sábado, 13 de junho de 2009

O Desejo e Mario Quintana

sexta-feira, 12 de junho de 2009

12 de Junho

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Fernando Pessoa para refletir

Encontrei hoje em ruas separadamente, dois amigos meus que haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham tôda razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.

Henfil

É preciso reviver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar; É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós: onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração; Pois a vida está nos olhos de quem sabe ver ...
Se não houve frutos,
valeu a beleza das flores.
Se não houve flores,
valeu a sombra das folhas.
Se não houve folhas,
valeu a força do tronco.
Se não houve tronco,
valeu a intenção da semente.

Renato Russo, sempre atual.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Brasileiros é demais!

Envergonhadamente confesso que não conhecia a revista Brasileiros até ler o blog do Kotscho, que alias, trabalha na revista.
Kotscho, no seu blog diz que a Brasileiros não telefona nem manda recados para saber o que está acontecendo de novo neste nosso imenso país: vai lá. Desde o número zero, o objetivo de sua pequena equipe é mostrar personagens e cenários de um Brasil que não está na mídia.
Diz mais, a Brasileiros, o sonho acalentado por toda uma geração de jornalistas brasileiros inspirados pela lendária revista Realidade, da Editora Abril, a melhor publicação impressa já criada no país, no mês que vem vai completar dois anos de vida.
É quase um milagre que uma revista mensal de reportagens, fora do main stream, sem a retaguarda de qualquer investidor capitalista, tocada apenas por jornalistas, sobreviva tanto tempo num mercado dominado por duas grandes empresas editoras e duas distribuidoras.
Por tudo isso, recomendo e parabenizo a revista.
www.revistabrasileiros.com.br

O Balaio do Kotscho

Ricardo Kotscho é quase uma unanimidade nacional. Existe quem não concorde com suas opiniões, mas todos o respeitam muito. Agora, depois de sair do Governo Lula, tem dedicado um bom tempo ao seu blog "O Balaio do Kotscho", que acredito eu, é um presente para os leitores brasileiros. Kotscho não escreve simplesmente, ele levanta temas e discute com seus leitores. E, o sucesso é tão grande, que os leitores criaram um blog, O boteco do Balaio, onde levam adiante os assuntos do Balaio e até levantam novos assuntos.
Quem gosta de ler e estar bem informado, pode colocar o endereço nos favoritos:
http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

Pato Donald faz aniversário!

Hoje, terça-feira, dia 09 de junho, o Pato Donald completa 75 anos. Marinheiro, desajeitado, irritado, preguiçoso, apaixonado pela Margarida e tio do Huguinho, Zezinho e Luisinho, meninos espertos que acabam sempre salvando o tio.
Donald apareceu pela primeira vez em 9 de junho de 1934 em um curta-metragem da série dos Silly Symphonies, "A Galinha Espertalhona", adaptada de um conto russo em que uma pequena galinha procura ajuda para plantar um campo de milho. Donald, seu vizinho, fará de tudo para não ter de colocar as mãos na massa.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A GRIPE SUÍNA NÃO PEGOU

Depois de todo carnaval que a imprensa fez, parece que a gripe suína não é nada daquilo que foi divulgado. Graças a Deus, ela é uma gripinha, seu índice de óbitos é igual ou menor que qualquer outra gripe.
Agora, devo confessar, que só estou colocando essa nota no blog por causa deste porquinho de máscara que encontrei na net, demais, né?

domingo, 7 de junho de 2009

Marco Aurélio Lucchetti

Ontem, dia 06 de junho, às 15 horas, na Comix, alameda Jaú, 1998, São Paulo, capital, aconteceu a tarde de autógrafos de lançamento da edição de luxo intitulada "Fantasma - A Biografia Oficial do Primeiro Herói Fantasiado dos Quadrinhos" que vinha sendo adiada desde o ano de 2006 quando o herói completou 70 anos de criação.
Para quem conhece o autor Marco Aurélio Lucchetti, desta e de outras obras sobre quadrinhos, sabe que ele é fã do herói, criado por Lee Falk e Ray Moore e, que o seu trabalho é sério e muito competente.
A obra esmiúça a evolução do herói, dentro e fora do universo do quadrinhos. O livro, de capa dura e formato grande (26,5 cm X 36 cm), foi dividido em 17 capítulos. Começa com a criação dele, no início de 1936, nos Estados Unidos. Depois, explora as principais histórias, os coadjuvantes, a relação e o casamento com Diana, biografias dos autores, migração para outras mídias, citações em outros quadrinhos.
A trajetória do personagem no Brasil também é explorada. Há entrevistas com Gutemberg Monteiro e Walmir Amaral, que produziram capas da revista do herói para a RGE.

sábado, 6 de junho de 2009

Museu da Imagem e do Som

Trabalho desenvolvido em 1996

Ribeirão Preto

Gente, olhem essa foto. Vejam como o verde corria por todas as ruas do centro da cidade. Não existia um quarteirão que não tivesse árvores dos dois lados das calçadas. E sabem por que a grande maioria das árvores foram cortadas? Porque atrapalhavam a visão das lojas ou porque sujavam demais. Acredita? Pois é!
Hoje, sofremos com o calor excessivo, com a umidade relativa do ar comprometida 10 meses do ano de maneira descontrolada e a falta da beleza natural que o verde nos trás.
Será que vamos mudar esse jogo?

A DESOBEDIÊNCIA CIVIL

“Quando o súdito nega obediência e quando
o funcionário se recusa a aplicar as leis injustas ou
simplesmente se demite, está consumada a Revolução”


Nunca fui um grande leitor. Ou melhor, só fui um bom leitor quando era menino, na época do primário, quando aprendi a ler. Eu era muito curioso e lia tudo que tive acesso. A coleção do Monteiro Lobato, os contos de Andersen, Contos de Grimm, os 13 livros da coleção original do Tarzan, enfim, o que caia nas minhas mãos eu devorava.
Depois, na adolescência, entrei numa fase bem diferente. Eu olhava os livros, lia as orelhas, porque era necessário ser um “intelectual” no meio que vivia. Mas, de verdade mesmo, eu lia super pouco.
Mas, nessa época, li alguns livros que marcaram a minha vida. E, o A Desobediência Civil do Henry David Thoreau foi um deles.
Não lembro mais como encontrei este livro, mas deve ter sido via o comentário de algum amigo mais velho e intelectual de verdade ou então de alguma critica feita em jornal ou revista, que era onde eu lia para manter a minha fama de bom leitor.
Mas, lembro como se fosse hoje quando comecei a ler esse livro. Foi numa viagem de ônibus de São Paulo prá Ribeirão Preto. Como é um livro pequeno, li inteirinho na viagem. E, posso dizer que sai uma pessoa de São Paulo e cheguei outra em Ribeirão.
A atualidade do texto, escrito em 1848, deixou-me transtornado. Era um manual inteligente, crítico e muito mais eficiente que toda a pregação dos hippies. Alias, descobri naquela época que Thoreau estava muito à frente do seu tempo e que já havia influenciado profundamente pessoas como Mahatma Gandhi, Leon Tolstoi, Martin Luther King, os hippies e tantos outros.
Thoreau, desde sempre, lutou contra todas as formas de discriminação. Lutou contra a escravidão nos EUA, pelos direitos das mulheres, em defesa do meio-ambiente, contra a discriminação étnica e sexual. Além disso, era um pacifista radical (indo à raiz do problema) recusou-se a pagar impostos a um governo autoritário que fazia mais uma guerra predatória na qual roubou mais da metade do território mexicano – este ato radical de Desobediência Civil lhe custou um bom tempo na cadeia.
http://www.culturabrasil.pro.br/desobedienciacivil.htm

Mostra em Munique celebra 150 anos do nu artístico

Marilyn Monroe clicada em 1962 pelo fotógrafo Bert Stern, uma das imagens da exposição "Nude Visions - 150 Anos de Imagens de Corpos na Fotografia", em Munique
A exposição "Nude Visions - 150 Anos de Imagens de Corpos na Fotografia", em um museu de Munique, no sul da Alemanha, conta a história do nu artístico na fotografia através das décadas. Com cerca de 250 trabalhos de seu acervo, a mostra do Münchener Stadtmusem procura investigar os limites entre arte, sensualidade e pornografia.
Aberta até dia 13 de setembro, a exposição é organizada cronologicamente, trazendo um panorama que vai de 1855 até 2005. As peças mais antigas são datadas do início da história da fotografia, na metade do século 19. Essas obras, entretanto, não tinham um fim artístico -- eram produzidas para servir de apoio ao estudo de pintores, desenhistas e escultores.
Essas primeiras experiências, desenvolvidas dentro de ateliês, trazem pessoas em trajes históricos, em poses inspiradas em motivos da antiguidade e do renascimento e retratam tanto homens, como mulheres e crianças.
Somente no começo do século 20 é que o gênero ganha vida própria, se transformando em obra de arte, com diversas correntes. Os anos 20 e 30 marcam o começo das experiências com perspectivas, distorções e ângulos mais arrojados.
Os movimentos de vanguarda nos anos após a Primeira Guerra Mundial desconstruíram e fragmentaram o corpo humano através de exposições múltiplas e contrastes fortes de claro e escuro.
Nas décadas posteriores, os retratos de nus foram ganhando o glamour, tomando as páginas de revistas de moda e conquistando estrelas de cinema.
Uma imagem que já entrou na memória coletiva é a de uma lasciva Marilyn Monroe clicada em 1962 pela câmera do fotógrafo Bert Stern.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia Mundial do Meio Ambiente

Não sei exatamente quando o Henfil fez este desenho, mas foi entre o final dos anos 60 e começo dos 70. Lembro, porque mandei emoldurar a página dupla do Pasquim, onde ele foi publicado pela primeira vez e, este quadro, me acompanhou por muitos anos.
Hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrei do desenho do Henfil e, fiquei pensando, sera que melhoramos nestes últimos 40 anos?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pablo Picasso

O artista espanhol Pablo Picasso é, sem duvida alguma, uma das figuras mais importantes do século XX.
Picasso já é considerado um dos artistas plásticos mais importantes da história da humanidade. Ele trabalhou com pintura, escultura, artes gráficas e cerâmica, sempre trazendo o novo de forma criativa.
Suas obras foram divididas em várias fases, Azul, Rosa, Cubismo.
Em 1937, no auge da Guerra Civil Espanhola, Picasso pintou seu mural mais conhecido: Guernica. Esta obra já pertence ao expressionismo e mostra a violência e o massacre sofridos pela população da cidade de Guernica. Já com 87 anos, Picasso realiza diversas gravuras, retomando momentos da juventude. Nesta última fase de sua vida, ele viaja pela a alegria do circo, o teatro, as tradicionais touradas e muitas passagens marcadas pelo erotismo.
Morreu em 1973 numa região perto de Cannes, na França.

