domingo, 20 de dezembro de 2009

John Barry - The Midnight Cowboy Theme


Essa trilha sonora é uma das mais bela do cinema. É impossível assistir este filme e não ficar com essa trilha na cabeça para sempre. Vale a pena ouvir.

Terminou COP15 em Copenhagen


Mais uma vez o Planeta Terra foi relevado a segundo plano pelos políticos representantes de 192 paises que participaram do Encontro Sobre os Problemas Climáticos que terminou ontem na linda cidade de Copenhagen na Dinamarca. Na charge acima, procuro mostrar de maneira poética a minha total indignação por atitude tão deplorável. Parece brincadeira mesmo!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Edu Barbero


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

SEM PALAVRAS


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mais Quadras de Fernando Pessoa

Teu vestido, porque é teu,
Não é de cetim nem de chita.
É de sermos tu e eu
E de tu seres bonita.

Já duas vezes te disse
Que nunca mais te diria
O que te torno a dizer
E fica para outro dia

Duas vezes eu tentei
Dizer-te que te queria,
E duas vezes te achei
Só a que falava e ria.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cada Um Na Sua Tribo

Tomei a liberdade de copiar o texto do Marcelo Coelho (coelhofsp@uol.com.br), publicado hoje no caderno Ilustrada da Folha de São Paulo, porque gostei muito da leitura que ele fez aproveitando-se como mote o texto da Lya Luft que saiu na Veja, sobre esse assunto que é atual em qualquer época.

Poderia ser elaborada uma lista 
com defeitos de quem está
chegando à terceira idade

ADOLESCENTES? SINÔNIMO de problema. Os jovens? A cada ano eles pioram. No singular, o caso ainda é mais grave: "O jovem". Sobre esse nem vale a pena dizer alguma coisa. Drogados, alienados, desorganizados, perdidos. Reúnem-se em tribos.
Vivem na balada. Só pensam em consumo. Ou melhor, não pensam. Não estudam. Não leem. Não conversam. Não ouvem. Não falam.
Acho que todo dia topamos com frases desse tipo, que podem ter boa dose de verdade. A verdade, muito relativa, de qualquer generalização.
Foi bom encontrar, na coluna de Lya Luft para a "Veja" desta semana, um pouco de água fria nessa permanente ebulição discursiva a respeito do "jovem".
Não sei se os adolescentes conversam pouco. Sei que nós, os velhos, falamos demais a respeito deles.
"Tenho muita empatia com a juventude", escreve Lya Luft, "exposta a tanto descalabro, cuidada muitas vezes por pais sem informação, força nem vontade de exercer a mais básica autoridade, sem a qual a família se desintegra (...)"
A articulista continua: "Quem são, quem podem ser, os ídolos desses jovens, e que possibilidades lhes oferecemos? Então, refugiam-se na tribo, com atitudes tribais: o piercing, a tatuagem, a dança ao som de música tribal, na qual se sobrepõe a música dos tantãs."
A culpa, sugere Lya Luft, afinal é dos mais velhos. E há exceções: "Não acho que todos os jovens sejam arrogantes, todas as crianças mal-educadas, todas as famílias disfuncionais".
Seja como for, se os adolescentes e as crianças são isso e aquilo, "nós, os adultos, somos seus grandes devedores, pelo mundo que lhes estamos legando".
A escritora Lya Luft está certa, mas eu gostaria de avançar um pouco nesse raciocínio. O problema, em tudo o que se diz e escreve sobre "jovens", é que sempre há um "nós" falando a respeito "deles".
Não sei se existe algum pedagogo especializado em "terceira idade" ou se já inventaram palestrantes dedicados a explicar aos adolescentes como cuidar dos pais, dos avós e dos professores.
Haveria muito a dizer, sem dúvida, sobre "os velhos". Ou sobre "o velho" nos dias de hoje. Uma lista de defeitos ou, para dourar a pílula, de "problemas" pode ser rapidamente elaborada. O velho, ou o adulto em geral, reúne-se apenas em restaurantes e, na maior parte do tempo, só fala de comida.
Assiste a televisão demais e costuma ler pouco. Raras vezes admite ter algum problema com excesso de trabalho, de sedentarismo, de bebida. Não costuma, aliás, falar de seus problemas com os mais jovens.
Ignora qualquer conselho dos filhos. É arrogante o tempo todo. Não tem um décimo da consciência ecológica de uma criança do pré-primário. É individualista, consumista, frustrado e ressentido. Perdeu qualquer senso de aventura e novidade na vida. Sua indisposição para o aprendizado é alarmante, e não só em frente a um computador.
Acredita ter todo tipo de direitos -perante o Estado, a comunidade, os empregados, os vizinhos- e reage mal se lhe disserem que não retribui o bastante quando se entrega a um trabalho rotineiro, sonega impostos e prefere ficar em casa a participar de qualquer movimento pela melhoria da situação.
O velho é chato. Não escuta. Não tem imaginação. Não conversa. Não ri. Não presta atenção em nada.
Claro, existe o declínio natural da idade. Antes mesmo de chegar à senectude, o adulto já fareja as vantagens que pode auferir desse estado terminal. Relativamente cedo, passa a exigir respeito e tolerância pelos defeitos que sempre teve.
Pode até orgulhar-se quando diz: "Já não tenho paciência para esse tipo de coisa...". Ou repetir o mesmo tipo de frase que condenaria no filho ou neto adolescente: "Não me interesso minimamente por isso, ora bolas".
Reconheço as exceções. Há velhos que se reinventam, adultos que admitem seus erros, pais que não se refugiam na mesmice. Pessoalmente, não posso dar exemplos muito edificantes.
Sou muito aferrado à minha rotina, aos meus gostos, aos meus autores preferidos. Não me convidem para descobertas e aventuras. Nem como turista cinco estrelas tenho vontade de conhecer a China ou uma aldeia de índios. Para dizer a verdade, desde pequeno eu era meio velho e rabugento.
Por isso mesmo não perdi a vontade de falar sobre os problemas do jovem e do adolescente. Eram os mesmos, e bem visíveis, quando eu tinha 40 anos a menos do que agora. Passei da fase; não tenho mais paciência para isso. Ora bolas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

