terça-feira, 24 de novembro de 2009

2008/2009


Uma homenagem aos amigos de uma vida inteira. Alguns de muitos anos, outros até nem tanto, mas todos de coração.

Águas de Março - Tom Jobim e Elis Regina


Essa apresentação do maestro Jobim e da Elis é um dos belos momentos do Fantástico. 1974, em plena ditadura militar, o programa Fantástico produzia encontros de músicos desta natureza. Hoje, nem músico e nem música, só bobagem mesmo. 

Esse Menino é Maluquinho


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

São Paulo em 1943


É muito louco ver que há 66 anos São Paulo já era uma cidade que chamava a atenção do mundo. Em plena Segunda Guerra Mundial, 1943, São Paulo com 1 milhão e 300 mil habitantes borbulhava e preparava-se para ser uma das principais cidades do mundo. Que bom que hoje existe o you-tube e podermos assistir este filme com tanta facilidade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Os Dois Irmãos

Era uma vez dois irmãos que cultivavam a terra juntos e sempre compartilhavam as colheitas.
Um dia, um dos irmãos despertou durante a noite e pensou: "Meu irmão é casado e tem filhos. Por isso, tem necessidade e despesas que eu não tenho. Então, colocarei algumas de minhas sacas em sua despensa, o que é mais do que justo. Farei isso na calada da noite para não acontecer que, por sua generosidade, não queira aceitá-Ias.
Levou as sacas e voltou para a cama.
Pouco depois, o outro irmão despertou e disse: "Não é justo que eu tenha a metade de todo o milho de nossa terra. Meu irmão, que é solteiro, não tem o prazer de possuir uma família e, portanto, tentarei compensá-lo passando um pouco do meu milho para sua despensa". E assim fez.
Na manhã seguinte, ambos ficaram surpresos ao ver que havia o mesmo número de sacas em sua despensa e não puderam compreender como, ano após ano, o número de sacas continuava sendo o mesmo, ainda que as transferissem às escondidas.
Ainda que o negue, o homem geralmente pensa de forma contrária a esta. Tem medo e uma espécie de rancor ante a possibilidade de obter uma porção menor do que aquela que lhe corresponde, e sempre calcula que merece muito mais do que o que recebe. É devido a esta forma equivocada de pensar que se encontra no estado em que o vemos hoje.
Extraído de 'O Sufismo no Ocidente' - Edições Dervish 1988

Mevlana RUMI

"A ciência se aprende com
PALAVRAS,
A arte pela
PRÁTICA,
o desapêgo com o 
COMPANHERISMO"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Grafite Nacional no MASP


Obras do grafiteiro Titi Freak, que participa da exposição no Masp. (Foto: Divulgação) 
Começa hoje no MASP - Museu de Arte de São Paulo, pela primeira na história do museu, a mostra "De dentro para fora, de fora para dentro" de 6 grafiteiros - Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão - que já haviam invadido as Galerias de Arte e agora chegam ao principal museu da América do Sul.
"São artistas muito ricos em linguagem, pertencem a mesma geração, mas têm estilos muito distintos", explica Baixo Ribeiro, curador da exposição.
A ideia do projeto foi integrar em uma mesma sala seis estéticas diferentes de arte das ruas para ocupar este espaço em branco.
De Dentro Para Fora, De Fora Para Dentro
Quando: de terça a domingo, das 11h às 18h, e quinta, das 11h às 20h; até 05/02/10.
Quanto: R$ 15.
Onde: Masp (Av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644).

Dia da Consciência Negra


20 11 09

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tinha uma Rolha no Meio do Caminho

Curta-metragem em animação 3D desenvolvida com Maya. Criação, roteiro, iluminação, cenário e animação: Ricardo Vismona. Modelagem: AAAD. Trilha sonora: Television's Greatest Hits.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

E o Homem Já Sabia de Tudo

Gente não acredito que exista alguém, nascido entre 1950 e 1965, que não tenha curtido e dançado muito com essa música. Eu me lembro, fico até emocionado, mas confesso que não tinha a minima idéia do significado da sua letra. E hoje, vendo este vídeo, que recebi da Ornella, uma querida amiga que mora em Curitiba e vive antenada na rede, por e-mail, fiquei de cara.
Deixe o vídeo carregar e vejam com calma, acompanhem a letra, o homem "Hurricane Smith" já tinha entendido que o planeta é que iria pagar a conta pelas atitudes dos homens.

CUMBUCA música de José Márcio Castro Alves

Esse José Márcio é um comunista como poucos. Sou testemunha da capacidade que este moço tem de fazer tudo comum e simples. Música, foto, imagem, edição, criação, enfim, tudo que você imaginar, ele entende e faz bem feito de maneira comum, assim como um grande comunista.
Hoje, eu tenho o prazer de apresentar para todos que frequentam este Blog a música do José Marcio Castro Alves cantada, nada menos, que pela querida amiga Simone Guimarães, que saiu de Santa Rosa do Vitérbo, passou por Ribeirão e ganhou o mundo. Deixem carregar com calma e ouçam essa belezura.

O Diário de JB


Segunda-feira, dia 16 de novembro, às 19:30 horas, no Jockey Club de São Paulo aconteceu  o lançamento do livro "O Diário de JB" que conta a história de vida e a obra de José Bonifácio Coutinho Nogueira. Mais de trezentas pessoas entre amigos, empresários e jornalistas estiveram presentes no coquetel de lançamento do livro escrito pela jornalista Rosana Zaidan, editora do jornal A Cidade. Durante o evento foram exibidos um documentário e também um slide show mostrando momentos da vida do empresário, banqueiro, criador, secretário estadual da Agricultura e da Educação que implantou a TV Cultura e fundou a EPTV, Emissoras Pioneiras de Televisão.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eça de Queiroz por José Márcio

Hoje recebi um e-mail do meu amigo José Márcio Castro Alves com um agradecimento ao seu amigo Pedro Varoni, que é diretor de jornalismo da EPTV em São Carlos, por ter publicado este vídeo fantástico no seu Blog No Ar. Eu, que não sou bobo, copiei na hora e, estou aqui publicando no meu Blog. Pessoal, aproveitem!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

30 Anos de Cauim!


Quem conhece Ribeirão Preto, conhece o CineClube Cauim e, quem conhece o Cauim, conhece o Kaxassa. Este ano o Cauim está completando 30 anos e, por isso, resolvi homenagear o Fernando Kaxassa, este amigo e companheiro, que com ideal e muita batalha, vem agregando pessoas em torno desse projeto que tanto fez e continua fazendo pela cultura da cidade de Ribeirão Preto.
Cauim é uma referência no Brasil e no mundo quando falamos de cineclubismo. Mas, para quem conhece a história do Fernando e do Cine Clube Cauim, sabe que o trabalho dessa entidade sempre foi além da sétima arte.
O Cauim, nesses 30 anos, realizou debates, fez livros, revistas, jornais, campanhas – a favor ou contra –, enfim, muita coisa que aconteceu em Ribeirão, no Brasil ou mesmo no mundo. 
Os meninos de cabelos cumpridos que, há 30 anos, com câmeras na mão e idéias na cabeça, começaram a fazer documentários, reuniões para ver filmes e depois debater, tornaram-se a principal referência da cidade quando o assunto é cultura.
Nesses 30 anos, o Cauim sempre foi um ponto de encontro e informação de acontecimentos políticos e sociais que, de alguma forma, tivesse qualquer relação com a nossa comunidade. Toda associação, entidade ou grupo que nasceu nesse período, sempre foi apoiado pelo Kaxassa e pelo Cauim.
Quero deixar claro que a homenagem ao Fernando é extensiva a todos aqueles que trabalharam ou ainda trabalham no Cauim.
Beijos e Parabéns!

Ditado Hindu

Se você joga palavras ao vento
Não reclame se o vento
Contar às árvores

sábado, 14 de novembro de 2009

Domingo, Respeite o Patrão!

Este comercial é uma obra de arte. A fotográfia, a edição, a música fizeram da idéia um filme bonito, bem humorado e, principalmente, natural. Assim, ganha o tele-espectador e o produto que sai muito bem valorizado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Trocar Pneu Pode Ser Perigoso

Essa Campanha da Goodyear mostra de maneira muito bem humorada  que parar para trocar um pneu poder ser muito perigoso.

O Gato do Ziraldo


Sexta-Feira 13 - Só Millôr Para Aliviar


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Vida Era O Centro

Em 25 de janeiro de 1966, eu chegava a Ribeirão Preto. Faz, assim, mais de quarenta anos que estou aqui, onde, ao que tudo indica, haverei de passar o resto de meus dias. Já vivi nesta cidade mais de dois terços de minha existência.
Aqui terminei meu colegial (o antigo clássico, lembram-se?). Aqui cursei Direito, Letras e Pedagogia. Aqui fui bancário, professor, advogado, juiz de direito e hoje, de novo, advogado. Aqui encontrei minha outra metade e me casei. Aqui tivemos nossas filhas, que também aqui cresceram e foram educadas. Aqui sempre tive o meu CEP, mesmo nas épocas em que, transitoriamente, estive fora por questões profissionais...
Quando cheguei, morava nos Campos Elíseos, na Avenida da Saudade, proximidades da Igreja Santo Antônio. Estudava no Colégio Estadual Santos Dumont, então última construção da Vila Tibério. Por questões de orçamento, eram quatro ou cinco quilômetros de caminhada de ida para a escola e outros tantos de volta todos os dias, incluindo o sábado.
O sangue da vida da cidade, então, corria pelas artérias do centro, delimitado pelas Avenidas Nove de Julho, Jerônimo Gonçalves, Francisco Junqueira e Independência. Em casa, na escola, ou qualquer outro lugar, quando se falava em “ir para a cidade”, a referência era esse quadrilátero. Nele estava o comércio principal, as faculdades, os cursos complementares de línguas, a Sorveteria do Geraldo, os eventos de cultura. Nele também moravam diversos dos nossos professores: a Ely Vieitez, o Vicente Teodoro de Souza (o Vicentão) e o Célio de Freitas Costa, de Latim. Gente! Como estou velho! Sou do tempo em que se ensinava Latim!
No salão da Igreja Presbiteriana da Barão do Amazonas, treinávamos peças de teatro amador. Época de ditadura militar, pela praça central, proximidades do Teatro Pedro II, os estudantes eram ameaçados pelos policiais: “Vamos circular! Vamos circular!” Quando a aglomeração era maior e previsível que haveria manifestação, os jovens, perseguidos pela cavalaria, lançavam rolhas e bolinhas de gude para atrapalhar-lhes a corrida. Quando a situação ficava ainda mais séria e não bastava tentar sumiço entre as gôndolas das Lojas Americanas, a correria tinha por alvo o Palácio do Bispo, na Praça da Catedral, onde normalmente se encontrava acolhida, e a Polícia, em nome do Sagrado, respeitava o território eclesiástico. Foi também no centro que alguns colegas e amigos foram retirados de circulação pela Ditadura, alguns por uns tempos, outros para sempre... São tantas as histórias e as lembranças...
Na esquina da Visconde do Rio Branco com a Tibiriçá, antigo SENAC, aos dezenove anos, passei a dar regularmente minhas primeiras aulas de Português, então contratado pelo Professor Laércio Zucoloto. Na esquina da Álvares Cabral com a Américo Brasiliense, em frente ao Correio, também tive, mais tarde, o meu primeiro escritório de advocacia, em sociedade com o Flávio Condeixa Favaretto, de onde, em momentos de espairecer, presenciava pela janela o “seu” João Garapeiro esbanjando simpatia e vendendo seu precioso caldo de cana...
As histórias são muitas e vivas. E esse passado não é um esqueleto de assombrar cidade morta. Continua a arder, embora sob a cinza do descuido de alguns. Mas pode reviver: basta o sopro da boa-vontade de todos. Basta não esquecer que a vida continua lá.
Texto de José Maria da Costa publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Março 07

