quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Criaturas de Outro Planeta

O fotógrafo e bioquímico polonês Igor Siwanowicz fotografou insetos em close-up, para mostrá-los como criaturas de outro planeta. Na imagem, um louva-a-deus. Igor Siwanowicz / Barcroft Media.
Camaleão entre as flores.
Veja mais insetos no UOL

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Agostinho


"Tempo: se você não me 
perguntar eu sei o que é. 
Se me perguntar, já não sei mais."

30 Anos Sem John Lennon

Nos Estados Unidos, o mosaico "Imagine", montado no jardim Strawberry Fields em homenagem a John Lennon, é cercado por flores deixadas pelos fãs do ex-Beatle. Foto AP

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Grafite Russo

O grafite é uma arte que tomou o mundo. No início dos anos 1980, Nova York foi invadida por esses desenhos grandes em locais abandonados. Não demorou para a arte ser observada e Nova York tornou-se a meca dos grafites. Naquele época, poucas pessoas aceitavam e respeitavam essa arte que ocupa espaços públicos. Nos anos seguintes, o mundo todo foi tomado pelos grafites e a sua qualidade foi crescendo ao ponto de invadirem as princípais galerias do mundo.
Vejam que beleza esses grafites russos.

Baptistão

O escritor Ariano Suassuna no traço de Baptistão.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PC Falseti

Fui informado hoje, na hora do almoço, que o PC Falseti morreu num acidente de carro. Conheci o PC por intermédio do meu irmão Samuel, há uns 20 anos ou mais. Logo percebi que aquele menino agitado, falante e muito simpático, iria acontecer no meio das artes e das fotos.
PC era um realizador, todo ano ele inventava uma novidade. Uma vez encontrei ele com um caminhão trailler para fazer fotos em eventos. Outra vez, estava ocupando uma sala do Shopping, onde além de expor fotos ele produzia books. Outra hora PC estava dando aulas, mas logo começou a produzir exposições que acabaram se tornando livros, realizados junto com os seus alunos. E assim, com essa pressa toda, PC se foi desse planetinha e deixou um legado para as próximas gerações das artes.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Alberto Lins Caldas

assim no corpo
como na terra

...
frutos em gomos
lagrimas e riso

a pele as dobras
como somos

suores e linguas
carnes em guerra

cor luz sombra
macia textura

assim o vulcão
fez nosso inverno

assim o sonho
nossa costura

Essa beleza de poema foi censurado e retirado do Facebook. E assim, o mundo vai se modernizando e a imbecilidade continua ocupando espaços e fazendo das suas. Um grupo de amigos está se manifestando, no próprio Facebook, em repúdio a mais um tipo de arbitrariedade. Qualquer imbecil faz uma denúncia, e o Facebook retira compulsoriamente um texto e imagem do mural, sem qualquer análise mais sensata.  
Um espaço particular, onde por princípio só entra quem é autorizado, que deveria ser completamente livre é censurado e não se fica nem sabendo por quem.
Queridos amigos, talvez tenhamos que retroceder. Vamos trocar endereços e começar a trocar poemas, imagens e o que mais desejarmos pelo velho e bom sistema dos correios.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Momentos

Momentos são momentos. E nesse vídeo fica clara a beleza que existe em cada momento.
Para o meu amigo José Marcio!

Despedida do TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou - me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema. 
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mario Quintana

A carta
Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria...
Eu tenho medo
Horrível
A essas marés montantes do passado,
Com suas quilhas afundadas, com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e gáveas...
Ai de mim,
Ai de ti, ó velho mar profunfo,
Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!

Caetano Veloso

 
"Marcha um homem
Sobre o chão
Leva no coração
Uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão
Da infinita beleza...
"
 

Caio Fernando Abreu


"Depois de todas as tempestades e 
naufrágios, o que fica de mim em mim 
é cada vez mais essencial e verdadeiro".

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nicolas Guto

Deu um branco na minha cabeça
Mas não esqueci o que vivi...
Meu corpo cada vez mais curvado
Em agradecimento à vida longa e abençoada...
--------

Quando acham que choro, rio
Quando acham que estou caindo, aprendo
E se eu estiver falando sozinho, estou com Deus...
E só assim me rendo!

Uma Beleza Que Não Cansa

Música para todos, cantadas com imagens maravilhosas.

Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.
O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos. Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da Aids no País. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à Aids. O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Roteiro de Compras & Informações

Dezembro de 1980, há exatos 30 anos.  Eu, Toninho Achê, Rose Monteiro, Bia Nogueira, Rose Araújo, Luís Cesar Antunes (o Francês), João Paulo (meu irmão) e com incentivo e apoio do Geraldo Hasse,  transformamos uma ideia em realidade. Fizemos essa revista, que pretendia fazer um roteiro de compras e informações da cidade de Ribeirão Preto, porque acreditávamos no crescimento da cidade que, na época, ia atingir 300 mil habitantes. 
Um tempo depois a revista foi transferida para o "Cadin" - Luís Ricardo Castelfranchi, que atualmente mora em Campos do Jordão e dirige o Guia mais bem feito desse Brasil.
Querendo ou não, isso já é história.

Alice Ruiz


"Sem saudades de você
sem saudades de mim
o passado passou enfim
".


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Don Quixote de La Mancha

"A liberdade, querido Sancho, é um dos mais preciosos dons que aos homens deram os céus. Com ela não se podem igualar os tesouros que a terra nem o mar encobrem; pela liberdade se pode e deve aventurar a vida".
Miguel de Cervantes

Paulo Leminski


Aqui nessa pedra, alguém 
sentou para olhar o mar
O mar não parou para ser olhado
Foi mar pra tudo que e lado


domingo, 28 de novembro de 2010

Leonardo da Vinci


"Aprender é a única coisa de que a 
mente nunca se cansa, nunca 
tem medo e nunca se arrepende."

sábado, 27 de novembro de 2010

A violência e a condição humana

Historicamente, não existe um momento, em tudo que o homem estudou e conhece, onde os seres humanos estiveram em paz completamente.
Basta agrupar os humanos e eles fazem uma guerra ou tomam atitudes violentas entre si.
Agora, é lógico, quase óbvio, que a violência aumenta de acordo com as necessidades que as pessoas passam no seu dia-a-dia. E isso vai desde uma cama quente e limpa para dormir, passando por comida boa e saudável, até ter família e escola de qualidade.
Nos países onde isso foi atingido, que são pouquíssimos nesse mundão de meu Deus, a violência é menor, mais localizada e controlada, mas não deixou de existir.
Agora, na grande maioria do planeta, leia-se; China, Índia, África, Brasil, México e quase todos os países das Américas Central e do Sul, reina a miséria e a desigualdade, de tal forma que a violência é tratada como normal.
Quando acontece um fato atípico, como agora no Rio de Janeiro, aí os olhos da grande maioria voltam para à realidade e, incentivados pela imprensa que está mais preocupada em vender jornal ou espaço publicitário que com a população, entram em choque, pois diariamente, todos se esforçam para não ver essa mesma realidade.
O problema não é apenas do governo, ou da polícia, ou das empresas. Esse problema é de toda a sociedade. O mais comum de se ouvir na hora do desespero é: “eu pago os meus impostos, sou um bom cidadão e não tenho nada a ver com isso”. E, por isso, essa realidade vem se alastrando como pólvora por toda a nação.
Eu moro em Ribeirão Preto, uma das cidades mais ricas do estado mais rico da federação, e posso afirmar, sem medo de errar, que proporcionalmente aqui o nível de violência aqui é o mesmo. A diferença é que Ribeirão Preto é uma cidade aberta, espalhada, e a violência passa por toda cidade, mas está estabelecida na periferia, uma região aonde a grande maioria da população, que paga os seus impostos e não tem nada a ver com isso, nunca foi e nunca irá.
Sabem o que é isso?
É a falta de comunidade. Não sei exatamente quando isso acontece. Mas sei, que em determinado momento do crescimento das cidades, a comunidade deixa de existir. A partir de um momento, você deixa de saber quem vive na comunidade, as pessoas, os seres humanos, deixam de ser semelhantes, e passamos a ver crianças na rua, sem mãe e pai, pedindo esmola, como algo aceitável.
Não é do dia pra noite que a ordem deixa de existir. É todo dia, bem devagar e com requintes de crueldade. Um dia a creche para de atender toda a população do bairro e, ao invés de fazerem outra creche, começam a colocar o dobro, o triplo de crianças no mesmo lugar. Pior, chega um dia em que começam a deixar as crianças sem lugar para ficar. As famílias, para sobreviverem, deixam seus filhos com os parentes, que também não têm condições e, quando percebem, essas crianças estão na rua, sem qualquer tipo de amparo, aprendendo o que não devem, como dizia a minha mãe.
Depois é no ensino fundamental. Todo ser humano com o mínimo de entendimento deseja que seus filhos tenham uma boa escola, aprendam, cresçam e possam ter uma vida melhor. Os primeiros quatro anos de escola são fundamentais para toda a vida do cidadão. Os alunos que aprendem a pensar, raciocinar, nunca mais serão os mesmos. Agora, para isso acontecer, é necessário uma conjunção de fatos de que todos os educadores do mundo têm consciência. Local apropriado, professor bem formado e dedicado, merenda que alimenta e faz crescer, lazer, esporte e, por fim, respeito. Sim, respeito! As crianças aprendem a respeitar sendo respeitadas!
Sabe onde temos esse tipo de educação hoje?
Na elite. Só a elite do mundo tem acesso a uma educação de primeira qualidade. Na cidade de Paris, o berço da civilização educada e moderna, existe um estudo que mostra que os cidadãos parisenses da periferia têm escolas com 50% menos de qualidade que as mesmas escolas nos bairros melhores e mais centrais. Com isso, dá para imaginar o que acontece com o resto do mundo.
A sociedade cresce e fica tão alucinada que separa os cidadãos por castas. Os bandidos, de acordo com a imprensa e com a própria sociedade, não são cidadãos. Pior que isso, parece que são inimigos de outra sociedade ou mundo, que chegaram na nossa comunidade para destruir tudo. Não estou aqui defendendo os bandidos, ao contrário, sou contra a violência e acredito que as pessoas que a praticam devam ser punidas. Mas, por favor, não vamos fingir que somos os bons e eles a encarnação do mal, porque não é assim e nunca foi.
A regra é básica, se desejamos um mundo melhor, precisamos de pessoas melhores. Não dá para querermos um mundo melhor e não cuidarmos das crianças que estão sendo criadas hoje. Em qualquer sociedade do mundo, é tratando as crianças com qualidade que conseguimos ter uma comunidade, cidade ou país com mais qualidade.
“Ame o teu próximo como a ti mesmo”
Foi o conselho que Jesus deu ao povo, quando perguntaram: qual o mandamento mais importante?

Lau Baptista

A Carroça

Certa manhã bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Acedi com grande alegria e lá fomos nós, humedecendo os nossos sapatos com o orvalho da relva. Ele se parou numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou- me:
- Estás a ouvir alguma coisa para além do canto dos pássaros?
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
- Estou a ouvir o barulho de uma carroça que deve estar a descer pela estrada. - Isso mesmo...disse ele. É uma carroça vazia. Sabes porquê?
- Não, respondi intrigado.
Então, o meu pai pôs-me a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, E disse:
- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto. E, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa, ou quando eu mesmo, por distracção, me vejo prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar a ouvir a voz do meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:
- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

Peter, Bjorn & John - Young Folks

Muito bom, muito bom mesmo! A música, os desenhos, a edição, tudo no tempo certo, muito bom!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eugène Ionesco (1909-1994)


"Apenas o efémero 
tem valor duradouro."

Mara Senna

Díspares

Os amores fora de hora
são, quase sempre,
os mais pontuais 

Livro Novo do Menalton

É amanhã, dia 27 de novembro, a partir das 11 horas, no Cauim.

Toulouse-Lautrec Cagando

Toulouse-Lautrec rindo pra câmera e fazendo coco na praia de Le Crotoy, Picardia, 1898 - 1899

Jean Cocteau em Ópio


Viver é uma queda horizontal” 
(...) Tudo o que a gente faz na vida, 
até o amor, a gente faz no trem 
expresso que caminha para a morte”.

Rilke


"...Através de nós alçam vôo
Os pássaros em silêncio.
Ó, eu, que quero crescer,
Olho para fora, e a arvore 
cresce em mim."
1914

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Stamatis Laskos

Stamatis Laskos, aka Sive, é um jovem e promissor artista grego que cria de pequenas pinturas a enormes murais. Entre 2002 e 2007, estudou pintura na Escola de Belas Artes de Atenas, e há cerca de dois anos começou a se aventurar na arte de rua.
Em sua obra encontramos temas como a vida cotidiana, comunicação e religiosidade. Essa última questão, inclusive, desempenhou durante um bom tempo papel central em suas criações. “[Na época] minha convicção interior de que Deus está acima das religiões tentava encontrar uma forma de expressão em meus desenhos”, afirma.
Ainda de acordo com o artista, a cena de street art da Grécia evoluiu pouco nos últimos anos quando comparada com a de outros países. Felizmente, agora parece estar em boas mãos.
Saiba mais sobre esse artista grego.