sábado, 6 de fevereiro de 2010

Alice no País das Maravilhas

O filme em 3D, dirigido por Tim Burton sobre o clássico de Lewis Carrol vai chegar aos cinemas americanos no começo de março. A Disney Films vem divulgando desde o ano passado fotos e comentários sobre o filme, agora, foi a vez dos cartazes. Veja nos links mais informações já publicadas aqui no blog.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ribeirão Fazendo Sucesso Em Sampa

Os ribeirãopretanos Mateus Barbassa, diretor do grupo de teatro Acima do Bem e do Mal e Lucas Arantes, jornalista, escritor e dramaturgo, autor de Suspensão, uniram-se para a montagem dessa peça que foi apresentada até ontem, no Teatro Satyros Um, na praça Roosevelt, na capital paulista, com sucesso de público e  de crítica.
É com orgulho que publico abaixo a crítica do jornal O Estado de São Paulo, assinada pelo jornalista e crítico Jefferson Del Rios.
Foto de Adalberto Lima, Mateus Barbassa e Maria Angélica Braga.
JEFFERSON DEL RIOS, Crítica, ESPECIAL PARA O ESTADO  
Pode-se chamar Suspensão de um espetáculo estranho, e, em parte, será elogio. A produção do grupo Acima do Bem e do Mal, de Ribeirão Preto, têm clarões, pontos dispersos ou obscuros, mas, quase sempre, um clima intenso. É teatro na vertente existencial, entre Beckett e Sartre, com o ponto de vista de um autor novo, Lucas Arantes. O dramaturgo de 23 anos, também jornalista profissional, teve outros aprendizados, dentre eles a psicanálise que estudou por quatro anos. Ecoar Freud em meio a temas filosóficos e mitológicos é tentador; o difícil é dar-lhes arcabouço e consistência como literatura. Lucas, que também faz poesia e romance (O Outro Estranho) corre seu risco no teatro. Consegue em parte seu objetivo.
Na primeira sequência, a peça reúne um trio (o casal e o avô) que se descobre sozinho no mundo. As cidades, os objetos, comida, combustível e dinheiro estão intactos, mas a humanidade desapareceu. De início, o benefício de serem donos de tudo preenche suas vidas. O que se segue, porém, é o tédio perplexo e, em seu prolongamento, os choques de interesses. Colapso familiar quando se revelam carências, sonhos e medo.
No segundo movimento, surge, assim, do nada, uma dupla estranha, improvável, mas não impossível, de sobreviventes ou fruto do delírio coletivo. Todo conflito gira em torno deste beco sem saída. O autor faz seu contraponto a Entre Quatro Paredes. Se na obra de Sartre “o inferno são os outros”, Lucas, ao contrário, proclama a importância do outro na nossa existência. Esclarece, porém, que quando se refere ao “outro” não pensa somente em outra pessoa, mas nos mecanismos simbólicos construídos pela sociedade como jornais, religiões, ambiente de trabalho, enfim, todos os rituais diários. Durante a ação, essas figuras, embora habitando um espaço real (são mencionadas algumas cidades), vivem no território mental das obsessões. A tensão maior surge com a fantasia da mulher em repovoar a Terra com o marido. De quebra, o que fazer do velho? Até aqui vai a linha mestra da história.
A seguir se dispersa em acréscimos próximos à ficção científica (referências aos mecanismos da reprodução humana, por exemplo). Foi esquecido que Kafka e Beckett criaram situações basicamente esquemáticas. A transcendência delas está na linguagem de múltiplos subentendidos; ou no silêncio. A outra parte, visual, a que se assiste, é acréscimo da encenação sobre estes ambientes (Orson Welles recriou O Processo. É cinema de Welles e puro Kafka).
O diretor Mateus Barbassa domina o espaço, efeitos de luz e som e, sobretudo, o muito bom rendimento do elenco. Todo o projeto é marcado pela vontade de realizar um “teatro pós-dramático” do ensaísta alemão Hans-Thies Lehmann.
O termo, já meio tedioso pela saturação de tantos “pós”, refere-se, entre outras premissas, à fragmentação da linguagem, ao fim da linearidade psicológica e a inclusão de recursos audiovisuais à narrativa. Não será mal, contudo, se autor e grupo atentarem para a ansiedade da influência que revelam com tantas citações postas em cena. O nome da companhia é engenhoso, mas este “acima do bem e do mal”, ironia à parte, pode levar a uma autossuficiência hermética, hostil ao espectador. É comum se dizer que o artista tem a obrigação de se reinventar a cada dia. Só que a pressa em ser “pós-alguma coisa” pode dispersar energias. O ideal é que o nome Acima do Bem e do Mal seja uma brincadeira, não uma certeza fechada em si mesma.
Quando não estão tão preocupados com Lehman, o diretor e companheiros apresentam um teatro vital. Por outras palavras, enquanto o talento de Lucas Arantes e Barbassa correm mais esquecido de ser contramão, os bons intérpretes Fernanda Lins, Maria Angélica Braga, Ademir Esteves, Davi Tostes, Lucas Chaves levam a montagem a um nível do qual Ribeirão Preto deve orgulhar-se e que, discretamente, se faz notar em São Paulo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Scott Campbell