O Centro em mim

Pensei muito antes de iniciar minha lida com este texto. Queria escrever sobre o centro da cidade, objetivamente, mas Ribeirão Preto é minha cidade e não é possível pensá-la sem mim.
Como dizer do mercado municipal, o “mercadão”, sem sentir o cheiro de manhã de domingo e sem sentir a mão de meu pai tomando a minha mão para irmos até ele, a pé? Lá eu ganharia a maçã mais linda, a “da bruxa da Branca de Neve”, ou então um pedaço de melancia ou mesmo um copo de vitamina.
Como dizer da Rua General Osório sem dizer dos sábados à noite, quando meu pai, minha mãe, meu irmão Maurício e eu íamos ver vitrines? Encontrávamos famílias fazendo o mesmo programa. Sabia de cada ladrilho das calçadas, dos luminosos e dos espelhos. Na subida, passeávamos pela direita até o Cine Centenário. Parávamos na Camisaria Affonso para meus pais avaliarem sua cria. Eles ficavam muito ali. Na volta, íamos admirar a fonte luminosa da praça XV, comprar pipoca, tomar sorvete nos Lanches Paulista, passear pela Lojas Realce, Chapelaria Olímpica....
O tempo passando, minha cidade se modernizando, e eu fui crescendo nas filas do cinema, comendo lanche nas Lojas Brasileiras, comprando LPs na Discolar, assistindo às missas da Catedral, visitando o Serv-Lev, o primeiro supermercado da cidade.
Como não dizer da rádio PRA-7, sem falar que lá o papagaio do meu tio Sílvio ganhou um prêmio porque disse Tyressoles? Como não falar dos carnavais sem dizer das bisnagas com água que levávamos conosco para ver o carnaval de rua na General Osório e na Praça XV?
Como dizer da biblioteca Altino Arantes e Padre Euclides, onde folheávamos livros e os líamos, sem mencionar o Seu Guerino, proprietário da Livraria A Acadêmica que, apaixonado pelos livros, ensinava-nos o prazer de abrir um deles e morrer de vontade de lê-lo?
Como dizer de educação sem lembrar o Otoniel Motta e o Segundo Grupo, sem lembrar o Colégio Auxiliadora e o Santa Úrsula, sem lembrar a força dos professores e a seriedade dessas instituições, desde os tempos da saia pregueada e das meias três quartos?
Como não dizer do jornalismo no tempo de Ribeirão com 100.0000 habitantes, sem mencionar o jornal A Cidade, o Diário de Notícias, O Diário, o Diário da Manhã, onde meu irmão André escrevia na coluna forense?
Parafraseando Drummond, digo que ficou um pouco de mim no Cine Suez, onde dei meu primeiro beijo; um pouco de mim no Cine Centenário, onde, nos reclames iniciais, se apresentavam meu irmão Zé Carlos e Mário Lorenzato, fazendo propaganda da Camisaria Affonso; no Cine São Jorge, cuja instalação elétrica foi feita pelo tio Jairo e tio Nico; no Cine Pedro II, o “Pedrão”, que deixou de ser teatro para me deixar conhecer filmes como “2001, uma Odisséia no Espaço”. Estou nos prédios e os prédios estão em mim.
Sempre soube da tese de que o espaço geográfico interfere na identidade do homem e ele, por sua vez, também interfere no espaço. Odisséia, de Homero, já apresentou Ulisses voltando a Ítaca, seu espaço, ele mesmo. Mas só hoje percebo isso de perto. Volto-me à minha Ribeirão e volto a mim mesma. Volto ao Centro e estou comigo.
Texto de Fátima Chaguri publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Jul 08

MARANATA

Em 1973, em Ribeirão Preto, nasceu um grupo de Teatro que apresentou, por muitos anos, uma única peça – Maranata. A peça foi escrita baseada no filme Godspel, que foi um grande sucesso no final dos anos 60 e, por sua vez, era baseado nos 4 evangelhos da Bíblia.
O Grupo de Teatro Casa de Cristo, usava a peça como uma forma de pregação. Em janeiro de 1974, o grupo alugou um ônibus e foi para o Sul do país chegando até no Uruguai, passando em mais de 50 cidades, sempre apresentando a peça e depois conversando e pregando a palavra de Deus para os espectadores.
Nessa foto, vemos a Rosangela Gumerato, Zé Maurício Cagno, Cláudio Bauso (Trupicão) e Airton Roque (Rosa Branca).

Matando a Sede


Com este frio

Não existe nada melhor do que dormir agarradinho, apertadinho, espremidinho.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sumaré...