E O VENTO LEVOU


Dia 15 de dezembro de 1939, há exatos 70 anos, foi lançado o filme E O VENTO LEVOU (Gone With The Wind) com direção de Victor Fleming, com os atores Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Hattie McDaniel e com 241 minutos de duração. Após 70 anos, o filme continua sendo veículado em cinemas e TVs de todo mundo, sempre fazendo muito sucesso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Do Mundo Virtual ao Espiritual

Frei Betto , 06-Jun-2008
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse 'tenho aula de meditação'!
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação! Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto'? 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite'! Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais.
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede, desenvolve de tal maneira o desejo que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los aonde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque para fora ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: *'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês oassediavam, ele respondia:
''Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz''.

domingo, 13 de dezembro de 2009

QUADRAS AO GOSTO POPULAR

Depois do dia vem noite,
Depois da noite vem dia
E depois de ter saudades
Vêm as saudades que havia.

Começo hoje a publicar as "Quadras ao gosto popular" de Fernando Pessoa, que me encantaram aos 15 anos e continuam me encantando até hoje. Durante todos esses anos, não aconteceu uma única vez de procurar uma quadra para ilustrar um assunto e não encontrar. São 325 quadras, escritas entre 1907 e 1935, com a simplicidade da música popular portuguesa que Fernando Pessoa usa para colocar seus pensamentos mais elaborados ao alcance do povo de uma forma geral. 

A Vida é um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sábado, 12 de Dezembro


A arte-postal de Edu Barbero continua me encantando.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nietzsche

"Odeio quem me 
rouba a solidão 
sem em troca 
me oferecer 
verdadeira companhia."

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Angelus Silesius

"A rosa não 
tem porquês. 
Ela floresce 
porque floresce."

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fotógrafo Digital do Ano


Foi inaugurado nesta quarta-feira, dia 9, em Londres, uma exposição com as imagens vencedoras do Concurso Fotógrafo Digital do Ano, organizado pelo site PhotoRadar. A seleção foi feita entre mais de cem mil fotos de todo o mundo. Veja acima a foto de Janet Shui Kee Yim que ficou entre as 10 finalistas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Toddy, Sabor que Alimenta


Este é o primeiro comercial da Toddy no Brasil. Vejam que a mensagem era de um produto capaz de fazer bem para toda a família.

29 Anos Sem John Lennon


Dia 8 de dezembro de 1980, no começo da noite, na porta do seu prédio, o Dakota, John Lennon foi brutalmente assassinado com 5 tiros por um maniaco que se dizia seu fã.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fernando Pessoa

Eu amo TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não doi,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Charge do Ziraldo para Zé Márcio


Essa charge do Ziraldo é perfeita para meu amigo José Márcio, que acabou de inaugurar o seu Blog http://blogdomapim.blogspot.com. José é um comunista no melhor sentido da palavra. Comum, simples, aberto, inteligente e irritantemente contra qualquer desvio ou corrupção.

ALEGRIA

(Para Drummond )

E eu aqui nesta cidade,
cercado de realidade,
aumentando a minha idade,
alérgico a felicidade,
procuro flores no asfalto.
(Fabio Rocha)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Panetone BRASIL


Este ano, em reconhecimento ao trabalho do povo brasileiro, o Governo Federal resolveu presentear cada cidadão com um Panetone Brasil de 750g. Como somos 180 milhões de cidadãos e o custo do panetone será de R$ 7,20 (já incluso a entrega) o total gasto será de R$ 1.296.000.000,00. Este dinheiro que não estava previsto nos gastos da União, será pago com 10% (dez por cento) de todo dinheiro da corrupção no Governo durante o ano de 2010.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

5ª Semana Pirelli de Cinema Italiano


Acontece pela primeira vez em Ribeirão Preto a Semana Pirelli de Cinema Italiano. Em sua quinta edição o evento amplia o circuito e além de São Paulo, também passa a ser exibido no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto. Promovido na cidade pelo Vice-Consulado da Itália em parceria com a São Paulo Film Commission, o festival apresenta sete títulos italianos recentes e inéditos na região. Os gêneros vão da comédia ao drama, incluindo um musical. As sessões acontecerão no Cinemark, no Novo Shopping, às 19h e às 21h30, de amanhã, dia 04 até o dia 10 de dezembro de 2009.
Aproveitem e vejam a programação completa no site: