão Preto e, entre outras coisas, responsável pela manutenção e uso de um item importante de nosso patrimônio histórico: parte da Cia Cervejaria Paulista, transformada em Estúdios Kaiser de Cinema. Ele tem uma participação muito especial na HQ "Zumbido Final". (RPHQ 2) — com Monise Kristoschek, Porka Live,Cris Santos e outras 21 pessoas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Alicia Martin

Cascata de Livros (Installation by Alicia Martin)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Só Pela Beleza!

Não sei onde está localizado esse banco, mas é uma obra de arte.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Só Pela Beleza!