Era um bairro jovem e não muito grande, lá no alto da cidade. Talvez fosse um pouco maior, aqui e ali, do que hoje é o chamado Boulevard.
Nas minhas primeiras lembranças aparecem poucas casas e muitos terrenos baldios repletos de multicoloridas flores do campo. Vacas e cavalos pastavam e a criançada solta brincava pelas ruas, nem sempre asfaltadas, onde automóvel passava só de vez em quando.
Era pique, esconde-esconde, roda, passa-anel, salva-latinha, guerra, beijoabraçoapertodemão, bicicleta e tantas outras estripulias.
O bairro tinha orgulho de suas árvores. Eram famosos os flamboyant da Marechal Deodoro.
De vez em quando passava um louco, daqueles conhecidos que não fazem mal a ninguém, a não ser botar as crianças correndo para dentro de casa mortas de medo.
O tempo passou, novas casas foram surgindo e ficamos jovens. Então começou a festa.
Todo mundo ali se conhecia, se não pessoalmente, de vista com certeza. Sabia onde morava, estudava com um parente... Enfim, quase como uma grande família e, por incrível que pareça, era bastante divertido.
Na Recra todo dia batíamos ponto e a moçada se encontrava na Avenida Nove de Julho, onde todas as tardes rolavam a paquera, as meninas bonitas, os carrões envenenados e a armação de festas e programas para a noite.
Como o tempo não pára, o lugar foi crescendo, lojas substituindo casas de família e virou o Boulevard com seu comércio sofisticado, onde você encontra as melhores griffes da moda, o presente ideal, a decoração perfeita, os arranjos florais inesquecíveis, a sua agência de turismo, a boa gastronomia. Tudo isso veio confirmar a natureza de um bairro que nasceu para ser charmoso. Se me permitirem, sinto somente saudades da sombra das árvores que faziam bem mais agradáveis os passeios a pé pelas ruas ensolaradas.
Texto de Bibi Junqueira publicado no Guia Sul de Ribeirão - Edição Dez 2007

Sonia Maria Saporetti

terça-feira, 2 de junho de 2009

O Centro de Ribeirão

Ribeirão foi a primeira cidade grande que conheci na vida. Eu tinha 10 anos e viera de uma das regiões mais pobres – miseráveis mesmo – do estado na década de 40: o vale do Paraíba.
O centro de Ribeirão me deslumbrou. Fiquei fascinado com a praça XV, o Pedro II, a Esplanada, o Hotel Palace, o Edifício Diederichsen.... E as retretas, então, aos domingos, pela banda da então Força Pública – hoje Policia Militar – junto ao relógio da praça XV e aos pés daquele magnífico monumento ao Soldado de 32, em um gesto – graças a Deus simbólico – de atirar uma granada naquela obra histórica e artística que é o Theatro Pedro II.
Quando mudamos para Rio Preto, na década de 50, tentei transferir o meu amor para o centro da cidade, tal como fizera com o de Ribeirão. Esforço inútil. O centro de Rio Preto me pareceu tacanho, medíocre, como é até hoje e nunca mudou. Já na imprensa, quantas vezes irritei os leitores com minhas comparações, sempre favoráveis a Ribeirão.
Vinte e dois anos depois, voltei a morar e a trabalhar em Ribeirão. A velha Ribeirão continuara nos meus devaneios mas, é claro, já não era a mesma. Pelo menos não havia mais as retretas da Força Pública. O garboso maestro, que desfilava à frente da banda, já havia morrido. Mesmo assim, continuei a fazer do centro o meu “point” de lazer, meditação e interesse. Assessor do prefeito, eu o aborrecia pedindo providências contra o abandono da área central. O saudoso Antônio Duarte Nogueira achava isso “esquisitices do Albano” e falta de visão macro-política.
Eu pensava diferente: ele é que não era visivelmente sensível para amar a praça como sempre a amei e continuo amando. É um amor que durará sempre. Por toda a minha vida.
Texto de João Albano publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Julho08

Este eu Quero Visitar

O Museu Magritte abriu suas portas ao público hoje, 02 de Junho, em Bruxelas para apresentar pela primeira vez a maior coleção do mais importante artista belga, referência mundial do movimento surrealista do século XX.
Pintor, desenhista, escultor, fotógrafo e cineasta, René Magritte, nascido em 1898 em Lessines (Bélgica) e falecido em 1967 em Bruxelas, tem a partir de agora um espaço que lhe é dedicado em exclusividade na cidade onde viveu a maior parte da sua vida.
O novo museu ocupa um edifício antigo de uma zona central de Bruxelas e tem cerca de 250 obras numa área de 2.500 metros quadrados.