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Última Fronteira do Humanismo

Gilberto Gil 

mostra show acústico 

em Lisboa e diz que 

África é "a última 

fronteira do humanismo"

Essa é a manchete do UOL Música de hoje. Numa belissima matéria eles falam do Show que o Gil fez em Lisboa, mas não explicam a machete. De qualquer forma, achei tão verdadeira a expressão do nosso músico, que resolvi repetir aqui. Acho que breve saberemos quais os motivos do Gil fazer tal afirmação. http://musica.uol.com.br/ultnot/2009/11/11

Alguns Trabalhos da Exposição Red Bull


Espaços do hotel na Avenida São João, em São Paulo, foram adaptados para receber 10 ateliês individuais, além de quartos vazios para instalações artísticas, salas de projeção, visualização de trabalhos, área de convívio, Internet e edição.
 
À esquerda, "Together" e "Can't Stop"; à direita, "Obra Sem Título", da série "Portrait (Retratos)" - obras são do artista alemão El Bocho.

Instalações interativas, do americano Grant Davis; durante 30 dias, artistas de diversos países irão compartilhar impressões, práticas e conhecimentos, por meio do contato com a fotografia, instalação, escultura, vídeo, pintura, performance e áudio.

Hotel de 1916 Abriga Exposição a Partir de Hoje


Foi inaugurado ontem e abre para o público em geral a partir de hoje a Exposição Red Bull House Off Art. Na foto acima vemos o edífico do antigo Hotel Central (Av. São João, 288), no centro de São Paulo.
O prédio, que fica no calçadão próximo ao Anhangabaú, foi construído em 1916 e estava desativado desde 2005.
Brasileiros como Rodrigo Garcia Dutra e Regina Parra, o japonês Hiraku Suzuki, o alemão El Bocho e Gabriela Golder, da Argentina, contarão com ateliês e quatro andares do imóvel para desenvolverem instalações, vídeos e pinturas.
O projeto chamado de "Red Bull House of Art" tem curadoria de Lucas Bambozzi e Maria Montero e recebe na mesma data uma mostra com obras já desenvolvidas pelos participantes. Uma nova exposição, com trabalhos feitos durante a residência, abre dia 5/12. 

Hotel Central - av. São João, 288, região central, São Paulo, SP. S/tel. Ter. a sex.: 12h às 18h. Sáb. e dom.: 10h às 18h. Primeira exposição: 11/11 a 13/12. Segunda exposição: 5/12 a 13/12. Grátis. Classificação etária: livre.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Encontro de Povos Indígenas


No dia 18 de novembro, às 20h30, no Sesc, na rua Tibiriçá, 50, acontecerá o lançamento do livro Tradição e Resistência que conta com pesquisas sobre as etnias indígenas, mapas, fotos e um DVD que reune informações sobre a arte e a terra, depoimentos e entrevistas. Estarão presentes no evento Cristina Flória, que é nascida em Ribeirão e trabalha há muitos anos com a cultura indígena brasileira e o índio Timóteo Guarani. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ziraldo em 1970


Essa charge do mestre Ziraldo foi publicada no Jornal do Brasil em 1970.

domingo, 8 de novembro de 2009

Marcelo Tas Refletindo

Em 2005, quando ocorreu a tragédia do Tsunami o Marcelo Tas publicou este artigo/comentário que acredito, devemos ler e rê-ler sempre, para não perder de vista essa lição.

HORA DE OUVIR OS ELEFANTES
A tragédia do Tsunami trouxe uma lição. Perdida no meio do oceano de notícias, soube-se que no Yala National Park, Sri Lanka, bem no meio de uma regiões mais afetadas pela mega onda, nenhum animal foi encontrado morto!
Repito: num parque onde havia 19 Km de praias, habitadas por centenas de elefantes, leopardos, pássaros, coelhos... ninguém morreu!
Verificou-se com espanto que antes da chegada do maremoto os animais, por alguma razão ainda não esclarecida, se deslocaram da praia e das áreas mais baixas, para a parte mais alta do parque. As águas chegaram a entrar 3 Km parque a dentro. Mas ali não havia ninguém. Ou melhor, nenhum bicho foi pego de calças curtas.
Surgiram alguns palpites. Na BBC e na National Geographic, cientistas afirmaram que possivelmente o fato se deu porque os animais ouvem uma freqüência de som produzida pelo terremoto, mais baixa do que as que os nossos ouvidos captam.
Segundo ele, os bichos também sentem vibrações no solo e do ar, as rally waves, estas, sim, também somos capazes de sentir em nosso próprio corpo. Ou melhor, seríamos. Nossa mente anda tão congestionada de informação, que apesar das rally waves chegarem até nossos corpos, essa informação é simplesmente deletada da nossa consciência.
Entenderam a tragédia?
Resumo: os bichos se salvaram porque estavam conectados. Nós, seres humanos, nos estrepamos porque estávamos também conectados, só que em outras ondas: rádio, TV, videogame, ou mesmo o sonzão do carro ou do botequim tocando no último um bate-estaca de ano novo.
Nesses meus poucos dias de férias, persegui como um louco a tecla mute do controle remoto. Tentando diminuir pelo menos o volume do mundo ao meu redor. Valorizar o botão de desliga. Tá ligado?
Tá na hora da gente ouvir menos o barulho e mais os elefantes.
Marcelo Tas

sábado, 7 de novembro de 2009

A Vida Vale a Pena

"Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver:

 A salvação é pelo risco, 
Sem o qual a vida não vale a pena!!!" 
 
Clarice Lispector

Artur da Távola

Este texto maravilhoso do Artur da Távola, é uma das pedras preciosas que rolam pela rede mundial de computadores. Em sites e blogs, a quantidade é infinita. Mas, ainda tem pps, e-mails, e até filminhos. Mas, convenhamos, ainda bem que isso acontece, né?

TER OU NÃO TER NAMORADO
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não
tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pablo Neruda Ilumina a Sexta-Feira

Acabei de ler este poema no Blog da Maria Sanz "noProvador" e, não resisti, copiei e corri para colar aqui para que todos os leitores deste Blog, os amigos e todos aqueles que amam a vida possam desfrutar da beleza deste poema.

É Proibido
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.


É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.


É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você. 


É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus, nem fazer seu destino

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.


É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.


É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.


É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ninho de Estrelas


crédito: Nasa, ESA, R. O'Connell (Univ. Virginia), B. Whitmore (Space Telescope Science Institute), M. Dopita (Australian National Univ.), e comitê de supervisão científica da Wide Field Camera 3
A nova câmera (WFC3, de Wide Field Camera 3) instalada no Telescópio Espacial Hubble em maio deste ano captou a mais detalhada imagem de nascimento de estrelas. O processo de formação estelar, flagrado na galáxia espiral M83, é mais rápido, especialmente em seu núcleo, do que o presente na Via-Láctea. A WFC3 (de Wide Field Camera 3) revela estrelas em diferentes estágios de evolução, fornecendo aos astrônomos subsídios para dissecar a história de sua formação. Também é possível visualizar os remanescentes de cerca de 60 explosões de supernovas, as explosões de estrelas massivas, podem ser vistas na imagem, cinco vezes mais nítidos do que os registros anteriores.