 
Descobri Scott Campbell, um ilustrador californiano do primeiro time, na revista Ilustrar. E, como a revista fez uma belíssima materia com entrevista e tudo, não vou ficar copiando e colando, basta você acessar o site e curtir o Scott C. (como ele é conhecido) e a revista Ilustrar, que é uma obra de arte. Abraços.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mundinho Animal

Nascido no Rio de Janeiro, Arnaldo Allemand Branco, 35 anos, é cartunista e jornalista. Autor e co-criador, entre outros, de personagens como Capitão Presença e Joe Pimp - publicado atualmente na revista 'Sexy' -, Branco é conhecido por seu humor ácido e politicamente incorreto e o desenho de traços toscos e infantis. Bom com as palavras, destila pílulas diárias de Mau Humor no blog homônimo e trabalhou recentemente na adaptação para quadrinhos da peça "O beijo no asfalto", de Nelson Rodrigues - as ilustrações são de Gabriel Góes. As tiras do Mundinho Animal você encontra no G1.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Mais Quadras de Fernando Pessoa

Duas horas te esperei
Dois anos te esperaria.
Dize: devo esperar mais?
Ou não vens porque inda é dia?

Teus olhos querem dizer
Aquilo que se não diz...
Tenho muito que fazer...
Que sejas muito feliz!

Não há verdade na vida
Que se não diga a mentir.
Há quem apresse a subida
Para descer a sorrir.

Outro Postal

Garotos filipinos participam de procissão anual em Manila. Milhares de fieis levam suas imagens de menino Jesus, na crença que lhes trará sorte e saúde Aaron Favila/AP

sábado, 30 de janeiro de 2010

Kleber Sales

 
Kleber Sales é um ilustrador de Brasília que atua diretamente no mercado editorial. Seu trabalho, como vocês podem perceber, têm uma delicadeza e suavidade que  nos atrai à distância. E, conforme observamos, percebemos que no seu trabalho não existe um traço a mais, ele só utiliza o estritamente necessário. Se quiser conhecer melhor o trabalho de Kleber Sales, visite o site:
 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Leminski Brotando Nas Ruas

Uma obra de concreto nascendo em Curitiba e obras de artes brotando nos tapumes

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Che Guevara

"Se não há café 
para todos, não 
haverá para ninguém."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Uma Revista de Ilustradores

 
A revista Ilustrar é a primeira publicação 100% brasileira feita por ilustradores. Ricardo Antunes é o grande comandante desta empreitada que é uma verdadeira beleza. A revista é finalizada em PDF e é inteiramente grátis. Basta acessar a revista no site:  www.revistailustrar.com e baixar a edição que quiser. A períodicidade é bimestral, saindo todo primeiro dia do mês impar.
Ah! Para finalizar, a revista pode ser impressa e distribuida por quem quiser, desde que seja impressa na totalidade, sem alterações.

SE É


Arte é algo muito interessante. Uma lata de spray, uma frase e uma parede velha com duas janelas protegidas por grades. Pronto, tá aí um belo postal.

Ayahuasca o Santo-Daime

O governo brasileiro oficializou ontem, dia 26 de janeiro, as regras para o uso religioso da ayahuasca, erva de que se faz o chá conhecido como o santo-daime, utilizado em cerimônias religiosas, principalmente no Norte do Brasil.
Por diversas vezes, nos últimos 20 anos, tentaram proibir a utilização da erva alegando ser uma droga. Em 2004, numa atitude inteligente do governo, criaram um grupo de estudos  multidiciplinar  que análisou o uso religioso do chá e resultou na oficialização agora.