A ZEZÉ VOLTOU!

Gente, atenção!
A Maria José de Oliveira, nossa querida amiga Zezé, voltou dos EUA.
Chegou no dia 30 de maio e esta no Rio de Janeiro onde encontrou o seu amor.
Não vou entrar em maiores detalhes porque este é um blog público, mas posso afirmar que ela anda feliz como nunca.
Seja bem-vinda!
Beijos

O Amor, sempre o amor

Luís Vaz de Camões presume-se tenha nascido em Lisboa por volta de 1524, de uma família do Norte (Chaves). Viveu algum tempo em Coimbra onde, segundo consta, freqüentou aulas de Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz onde tinha um tio padre. Regressou a Lisboa, levando aí uma vida de boemia. Em 1553, depois de ter sido preso devido a uma briga, parte para a Índia. Fixou-se na cidade de Goa onde escreveu, de acordo com seus estudiosos, grande parte da sua obra. Regressa a Portugal em 1569, pobre e doente, conseguindo publicar Os Lusíadas em 1572 graças à influência de alguns amigos junto do rei D. Sebastião. Faleceu em Lisboa no dia 10 de junho de 1580. É considerado o maior poeta português, situando-se a sua obra entre o Classicismo e o Maneirismo. Obras: "Os Lusíadas" (1572), "Rimas" (1595), "El-Rei Seleuco" (1587), "Auto de Filodemo" (1587) e "Anfitriões" (1587).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Menachem Mendel


Poema Russo

Algumas coisas neste mundo moderno são muito estranhas.
Este belíssimo poema chegou via e-mail não sei de onde.
Não tinha o autor, nem a época e muito menos onde foi publicado.
A única informação estava na assinatura, poema russo.
Não sei nem se é russo. Mas, sei o quanto é belo e por isso, estou publicando aqui.
Se alguém tiver alguma informação, por favor, me envie.

pega o que esqueci de mim maria
e despacha no primeiro avião
não esquece de juntar entre os trastes
a inútil poesia que escrevi
durante trinta anos da minha vida também inútil
talvez o cego se interesse pelos meus versos
caso eu não volte é porque morri de frio
de tédio ou destas longas ausências de mim

domingo, 31 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Rua Quintino e seus arredores

No final da década de 50, início da de 60 do século passado, na minha infância, eu morava na Quintino Bocaiúva, 160, entre as ruas São José e Garibaldi, onde hoje é o Banco Itaú.
Na esquina da São José com a Quintino, morava o Sr. Tonico Serra, proprietário de seis sobradinhos geminados, construídos ao lado de sua casa, alcançando a metade do quarteirão. No penúltimo, morava eu, no último moravam o Sr. Luiz e a Dona Lola, pais do arquiteto Ijair Cunha, no próximo morava a família Foresti, em seguida o engenheiro Carlos Chaves e na esquina o Roberto Degani, grande jogador de basquete. Em frente morava o Miguel Marcio Egidio dos Santos, também jogador de basquete e nadador, ao lado o Dr. Manoel Gabarra e na esquina da São José morava uma baixinha chamada Luísa que trabalhava no Correio.
Nas calçadas dos dois lados, havia árvores de uma espécie muito frondosa que produziam cachos de bolinhas, munição para as nossas guerras.
Uma vez no ano, talvez em julho, nas férias, as árvores eram totalmente podadas, e a galharia esperava por uma semana nas calçadas para ser retirada pela prefeitura.
Aí, era uma festa, a molecada construía enormes cabanas com esses galhos. Passávamos o dia todo brincando de índio e, se as mães permitissem, dormiríamos lá.
Outra curtição era na época das chuvas, quando grandes enxurradas desciam pelas ruas Marcondes Salgado, São José e Gari-baldi. Éramos heróis enfrentando a forte correnteza.
Eu fazia o primário no 1º Grupo Escolar Dr. Guimarães Junior, onde foram minhas professoras a Dona Mercedes, Dona Dativa, Dona Elza Braga e Elza Roseli.
Certa feita, havia uma sessão de fotos, aquelas em que o aluno senta-se a uma escrivaninha simulando escrever com caneta tinteiro, e tem um mapa atrás de si.
Era muito frio, tínhamos que tirar a blusa de lã para que aparecesse o bolso esquerdo onde eram bordadas as iniciais do nome da escola em azul-marinho sobre a camisa branca.
Na camisa de um aluno, a linha azul desbotou manchando o bolso e até a camisa. Na hora da foto, estabeleceu-se o impasse. Professora e fotógrafo discutiam como resolver a questão, como esconder o borrão?
Foi quando o futuro goleiro Emerson Leão, para nós o Merção, tirou sua camisa e a emprestou ao colega, permanecendo nu enquanto se fazia a foto, para nossa surpresa e admiração. Talvez por ser gordinho ele não sentisse tanto frio como nós.
Outro amigo deste tempo foi o Antonio Mauro Marinho, o popular Torrão. Era forte, bom de briga. Uma vez, na saída da escola, arrumou uma briga que começava no Guimarães Jr. e se estendia até o Otoniel Mota. Acho que a escola toda brigou nesse dia.
Fomos colegas também na escola de datilografia Divinal, na Cerqueira César, pra cima da General Osório. Naquele tempo, saber datilografia era tão importante quanto é hoje saber lidar com computador.
Um dia, terminada a aula, subíamos a Cerqueira César. Na esquina da Américo Brasiliense havia uma padaria cuja lenha ficava empilhada na calçada. Ao passar pela pilha, Torrão pegou uma tora e a colocou no ombro. Não disse sua intenção, mas quase chegando à esquina havia uma casa antiga, dessas com porão e janelas no alto. Ele simplesmente arremessou a tora para dentro da janela da sala. Quando ouvi o barulho e percebi o que ele fizera, corri, sem olhar para trás, por uns três dias.
A vantagem de ser amigo do Torrão era que os moleques mais fortes não nos ameaçavam, a desvantagem era que ele abusava da força física nas brincadeiras com os colegas: era tapa na orelha e bico na canela o dia todo.
À tarde, íamos nadar na Recreativa. O portão da rua Bernardino de Campos, em frente à praça Camões, abria às 15 horas, momento em que era grande a aglomeração ali. Ficávamos na piscina até as 17h e 45m, quando batia o sinal para encerramento das atividades na piscina. Tínha-mos que driblar a vigilância do Seu Chico que não deixava criança nadar na piscina grande, a olímpica, profunda. A nós, só era permitido nadar no “cochinho”. Nessa época, o Nelson Linhares, após tomar alguns “caldos”, resolveu tornar-se um dos maiores nadadores do país.
O ginasial fiz no Marista, o reitor era o Irmão Osvaldo Colombo, o Irmão Rui dava aulas de francês, o Irmão Virgílio, além de professor, cuidava também da livraria. Havia professores não padres, o Edimilson, que dava aula de desenho, e o professor Pozini, que lecionava português.
Um colega, o Laurindo Vinhas, certa feita pulou do 1º andar com um guarda-chuva aberto, para ver se funcionava como paraquedas. Acabou se estatelando no jardim.
No domingo à noite, o pai levava a família para comer pizza na Cantina 605, que ficava na Amador Bueno 605, esquina com Florêncio de Abreu, onde hoje é o Banco Santander. Acho que só havia pizza de mussarela, mas o guaraná Antárctica era delicioso.
Tudo isso acontecia dentro dos limites do quadrilátero em questão. A gente nascia, crescia, estudava, trabalhava, se divertia por anos, sem quase sair dos limites das quatro avenidas.
Em 1965 mudei para a rua Nélio Guimarães, no alto da Boa Vista, mas esta é outra história, para o próximo Guia, o do Alto da cidade.

Texto de Luiz Sergio Von Gal de Almeida publicado no Guia Centro de Ribeirão - Edição Jul 08