Odilla Mestriner é Fruto da Terra


A partir de ontem, dia 26 de janeiro, o Espaço Cultural Citi da Avenida Paulista recebe a exposição com trabalhos da pintora, desenhista e gravadora ribeirãopretana Odilla Mestriner (1928-2009). A mostra traz 32 trabalhos realizados entre 1960 e 2007, sendo 40% inéditos para o grande público. Até 26 de fevereiro de 2010 (Av. Paulista, 1111, térreo; de segunda a sexta, das 9h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h). Grátis. Mais informações no telefone 0/xx/11/4009-3000

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Glauco Villas-Boas


Nos anos 1970, no Ginásio Estadual Otoniel Mota, em Ribeirão Preto, apareceu um menino magro, simpático, que desenhava charges dos amigos, professores e secretárias da escola. Logo depois, o José Hamilton RiIbeiro, jornalista dos mais respeitados do país, que na época editava o jornal O Diário da Manhã, levou o rapaz para publicar as histórias de "Rei magro e Dragolino". Em 1976 ele foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba e, depois disso, nunca mais parou. Este rapaz é o Glauco Villas-Boas, irmão do Pelicano, natural de Jandaia do Sul, no Paraná.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O Princípio do Vazio

Foto de Gregory Colbert e texto de Joseph Newton
Tens o hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia (não sabes quando) vais necessitar deles?
Tens o hábito de juntar dinheiro sem gastá-lo, pois imaginas que ele poderá faltar no futuro?
Tens o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outras coisas que já não usas há muito tempo?
E dentro de ti?...
Tens o hábito de guardar raivas, ressentimentos, tristezas, medos e outros sentimentos negativos?
Não faças isso!
Vai contra a tua prosperidade!
É preciso deixar um espaço, um vazio para que novas coisas cheguem à tua vida.
É preciso se desfazer do inútil que há em ti e em tua vida para que a prosperidade possa acontecer.
A força deste vazio é que atrairá e absorverá tudo o que desejas.
Se acumulares objetos e sentimentos velhos e inúteis não terás espaço para novas oportunidades.
Os bens necessitam circular. Limpe as gavetas, os armários, o depósito, a garagem… A mente…
Doe tudo aquilo que já não usas…
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis só acorrenta a tua vida.
Não são só os objetos guardados que paralisam a tua vida.
Eis o significado da atitude de guardar: quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência…
Acredita-se que, amanhã, poderá faltar e que não haverá maneira de suprir as necessidades…
Com esse pensamento, estás enviando duas mensagens ao teu cérebro e à tua vida:
A de que não confias no amanhã;
E que o novo e o melhor NÃO são para ti…
Por isso te alegras guardando coisas velhas e inúteis!
Até o que já perdeu a cor e o brilho...
Deixa entrar o novo em tua casa…
E dentro de ti…
Boa sorte!
O bom da net é isso! Quem é frequentador da net sabe que mensagens furadas circulam diariamente pela rede em grande quantidade. Mas, sabem também, que  circulam muitos textos ótimos, de escritores desconhecidos. Este texto do Joseph Newton,  de quem, confesso, nunca tinha ouvido falar, é um dos que aparecem do nada e vestem perfeitamente nossos pensamentos, idéias e até posições, não é?

Desenho Animado de 1908


Em 1906 já existiam artistas na Europa e nos Estados Unidos entretidos em fazer desenhos animados. Este desenho é de 1908 e foi realizado pelo francês Émile Cohl, que fazia desenho em quadro negro partindo de traços pequenos e individuais. Seus trabalhos foram considerados obras-primas na época.
Se quiser mais informações sobre a história do desenho animado, passe pelo Blog:

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mais Mário Quintana


Presente do meu amigo José Márcio. Poema de Mário Quintana, intitulado As tuas mãos, sendo declamado por Flavio de Figueiredo Alves, falecido pai de Zé Márcio.

Mário Quintana

Há noites que eu não posso
dormir de remorso por tudo
o que eu deixei de cometer.

Rubem Alves

A saudade é a nossa
alma dizendo para
onde ela quer voltar.

Amir Klink

Quem tem um amigo,
mesmo que um só,
não importa onde se
encontre, jamais sofrerá
de solidão; poderá morrer
de saudades, mas
não estará só.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Manoel de Barros

A namorada
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
Texto extraído do livro "Tratado geral das grandezas do ínfimo"

Editora Record - Rio de Janeiro, 2001, pág. 17.
http://www.releituras.com/manoeldebarros_bio.asp

Sábio Millôr


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mario Quintana

"Sonhar é acordar-se
para dentro."

Victor Hugo

"O espírito se enriquece
com aquilo que recebe.
O coração,
com aquilo que dá."

domingo, 17 de janeiro de 2010

Florbela Espanca

Eu quero amar... amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
       ...mais este e aquele. o outro e toda gente...
                              Amar! Amar!
                      E não amar ninguém!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Regina Rennó


Os trabalhos acima, são ruas e casas de Ribeirão Preto que Regina expôs na época em que estava se despedindo da cidade, voltando para BH.
Hoje eu acordei com saudades da minha querida amiga Regina Rennó.
Regina é uma mineira com a veia, as artérias e o coração, todos artísticos. Eu, tive o privilégio de conhecer e conviver com esta grande figura humana e artista de primeira grandeza, aqui em Ribeirão Preto nos anos 1980/1990.
Nasceu em Itajubá - MG., no dia 29 de janeiro de 1955. Formou-se no Curso de artes plásticas e artes gráficas pela Fundação Escola Guignard de Belo Horizonte - MG. Tem especialização em modelagem e litografia. Formação em cinema - Escola Livre de Cinema de BH.
É pintora, ilustradora, escritora e criadora de livros infantis, professora, diretora de cinema e, com certeza, mais umas três ou quatro outras atividades que esqueci. Além disso, Regina já ocupou cargos públicos como os da Secretaria da Cultura, Diretora do Museu de Arte de Ribeirão Preto e etc.
Para quem não conhece a Regina Rennó e quer saber mais, basta clicar o seu nome - Regina Rennó - no Google e poderá se deleitar com 19.100.000 referências.

 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Luis Fernando Veríssimo

"Ainda pior que a convicção do não 
é a incerteza do talvez, 
é a desilusão de um quase! 
É o quase que me incomoda, 
que me entristece, que me mata
trazendo tudo que poderia ter sido...

e não foi!"
Essa frase eu copiei do Blog Infinito Particular que vale a pena conhecer. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nasrudin e o Ovo

Certa manhã, Nasrudin colocou um ovo embrulhado num lenço, foi para o meio da praça da sua cidade, e chamou aqueles que estavam ali.
- Hoje vamos ter um importante concurso! A quem descobrir o que está embrulhado neste lenço eu dou de presente o ovo que está dentro!
As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:
- Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer esse tipo de previsões!
Nasrudin insistiu:
- O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que se parte facilmente. É um símbolo de fertilidade, e lembra-nos dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem é que me pode dizer o que está aqui escondido?
Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha nas suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros. E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido em seu redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava a querer fazer alguém passar por ridículo. Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém respondeu.

Preparem-se, Andy Warhol está chegando!

Foi confirmado hoje pela assessoria de imprensa da Pinacoteca do Estado de São Paulo a vinda para o Brasil da exposição "Andy Warhol, Mr. America", em março. A exposição está no Malba - Museo de Arte Latinoamericana de Buenos Aires até o dia 22 de fevereiro.
A mostra é uma restropectiva dos trabalhos deste pai da "pop art" e ocupará a Estação Pinacoteca com 26 pinturas, 57 serigrafias, 39 fotografias, duas instalações e 44 filmes. A maior parte das obras selecionadas dá ênfase ao período de 1961 a 1968. Entre elas há os famosos retratos de Marilyn Monroe, Jackie Kennedy e Mao Tsé-Tung; a série de Sopas Campbell; os filmes "Empire", "Blow Job", "Outer and Inner Space"; e uma grande seleção de seus "Screen Tests", três rolos com 10 retratos cada, produzidos no famoso estúdio The Factory.

A Mãe da Pátria


Poucas pessoas no mundo tiveram um curriculum como o de Dona Zilda Arns. Nascida em 1934 na cidade de Forquilinha no interior de Santa Catarina, médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Mãe de cinco filhos: Rubens (Médico Veterinário), Nelson (Médico), Heloísa (Psicóloga), Rogério (Administrador de Empresas) e Silvia (Administradora de Empresas) e viúva desde 1978, dona Zilda dedicou-se a multiplicar pessoas para atender crianças no Brasil e no mundo.
Por tudo que li sobre dona Zilda, a principal característica do seu trabalho sempre foi a confiança no ser humano. Em sua entrevista no programa Roda Viva da TV Cultura, por mais de uma vez, ela falou da importância dos agentes multiplicadores, pessoas da própria comunidade que são treinadas para cuidar das crianças. 
Hoje, em artigo escrito no jornal Folha de São Paulo, o frei Beto disse que a Dra. Zilda Arns devia ser lembrada como a verdadeira mãe da pátria. Concordo e assino embaixo, pois não é fácil, num país como o Brasil, levar uma vida servindo ao próximo.